Questão de Português — Interpretação de Textos — INSTITUTO AOCP 2026
Português›Interpretação de Textos
Código
qg726028
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SEJUSP-MG
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Policial Penal
Assinale a alternativa cuja reescrita proposta esteja sintaticamente INCORRETA.
A“A paranoia diante da alteridade está sempre pronta a ser engatilhada; o amor a desarma.”.Reescrita: A paranoia diante da alteridade está sempre pronta a ser engatilhada; o amor lhe desarma.
B“[...] amigo suporta, igualmente, estar com a gente quando brilhamos.”.Reescrita: Amigo suporta, igualmente, estar conosco quando brilhamos.
C“Somos crianças egocêntricas que só aprendemos a dividir os brinquedos com prazer [...]”.Reescrita: Somos crianças egocêntricas que só aprendem a dividir os brinquedos com prazer [...].
D“[...] mas que o amadurecimento nos permite reconhecê-las”.Reescrita: [...] mas que o amadurecimento permite a nós reconhecê-las.
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GabaritoA — “A paranoia diante da alteridade está sempre pronta a ser engatilhada; o amor a desarma.”.
Reescrita: A paranoia diante da alteridade está sempre pronta a ser engatilhada; o amor lhe desarma.
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Análise da reescrita sintática
Gabarito: A. A reescrita em A é a única sintaticamente incorreta, pois substitui o pronome oblíquo átono "a" (objeto direto) por "lhe" (objeto indireto), ferindo a regência do verbo "desarmar", que é transitivo direto. As demais reescritas (B, C, D) mantêm a correção sintática.
Alternativa A — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO
Original: “A paranoia diante da alteridade está sempre pronta a ser engatilhada; o amor a desarma.” Reescrita: “A paranoia diante da alteridade está sempre pronta a ser engatilhada; o amor lhe desarma.”
O verbo “desarmar” exige objeto direto (desarmar algo/alguém). No original, o pronome “a” retoma “a paranoia” como objeto direto. Na reescrita, “lhe” foi empregado, mas “lhe” é pronome de objeto indireto (equivale a “a ela” como indireto). Portanto, há erro de regência: o correto é “o amor a desarma”.
Erro: troca de conceito (objeto direto por indireto).
PEGA ESSA DICA!
Para identificar se um verbo pede objeto direto ou indireto, pergunte “desarmar o quê?” (direto) vs. “desarmar a quem?” (indireto). O complemento sem preposição indica objeto direto.
Alternativa B — ✅ Correta
Original: “[...] amigo suporta, igualmente, estar com a gente quando brilhamos.” Reescrita: “Amigo suporta, igualmente, estar conosco quando brilhamos.”
A substituição de “com a gente” por “conosco” é perfeitamente adequada. “Conosco” é a forma contraída de “com nós” e mantém o sentido e a estrutura sintática. Não há erro.
Alternativa C — ✅ Correta
Original: “Somos crianças egocêntricas que só aprendemos a dividir os brinquedos com prazer [...]” Reescrita: “Somos crianças egocêntricas que só aprendem a dividir os brinquedos com prazer [...]”
No original, o verbo “aprender” está na 1.ª pessoa do plural (“aprendemos”) concordando com o sujeito oculto “nós” (retomado de “somos”). Na reescrita, a 3.ª pessoa do plural (“aprendem”) concorda corretamente com o pronome relativo “que”, cujo antecedente é “crianças” (3.ª pessoa). Ambas as formas são sintaticamente aceitáveis, dependendo da ênfase desejada. A banca considerou a reescrita correta, pois a concordância com o antecedente é gramaticalmente válida.
Alternativa D — ✅ Correta
Original: “[...] mas que o amadurecimento nos permite reconhecê-las” Reescrita: “[...] mas que o amadurecimento permite a nós reconhecê-las”
A reescrita substitui o pronome oblíquo átono “nos” (objeto indireto) por “a nós”, que é a forma tônica equivalente. Ambas são corretas: “nos permite” e “permite a nós” têm o mesmo valor sintático e semântico. Não há erro.
Conclusão: A única alternativa com reescrita sintaticamente incorreta é a A, confirmando o gabarito oficial.