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Questão de Medicina — Oncologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaOncologia
Código
qg726407
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Cirurgia Cabeça e Pescoço
A respeito do câncer de pele não melanoma, assinale a alternativa INCORRETA.
  1. AMargens cirúrgicas variam de 3 mm (baixo risco) até 10 mm, conforme agressividade e tamanho.
  2. BA técnica cirúrgica de Mohs é opção relevante em CBC recidivado ou de alto risco.
  3. CEsvaziamento eletivo não é indicado rotineiramente devido à baixa taxa de metástase cervical.
  4. DRadioterapia adjuvante pode ser considerada em casos com margens positivas e acometimento muscular/cartilagem/osso.
  5. ECampos de radioterapia no leito tumoral devem ter margem de 0,5 cm e dose total de 40 Grays.
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GabaritoE — Campos de radioterapia no leito tumoral devem ter margem de 0,5 cm e dose total de 40 Grays.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Câncer de pele não melanoma: tratamento cirúrgico e radioterápico

Gabarito: letra E. A alternativa incorreta é a que afirma que os campos de radioterapia no leito tumoral devem ter margem de 0,5 cm e dose total de 40 Grays — na prática, as margens e doses utilizadas em radioterapia adjuvante para câncer de pele não melanoma são maiores e mais individualizadas, não havendo um padrão fixo de 0,5 cm/40 Gy. As demais alternativas (A, B, C e D) estão corretas quanto aos princípios de tratamento do carcinoma basocelular (CBC) e espinocelular (CEC).

O câncer de pele não melanoma (CPNM) engloba principalmente o carcinoma basocelular (CBC) e o carcinoma espinocelular (CEC). O CBC é a neoplasia maligna mais frequente no ser humano, originando-se das células da camada basal da epiderme, e raramente metastatiza. O CEC, por sua vez, tem maior potencial de metastatização, especialmente para linfonodos regionais. O tratamento de escolha para a maioria dos casos é a excisão cirúrgica com margens adequadas, sendo a radioterapia uma opção em casos selecionados, como tumores inoperáveis, recidivados ou com margens comprometidas.

As margens cirúrgicas variam conforme o risco de recidiva e a agressividade do tumor. Para lesões de baixo risco, margens de 3 a 4 mm podem ser suficientes; para lesões de alto risco ou maiores, margens de até 10 mm são recomendadas. A cirurgia micrográfica de Mohs é uma técnica que permite o exame completo das margens cirúrgicas, sendo indicada em CBC recidivado, de alto risco ou em áreas de grande importância estética e funcional. O esvaziamento cervical eletivo não é realizado rotineiramente no CPNM, pois a taxa de metástase linfonodal é baixa, especialmente no CBC.

A radioterapia adjuvante pode ser considerada em casos de margens positivas, invasão perineural, acometimento muscular, cartilagem ou osso, ou em tumores de alto risco. As doses e margens de radioterapia são individualizadas, mas geralmente utilizam-se margens de 1 a 2 cm ao redor do leito tumoral e doses totais que variam de 50 a 70 Gy, dependendo do cenário clínico. A alternativa E, ao fixar margem de 0,5 cm e dose de 40 Gy, subestima os parâmetros usualmente empregados, configurando o erro da questão.

A pegadinha da banca está em apresentar valores específicos (0,5 cm e 40 Gy) que parecem plausíveis, mas que não correspondem à prática clínica padrão. O candidato deve lembrar que, em radioterapia para CPNM, as margens e doses são maiores e individualizadas, não havendo um padrão fixo tão reduzido.

Parâmetro

Prática correta (radioterapia adjuvante)

Afirmado na alternativa E (incorreta)

Margem de segurança no leito tumoral

1 a 2 cm

0,5 cm

Dose total

50 a 70 Gy

40 Gy

Padronização

Individualizada conforme risco e cenário clínico

Padrão fixo (0,5 cm/40 Gy)

Alternativa A — ✅ Correta

A afirmação está correta. As margens cirúrgicas para câncer de pele não melanoma variam conforme o risco: lesões de baixo risco podem ser tratadas com margens de 3 a 4 mm, enquanto lesões de alto risco ou maiores exigem margens de até 10 mm. Essa variação é baseada na agressividade e no tamanho do tumor, conforme diretrizes de dermatologia e cirurgia oncológica.

Alternativa B — ✅ Correta

A afirmação está correta. A cirurgia micrográfica de Mohs é uma técnica que permite o exame completo das margens cirúrgicas durante o procedimento, sendo indicada em CBC recidivado, de alto risco, ou em áreas de grande importância estética e funcional (como face, orelhas e pálpebras). É uma opção relevante para garantir a excisão completa com preservação máxima de tecido sadio.

Alternativa C — ✅ Correta

A afirmação está correta. O esvaziamento cervical eletivo (dissecção profilática de linfonodos) não é indicado rotineiramente no câncer de pele não melanoma, pois a taxa de metástase linfonodal é baixa, especialmente no CBC. No CEC, a indicação é mais restrita a casos de alto risco, como tumores com invasão perineural, profundidade > 4 mm ou localização em áreas de alto risco, mas não é realizada de forma rotineira.

Alternativa D — ✅ Correta

A afirmação está correta. A radioterapia adjuvante pode ser considerada em casos de margens positivas, invasão perineural, acometimento muscular, cartilagem ou osso, ou em tumores de alto risco. É uma opção para reduzir o risco de recidiva local quando a cirurgia não é suficiente ou quando há contraindicação a nova cirurgia.

Alternativa E — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO

A afirmação está incorreta. Os campos de radioterapia no leito tumoral para câncer de pele não melanoma não seguem um padrão fixo de margem de 0,5 cm e dose total de 40 Grays. Na prática, as margens utilizadas são maiores (geralmente 1 a 2 cm) e as doses totais variam de 50 a 70 Gy, dependendo do cenário clínico (adjuvância, tumor residual, invasão perineural, etc.). A alternativa subestima os parâmetros usuais, configurando o erro.

NÃO CAIA NESSA!

A banca apresenta valores específicos (0,5 cm e 40 Gy) que parecem plausíveis, mas que não correspondem à prática clínica. O candidato deve lembrar que, em radioterapia para CPNM, as margens e doses são maiores e individualizadas, não havendo um padrão fixo tão reduzido. Fique atento a valores absolutos em questões de tratamento oncológico — eles costumam ser distratores.

Gabarito: letra E — a única alternativa incorreta.

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