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Questão de Medicina — Cirurgia Geral — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaCirurgia Geral
Código
qg726544
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Cirurgia Torácica
Quanto às características desejáveis em uma prótese para reconstrução da parede torácica, é correto afirmar que deve
  1. Aser maleável, radiotransparente, leve e durável.
  2. Bapresentar bom custo-benefício, manutenção do contorno, rigidez e biocompatibilidade.
  3. Cser radiopaca, espessa, facilmente manipulável e leve.
  4. Dapresentar rigidez e bom custo-benefício, ser bioabsorvível e espessa.
  5. Eser resistente, diamagnética, rígida e leve.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — apresentar bom custo-benefício, manutenção do contorno, rigidez e biocompatibilidade.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Próteses para reconstrução da parede torácica

Gabarito: letra B. A prótese ideal para reconstrução da parede torácica deve apresentar bom custo-benefício, manutenção do contorno, rigidez e biocompatibilidade — características que garantem tanto a função estrutural (rigidez e contorno) quanto a segurança biológica (biocompatibilidade) e a viabilidade prática (custo-benefício). As demais alternativas trocam ou omitem termos essenciais, como radiotransparência, maleabilidade ou bioabsorção, que não são desejáveis ou são insuficientes para esse tipo de reconstrução.

A reconstrução da parede torácica é um procedimento complexo, geralmente indicado após ressecções amplas por neoplasias, infecções ou traumas. O objetivo é restaurar a estabilidade da caixa torácica, proteger os órgãos mediastinais e pulmonares, e proporcionar um resultado estético e funcional adequado. Para isso, a prótese precisa equilibrar propriedades mecânicas e biológicas.

As propriedades desejáveis podem ser agrupadas em três eixos principais:

  1. Mecânicas: a prótese deve ser rígida o suficiente para manter o contorno da parede torácica e evitar o movimento paradoxal (instabilidade ventilatória), mas não tão rígida a ponto de fraturar ou causar desconforto. A manutenção do contorno é crucial para a estética e para a função respiratória.

  2. Biológicas: a biocompatibilidade é indispensável — o material não pode causar reação inflamatória crônica, rejeição ou toxicidade. Deve permitir a integração com os tecidos adjacentes e, idealmente, ser radiotransparente (para não interferir no seguimento por imagem, especialmente em casos oncológicos) e leve (para reduzir o peso sobre a parede).

  3. Práticas: o custo-benefício é relevante na escolha, pois materiais muito caros podem inviabilizar o procedimento em muitos serviços. Além disso, a prótese deve ser facilmente manipulável pelo cirurgião, permitindo moldagem e fixação adequadas.

A alternativa B reúne exatamente esses três eixos: bom custo-benefício (prático), manutenção do contorno e rigidez (mecânicos) e biocompatibilidade (biológico). É a única que contempla de forma completa e correta as características essenciais.

As demais alternativas apresentam erros específicos:

  • A menciona "maleável" e "radiotransparente" — a maleabilidade excessiva comprometeria a rigidez necessária; a radiotransparência é desejável, mas não é o ponto central, e a alternativa omite a biocompatibilidade.

  • C diz "radiopaca" — o correto é radiotransparente; radiopaca dificultaria o seguimento por imagem. Além disso, "espessa" não é uma característica desejável (pode aumentar o peso e dificultar a integração).

  • D inclui "bioabsorvível" — em reconstrução de parede torácica, a prótese deve ser permanente (não absorvível), pois precisa manter a estabilidade a longo prazo. A bioabsorção é mais indicada em situações temporárias.

  • E traz "diamagnética" — essa propriedade não é relevante para próteses de parede torácica; o termo correto seria "radiotransparente" ou "não magnética" (para evitar interferência em exames de ressonância), mas não é uma característica clássica citada.

A pegadinha da banca está em inverter termos (radiopaca em vez de radiotransparente) e em incluir propriedades inadequadas (bioabsorvível, diamagnética) para confundir o candidato. O candidato deve memorizar o conjunto correto: rigidez, manutenção do contorno, biocompatibilidade, radiotransparência, leveza e bom custo-benefício.

