Questão de Medicina — Oncologia — INSTITUTO AOCP 2026
- Código
- qg726462
- Banca
- INSTITUTO AOCP
- Órgão
- SES-SC
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico - Cirurgia Geral
- AFígado
- BPulmão
- CPeritônio
- DLinfonodos
- EOvários
GabaritoD — Linfonodos
Gabarito: letra D. O carcinoma gástrico, especialmente quando localizado na curvatura antral maior, metastatiza preferencialmente para os linfonodos regionais (linfonodos perigástricos e da cadeia celíaca), sendo essa a via de disseminação mais comum e precoce. A presença de anemia, perda de peso e sangue oculto positivo sugere um tumor avançado, mas o dado clínico mais relevante para a questão é a localização do tumor primário, que drena para os linfonodos regionais antes de qualquer disseminação hematogênica.
O carcinoma gástrico é uma neoplasia maligna que se origina na mucosa do estômago e tem como principal via de disseminação a via linfática. Os linfonodos regionais do estômago incluem os perigástricos (justacardiais, da curvatura menor, da curvatura maior, suprapilóricos e infrapilóricos) e os linfonodos da cadeia celíaca, que drenam a linfa do órgão. A disseminação linfática é tão característica que faz parte do estadiamento TNM (N0, N1, N2, N3), sendo um dos principais fatores prognósticos e determinante da conduta cirúrgica (linfadenectomia).
A disseminação hematogênica, por sua vez, ocorre principalmente para o fígado (via sistema porta), sendo o sítio mais comum de metástases à distância. O pulmão, o peritônio e os ovários (tumor de Krukenberg) também são sítios possíveis, mas menos frequentes que o fígado. No entanto, a questão pede o "provável local de metástase" com base nos dados apresentados, e o dado mais forte é a localização do tumor na curvatura antral maior, que drena para os linfonodos regionais. A suspeita de metástases "pelo tamanho do tumor" não especifica qual sítio, mas a via linfática é a mais precoce e comum, sendo a resposta mais adequada.
A anemia no paciente pode ser explicada por sangramento crônico (sangue oculto positivo) ou por anemia da doença crônica, comum em neoplasias. A perda de peso e a anorexia são manifestações sistêmicas do câncer, mas não indicam especificamente o sítio metastático. A tomografia é o exame de escolha para estadiamento, mas a questão pede apenas o provável local de metástase com base nos dados clínicos e endoscópicos.
A pegadinha da questão está em confundir a via de disseminação mais comum (linfática) com os sítios de metástases à distância (fígado, pulmão, peritônio). O candidato pode ser levado a escolher o fígado por ser o sítio mais frequente de metástases hematogênicas, mas a questão não fornece dados que indiquem metástase hepática (como hepatomegalia ou alteração de enzimas hepáticas). A localização do tumor na curvatura antral maior e a ausência de outros sinais apontam para a disseminação linfática regional, que é a mais provável e precoce.
Guarde a distinção entre via linfática (linfonodos regionais) e via hematogênica (fígado, pulmão, osso, cérebro): é exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.
O fígado é o sítio mais comum de metástases hematogênicas do carcinoma gástrico, mas a questão não apresenta dados que indiquem metástase hepática (como hepatomegalia, dor em hipocôndrio direito ou alteração de enzimas hepáticas). A via linfática é mais precoce e comum, e a localização do tumor na curvatura antral maior drena para os linfonodos regionais antes de qualquer disseminação hematogênica.
O pulmão é um sítio de metástases à distância do carcinoma gástrico, mas é menos comum que o fígado e ocorre em estágios mais avançados. A questão não apresenta sintomas respiratórios (como dispneia ou tosse) que indiquem metástase pulmonar. A via linfática regional é a mais provável.
O peritônio é um sítio de disseminação do carcinoma gástrico, especialmente em tumores do tipo difuso (linite plástica), mas a questão não apresenta sinais de carcinomatose peritoneal (como ascite ou massa abdominal). A localização do tumor na curvatura antral maior e a ausência de outros dados apontam para a via linfática.
Os linfonodos regionais são o sítio mais comum e precoce de metástases do carcinoma gástrico, especialmente os perigástricos e da cadeia celíaca. A localização do tumor na curvatura antral maior drena para esses linfonodos, e a disseminação linfática é a via mais característica dessa neoplasia. A presença de anemia e perda de peso sugere doença avançada, mas o dado mais forte é a localização do tumor, que aponta para a via linfática.
Os ovários são um sítio de metástase do carcinoma gástrico (tumor de Krukenberg), mas ocorre quase exclusivamente em mulheres, e o paciente é do sexo masculino. Além disso, é uma metástase hematogênica ou por disseminação peritoneal, menos comum que a linfática.
A banca troca a via de disseminação mais comum (linfática) pelos sítios de metástases à distância (fígado, pulmão, peritônio). O candidato pode ser levado a escolher o fígado por ser o sítio mais frequente de metástases hematogênicas, mas a questão não fornece dados que indiquem metástase hepática. A localização do tumor na curvatura antral maior e a ausência de outros sinais apontam para a disseminação linfática regional, que é a mais provável e precoce. Com treino, você enxerga essa troca de longe 💪
Para questões de metástase, identifique primeiro a via de disseminação mais provável com base na localização do tumor primário. Tumores do trato gastrointestinal (estômago, cólon) metastatizam primeiro para linfonodos regionais, depois para o fígado (via porta). Tumores de pulmão e mama metastatizam para osso, cérebro e fígado. Guarde essa sequência: linfonodos regionais → fígado → pulmão → osso → cérebro.
Gabarito: letra D — linfonodos regionais, a via de disseminação mais comum e precoce do carcinoma gástrico.
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