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Questão de Raciocínio Lógico — Fundamentos de Lógica — INSTITUTO AOCP 2026

Raciocínio LógicoFundamentos de Lógica
Código
qg725974
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SEJUSP-MG
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Policial Penal
Analise as seguintes premissas:P: Se um visitante tenta entrar no estabelecimento prisional com um objeto ilícito, ele é detido.Q: O visitante Carlos foi detido.Considerando apenas as premissas P e Q, qual conclusão é logicamente correta?
  1. ACarlos, certamente, não tentou entrar no estabelecimento prisional com um ilícito.
  2. BCarlos, certamente, tentou entrar no estabelecimento prisional com um ilícito.
  3. CCarlos pode ter tentado entrar com um ilícito, mas pode ter sido detido por outro motivo.
  4. DSe Carlos não foi detido, ele tentou entrar com um ilícito.
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GabaritoC — Carlos pode ter tentado entrar com um ilícito, mas pode ter sido detido por outro motivo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Lógica de Argumentação – Estruturas Condicionais

Gabarito: letra C. A premissa P é uma condicional (se tentar entrar com ilícito, então é detido). A premissa Q afirma que Carlos foi detido (consequente verdadeiro). Da lógica proposicional, a afirmação do consequente não permite concluir o antecedente – é a falácia da "afirmação do consequente". Portanto, não se pode afirmar com certeza que Carlos tentou entrar com ilícito (ele pode ter sido detido por outro motivo), nem que certamente não tentou. A conclusão logicamente correta é que ele pode ter tentado, mas pode ter sido detido por outra razão.

p (tentou ilícito)

q (detido)

p → q

Premissa Q (q=V)

Conclusão sobre p

V

V

V

V

p pode ser V (tentou)

F

V

V

V

p pode ser F (não tentou)

1Premissas
P: tentou ilícito → detido
Q: Carlos detido
2Falácia: afirmar o consequente
Q não prova P
Pode ser detido por outro motivo
3Conclusão válida
P é possível, não certo
Condicional P → Q
LEVELsoulevel.com.br
Condicional P → Q: Premissas (P: tentou ilícito → detido, Q: Carlos detido); Falácia: afirmar o consequente (Q não prova P, Pode ser detido por outro motivo); Conclusão válida (P é possível, não certo)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que Carlos "certamente não tentou" entrar com ilícito. A premissa Q (detido) não permite negar o antecedente. Mesmo que a condicional seja verdadeira, se o consequente ocorre, o antecedente pode ser verdadeiro ou falso. Logo, não há certeza de que não tentou.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que Carlos "certamente tentou" entrar com ilícito. Incorre na falácia de afirmar o consequente. A tabela-verdade da condicional mostra que, se P→Q é V e Q é V, P pode ser V ou F. Portanto, não se pode concluir com certeza que Carlos tentou.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Diz que "Carlos pode ter tentado entrar com um ilícito, mas pode ter sido detido por outro motivo". É a interpretação correta: as premissas não garantem exclusividade da causa. A detenção pode ter ocorrido por qualquer outra razão, e a tentativa de introdução de ilícito é apenas uma possibilidade. Essa conclusão respeita a lógica da condicional.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Apresenta: "Se Carlos não foi detido, ele tentou entrar com um ilícito". Isso equivale a ¬Q → T. A partir das premissas dadas (P→Q e Q), não se pode derivar essa relação. Além disso, o enunciado considera que Carlos foi detido (Q verdadeiro), então a condicional ¬Q → T tem antecedente falso, o que a torna verdadeira, mas isso não é uma conclusão lógica fundamentada nas premissas (é uma mera verdade lógica vazia). O raciocínio correto deve partir da situação real (Carlos detido) e não de uma hipótese contrária.

PEGA ESSA DICA!

Na prova, quando uma premissa for uma condicional e a outra for a afirmação do consequente, lembre-se: nunca conclua o antecedente. A banca adora explorar essa falácia (afirmação do consequente). Sempre desconfie de alternativas com "certamente" ou "com certeza" nesse contexto.

Gabarito: letra C.

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