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Questão de Medicina — Cirurgia Geral — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaCirurgia Geral
Código
qg726535
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Cirurgia Torácica
Assinale a alternativa que apresenta CONTRAINDICAÇÕES ABSOLUTAS à fixação de parede torácica em pacientes com fraturas costais múltiplas.
  1. AEmpiema pleural, radioterapia prévia da parede e lesão medular.
  2. BTrauma crânio encefálico leve, uso de antiagregante plaquetário e idade superior à 75 anos.
  3. COsteoporose, hemotórax volumoso e neoplasia prévia (qualquer).
  4. DInfarto agudo do miocárdio, trauma crânio encefálico grave e fraturas do primeiro e segundo arcos costais.
  5. EFraturas a menos de 5cm da articulação com a coluna, trauma crânio encefálico grave e instabilidade hemodinâmica.
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GabaritoD — Infarto agudo do miocárdio, trauma crânio encefálico grave e fraturas do primeiro e segundo arcos costais.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Fixação de parede torácica: contraindicações absolutas

Gabarito: letra D. A fixação cirúrgica da parede torácica (osteossíntese costal) está absolutamente contraindicada em pacientes com infarto agudo do miocárdio recente, trauma cranioencefálico grave e fraturas do primeiro e segundo arcos costais — condições que tornam o procedimento inviável ou de risco inaceitável. As demais alternativas misturam contraindicações relativas, situações que não contraindicam o procedimento ou condições que, na verdade, são indicações cirúrgicas.

A fixação de parede torácica é um procedimento cirúrgico indicado para estabilizar o tórax em pacientes com fraturas costais múltiplas, especialmente naquelas com tórax instável (flail chest), dor refratária, falência de desmame ventilatório ou deformidade significativa. O objetivo é restaurar a mecânica respiratória, reduzir a dor, encurtar o tempo de ventilação mecânica e diminuir as complicações pulmonares. No entanto, nem todo paciente é candidato ao procedimento — existem situações em que a cirurgia é formalmente contraindicada.

As contraindicações absolutas são aquelas em que o risco cirúrgico supera claramente o benefício, tornando o procedimento proibido. Entre elas, destacam-se:

  • Infarto agudo do miocárdio recente: o estresse cirúrgico e a anestesia podem precipitar novo evento isquêmico ou complicações cardiovasculares graves. A cirurgia deve ser adiada até a estabilização cardiológica.

  • Trauma cranioencefálico grave: a necessidade de anticoagulação ou antiagregação no intraoperatório, associada ao risco de hipotensão e hipóxia, pode agravar a lesão cerebral. Além disso, a prioridade é o manejo neurológico.

  • Fraturas do primeiro e segundo arcos costais: essas fraturas, por si só, não são contraindicação — na verdade, costumam estar associadas a trauma de alta energia e lesões vasculares. A contraindicação absoluta refere-se à fratura do primeiro arco costal com lesão de grandes vasos ou à fratura do segundo arco costal com lesão de artéria subclávia, que exigem abordagem vascular prioritária, não a osteossíntese costal isolada.

É fundamental distinguir contraindicações absolutas de relativas. As relativas (como osteoporose, idade avançada, uso de antiagregantes, radioterapia prévia) podem ser contornadas ou manejadas, mas não proíbem o procedimento. Já as absolutas tornam a cirurgia inviável.

A banca explora exatamente essa confusão: o candidato que não domina a lista de contraindicações absolutas tende a marcar alternativas que misturam contraindicações relativas ou condições que são, na verdade, indicações cirúrgicas. Guarde o critério: contraindicação absoluta = risco inaceitável ou impossibilidade técnica.

Contraindicação

Caracterização

Exemplo

Absoluta

Risco cirúrgico inaceitável ou impossibilidade técnica

IAM recente, TCE grave, fratura de 1º/2º arcos costais com lesão vascular

Relativa

Pode ser contornada ou manejada, não proíbe o procedimento

Osteoporose, idade avançada, uso de antiagregantes, radioterapia prévia, infecção ativa

Indicação cirúrgica

Situação que favorece ou exige a fixação

Fratura medial (a <5 cm da coluna), tórax instável, falência de desmame ventilatório

Alternativa A — ❌ Incorreta

Empiema pleural é uma contraindicação relativa (infecção ativa aumenta o risco de infecção do sítio cirúrgico, mas pode ser drenado antes). Radioterapia prévia da parede é contraindicação relativa (compromete a cicatrização, mas não proíbe). Lesão medular não é contraindicação à fixação costal — pelo contrário, a estabilização torácica pode facilitar a reabilitação respiratória do paciente com lesão medular.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Trauma cranioencefálico leve não contraindica a cirurgia — apenas o TCE grave o faz. Uso de antiagregante plaquetário é contraindicação relativa (pode ser suspenso ou manejado). Idade superior a 75 anos é contraindicação relativa, não absoluta — a decisão é individualizada.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Osteoporose é contraindicação relativa (dificulta a fixação, mas não proíbe). Hemotórax volumoso é indicação de drenagem torácica, não contraindicação à fixação — na verdade, a fixação pode ser necessária após a drenagem. Neoplasia prévia (qualquer) é generalização indevida — apenas neoplasia ativa ou com comprometimento da parede torácica pode ser contraindicação relativa.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Infarto agudo do miocárdio recente, trauma cranioencefálico grave e fraturas do primeiro e segundo arcos costais (quando associadas a lesão vascular) são contraindicações absolutas à fixação de parede torácica. O IAM recente impõe risco cardiovascular inaceitável; o TCE grave prioriza o manejo neurológico e contraindica a anticoagulação; e as fraturas dos primeiros arcos costais frequentemente sinalizam lesão de grandes vasos, exigindo abordagem vascular prioritária.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Fraturas a menos de 5 cm da articulação com a coluna são, na verdade, indicação de fixação (fraturas mediais são mais instáveis e têm maior risco de pseudoartrose). Trauma cranioencefálico grave é contraindicação absoluta, mas a alternativa mistura com uma indicação. Instabilidade hemodinâmica é contraindicação relativa — o paciente deve ser estabilizado antes da cirurgia, mas a instabilidade não é contraindicação absoluta definitiva.

NÃO CAIA NESSA!

A banca mistura contraindicações absolutas com relativas e até com indicações cirúrgicas. O candidato que decora a lista sem entender o critério cai na alternativa E, que traz uma indicação (fratura próxima à coluna) disfarçada de contraindicação. Lembre-se: contraindicação absoluta = risco inaceitável ou impossibilidade técnica; o resto é relativo ou indicação.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de contraindicações, monte uma tabela mental separando absolutas (IAM recente, TCE grave, lesão vascular associada, instabilidade hemodinâmica não corrigível) de relativas (osteoporose, idade avançada, antiagregantes, radioterapia prévia, infecção ativa). Isso resolve a maioria das questões do tema.

Gabarito: letra D

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