Questão de Medicina — Cirurgia Geral — INSTITUTO AOCP 2026
Medicina›Cirurgia Geral
Código
qg726544
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Cirurgia Torácica
Quanto às características desejáveis em uma prótese para reconstrução da parede torácica, é correto afirmar que deve
Aser maleável, radiotransparente, leve e durável.
Bapresentar bom custo-benefício, manutenção do contorno, rigidez e biocompatibilidade.
Cser radiopaca, espessa, facilmente manipulável e leve.
Dapresentar rigidez e bom custo-benefício, ser bioabsorvível e espessa.
Eser resistente, diamagnética, rígida e leve.
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GabaritoB — apresentar bom custo-benefício, manutenção do contorno, rigidez e biocompatibilidade.
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Próteses para reconstrução da parede torácica
Gabarito: letra B. A prótese ideal para reconstrução da parede torácica deve apresentar bom custo-benefício, manutenção do contorno, rigidez e biocompatibilidade — características que garantem tanto a função estrutural (rigidez e contorno) quanto a segurança biológica (biocompatibilidade) e a viabilidade prática (custo-benefício). As demais alternativas trocam ou omitem termos essenciais, como radiotransparência, maleabilidade ou bioabsorção, que não são desejáveis ou são insuficientes para esse tipo de reconstrução.
A reconstrução da parede torácica é um procedimento complexo, geralmente indicado após ressecções amplas por neoplasias, infecções ou traumas. O objetivo é restaurar a estabilidade da caixa torácica, proteger os órgãos mediastinais e pulmonares, e proporcionar um resultado estético e funcional adequado. Para isso, a prótese precisa equilibrar propriedades mecânicas e biológicas.
As propriedades desejáveis podem ser agrupadas em três eixos principais:
Mecânicas: a prótese deve ser rígida o suficiente para manter o contorno da parede torácica e evitar o movimento paradoxal (instabilidade ventilatória), mas não tão rígida a ponto de fraturar ou causar desconforto. A manutenção do contorno é crucial para a estética e para a função respiratória.
Biológicas: a biocompatibilidade é indispensável — o material não pode causar reação inflamatória crônica, rejeição ou toxicidade. Deve permitir a integração com os tecidos adjacentes e, idealmente, ser radiotransparente (para não interferir no seguimento por imagem, especialmente em casos oncológicos) e leve (para reduzir o peso sobre a parede).
Práticas: o custo-benefício é relevante na escolha, pois materiais muito caros podem inviabilizar o procedimento em muitos serviços. Além disso, a prótese deve ser facilmente manipulável pelo cirurgião, permitindo moldagem e fixação adequadas.
A alternativa B reúne exatamente esses três eixos: bom custo-benefício (prático), manutenção do contorno e rigidez (mecânicos) e biocompatibilidade (biológico). É a única que contempla de forma completa e correta as características essenciais.
As demais alternativas apresentam erros específicos:
A menciona "maleável" e "radiotransparente" — a maleabilidade excessiva comprometeria a rigidez necessária; a radiotransparência é desejável, mas não é o ponto central, e a alternativa omite a biocompatibilidade.
C diz "radiopaca" — o correto é radiotransparente; radiopaca dificultaria o seguimento por imagem. Além disso, "espessa" não é uma característica desejável (pode aumentar o peso e dificultar a integração).
D inclui "bioabsorvível" — em reconstrução de parede torácica, a prótese deve ser permanente (não absorvível), pois precisa manter a estabilidade a longo prazo. A bioabsorção é mais indicada em situações temporárias.
E traz "diamagnética" — essa propriedade não é relevante para próteses de parede torácica; o termo correto seria "radiotransparente" ou "não magnética" (para evitar interferência em exames de ressonância), mas não é uma característica clássica citada.
A pegadinha da banca está em inverter termos (radiopaca em vez de radiotransparente) e em incluir propriedades inadequadas (bioabsorvível, diamagnética) para confundir o candidato. O candidato deve memorizar o conjunto correto: rigidez, manutenção do contorno, biocompatibilidade, radiotransparência, leveza e bom custo-benefício.
A alternativa afirma que a prótese deve ser "maleável, radiotransparente, leve e durável". O erro está em "maleável": a prótese precisa de rigidez para manter o contorno da parede torácica e evitar instabilidade ventilatória. Maleabilidade excessiva comprometeria a função estrutural. Além disso, a alternativa omite a biocompatibilidade, que é essencial para evitar rejeição. Radiotransparência, leveza e durabilidade são, de fato, desejáveis, mas a ausência de rigidez e biocompatibilidade torna a alternativa incorreta.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa B é a correta, pois reúne as características essenciais: bom custo-benefício (viabilidade prática), manutenção do contorno (função estética e respiratória), rigidez (estabilidade estrutural) e biocompatibilidade (segurança biológica). Esses quatro atributos são os mais citados na literatura como desejáveis para próteses de reconstrução da parede torácica. A combinação garante que a prótese cumpra seu papel de proteger os órgãos internos, manter a forma do tórax e ser bem tolerada pelo organismo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa C afirma que a prótese deve ser "radiopaca, espessa, facilmente manipulável e leve". O erro principal está em "radiopaca": o correto é radiotransparente, pois a radiopacidade dificultaria o seguimento por imagem (radiografias, tomografias) após a cirurgia, especialmente em pacientes oncológicos. Além disso, "espessa" não é desejável — uma prótese espessa pode ser mais pesada, menos flexível e dificultar a integração com os tecidos. A facilidade de manipulação e a leveza são corretas, mas os dois erros anteriores invalidam a alternativa.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa D propõe "rigidez e bom custo-benefício, ser bioabsorvível e espessa". O erro está em "bioabsorvível": em reconstrução de parede torácica, a prótese deve ser permanente, pois precisa manter a estabilidade estrutural por toda a vida do paciente. Materiais bioabsorvíveis são usados em situações temporárias (como telas de reforço em hérnias), mas não em reconstruções extensas da parede torácica. Além disso, "espessa" novamente é inadequado. Rigidez e custo-benefício são corretos, mas os outros dois termos tornam a alternativa errada.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa E afirma que a prótese deve ser "resistente, diamagnética, rígida e leve". O erro está em "diamagnética": essa propriedade não é relevante para próteses de parede torácica. O termo correto seria "radiotransparente" (para não interferir em exames de imagem) ou, no máximo, "não magnética" (para evitar artefatos em ressonância magnética), mas "diamagnética" é um termo técnico de física que não se aplica a esse contexto. Resistência, rigidez e leveza são desejáveis, mas a inclusão de "diamagnética" torna a alternativa incorreta.