Característica

Prótese Ideal (Gabarito B)

Alternativa A

Alternativa C

Alternativa D

Alternativa E

Rigidez estrutural

✅ Rigidez (essencial)

❌ Maleável (inadequado)

❌ Não menciona

✅ Rigidez

✅ Rígida

Manutenção do contorno

✅ Manutenção do contorno

❌ Não menciona

❌ Não menciona

❌ Não menciona

❌ Não menciona

Biocompatibilidade

✅ Biocompatibilidade

❌ Não menciona

❌ Não menciona

❌ Não menciona

❌ Não menciona

Custo-benefício

✅ Bom custo-benefício

❌ Não menciona

❌ Não menciona

✅ Bom custo-benefício

❌ Não menciona

Radiotransparência

✅ Radiotransparente (implícito)

✅ Radiotransparente

❌ Radiopaca (errado)

❌ Não menciona

❌ Não menciona

Leveza

✅ Leve (implícito)

✅ Leve

✅ Leve

❌ Espessa (errado)

✅ Leve

Bioabsorção

❌ Permanente (não absorvível)

❌ Não menciona

❌ Não menciona

❌ Bioabsorvível (errado)

❌ Não menciona

Outras propriedades

—

❌ Omitida biocompatibilidade

❌ Espessa (inadequado)

❌ Espessa (inadequado)

❌ Diamagnética (irrelevante)

1Mecânicas
Rigidez
Manutenção do contorno
2Biológicas
Biocompatibilidade
Radiotransparência
3Práticas
Bom custo-benefício
Leveza
Prótese ideal (parede torácica)
LEVELsoulevel.com.br
Prótese ideal (parede torácica): Mecânicas (Rigidez, Manutenção do contorno); Biológicas (Biocompatibilidade, Radiotransparência); Práticas (Bom custo-benefício, Leveza)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que a prótese deve ser "maleável, radiotransparente, leve e durável". O erro está em "maleável": a prótese precisa de rigidez para manter o contorno da parede torácica e evitar instabilidade ventilatória. Maleabilidade excessiva comprometeria a função estrutural. Além disso, a alternativa omite a biocompatibilidade, que é essencial para evitar rejeição. Radiotransparência, leveza e durabilidade são, de fato, desejáveis, mas a ausência de rigidez e biocompatibilidade torna a alternativa incorreta.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa B é a correta, pois reúne as características essenciais: bom custo-benefício (viabilidade prática), manutenção do contorno (função estética e respiratória), rigidez (estabilidade estrutural) e biocompatibilidade (segurança biológica). Esses quatro atributos são os mais citados na literatura como desejáveis para próteses de reconstrução da parede torácica. A combinação garante que a prótese cumpra seu papel de proteger os órgãos internos, manter a forma do tórax e ser bem tolerada pelo organismo.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C afirma que a prótese deve ser "radiopaca, espessa, facilmente manipulável e leve". O erro principal está em "radiopaca": o correto é radiotransparente, pois a radiopacidade dificultaria o seguimento por imagem (radiografias, tomografias) após a cirurgia, especialmente em pacientes oncológicos. Além disso, "espessa" não é desejável — uma prótese espessa pode ser mais pesada, menos flexível e dificultar a integração com os tecidos. A facilidade de manipulação e a leveza são corretas, mas os dois erros anteriores invalidam a alternativa.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa D propõe "rigidez e bom custo-benefício, ser bioabsorvível e espessa". O erro está em "bioabsorvível": em reconstrução de parede torácica, a prótese deve ser permanente, pois precisa manter a estabilidade estrutural por toda a vida do paciente. Materiais bioabsorvíveis são usados em situações temporárias (como telas de reforço em hérnias), mas não em reconstruções extensas da parede torácica. Além disso, "espessa" novamente é inadequado. Rigidez e custo-benefício são corretos, mas os outros dois termos tornam a alternativa errada.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E afirma que a prótese deve ser "resistente, diamagnética, rígida e leve". O erro está em "diamagnética": essa propriedade não é relevante para próteses de parede torácica. O termo correto seria "radiotransparente" (para não interferir em exames de imagem) ou, no máximo, "não magnética" (para evitar artefatos em ressonância magnética), mas "diamagnética" é um termo técnico de física que não se aplica a esse contexto. Resistência, rigidez e leveza são desejáveis, mas a inclusão de "diamagnética" torna a alternativa incorreta.

Gabarito: letra B

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