Questão de Não definido — Geral — INSTITUTO AOCP 2026
Não definidoGeral
- Código
- qg725825
- Banca
- INSTITUTO AOCP
- Órgão
- IF-CE
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor EBTT - Teatro
Considere o seguinte depoimento de uma aluna de estágio do curso de licenciatura em teatro de um Instituto Federal: “No 9º ano, minha tentativa de trabalhar os jogos teatrais da Spolin para chegar à farsa não fluiu e foi um fracasso! A turma se fechou! Parecia que o medo de passar vergonha na frente dos outros era maior que qualquer vontade de criar. Tentei mudar a aula e puxar o TeatroFórum do Boal para cutucar o bullying que eu vi ocorrendo ali no fundo, mas não funcionou. Um aluno soltou: ‘Ah, professora, para com essa terapia de grupo aí... a gente quer fazer teatro de verdade, com ensaio, luz e roupa de personagem’. Fiquei sem saída: como garantir o protagonismo que a sociologia da infância prega se eles mesmos pedem o modelo tradicional e a BNCC cobra essa autonomia o tempo todo?”.A partir da fricção entre a prática de estágio narrada e os fundamentos que orientam o teatro no ensino fundamental, assinale a alternativa que equaciona esse impasse metodológico.
- AA trava dos estudantes ratifica que a agência social é um conceito operante apenas na infância precoce, o que obriga o docente que atua nos anos finais a deslocar o eixo da criação para a contextualização histórica de adereços e figurinos.
- BO episódio desnuda a crise entre a pedagogia do processo e a cultura de pares. A saída pedagógica, nesse caso, seria o retorno ao teatro de texto previamente estabelecido, pois a rigidez do espetáculo funciona como anteparo para as vulnerabilidades identitárias do adolescente.
- CO diagnóstico de “medo do ridículo” aponta que o ponto de concentração falhou, pois, em vez de o foco ter sido direcionado para a ação, desviou-se para o “eu”. A mediação pedia o aporte do processo de drama, em que o “professor em papel” instaura um escudo estético que autoriza o aluno a agir sob a salvaguarda da ficção, preservando sua alteridade.
- DO anseio por “teatro de verdade” denuncia uma reprodução interpretativa alienada, fruto da indústria cultural, o que torna o instrumental de Boal obsoleto para o ensino fundamental II, restando ao currículo apenas a dimensão da crítica via análise de acervos.
- EA repulsa à “psicologização” da cena corrobora as teses sobre a autonomia da linguagem; sem o rigor do jogo de regras, a prática teatral regride a uma dinâmica de grupo amorfa, descaracterizando as competências específicas previstas na BNCC.