Questão de Medicina — Oncologia — INSTITUTO AOCP 2026
Medicina›Oncologia
Código
qg726562
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Cirurgia Torácica
Relacione os métodos propedêuticos e/ou terapêuticos com os padrões de imagem listados a seguir:1. Biopsia percutânea guiada por ultrassom.2. Biopsia transbrônquica.3. Videomediastinoscopia.4. Biopsia percutânea guiada por tomografia.5. Ultrassonografia endobrônquica (EBUS).a. Cisto broncogênico subcarinal.b. Nódulo pulmonar periférico de 2cm.c. Massa acometendo parede toracoabdominal.d. Adenomegalia hilar esquerda.e. Massa pulmonar 5,7cm no lobo inferior direito.Assinale a alternativa que apresenta a correlação mais eficiente no tratamento e/ou propedêutica dos padrões citados.
A1c – 2e – 3a – 4b – 5d.
B1a – 2d – 3e – 4c – 5b.
C1b – 2c – 3d – 4a – 5e.
D1e – 2b – 3a – 4d – 5a.
E1d – 2a – 3b – 4e – 5c.
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GabaritoA — 1c – 2e – 3a – 4b – 5d.
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Métodos propedêuticos e terapêuticos em lesões torácicas
Gabarito: letra A. A correlação mais eficiente é: biópsia percutânea guiada por ultrassom para massa da parede toracoabdominal (1c), biópsia transbrônquica para massa pulmonar central de 5,7 cm no lobo inferior direito (2e), videomediastinoscopia para cisto broncogênico subcarinal (3a), biópsia percutânea guiada por tomografia para nódulo pulmonar periférico de 2 cm (4b) e ultrassonografia endobrônquica (EBUS) para adenomegalia hilar esquerda (5d). A lógica que decide a questão é a localização anatômica da lesão e a via de acesso mais direta e segura para cada método.
A escolha do método propedêutico em lesões torácicas depende de um princípio fundamental: a via de acesso deve ser a mais curta e segura possível, evitando atravessar estruturas nobres. Para lesões periféricas, a biópsia percutânea guiada por imagem (ultrassom ou tomografia) é a escolha; para lesões centrais ou mediastinais, métodos endoscópicos ou cirúrgicos são preferidos. A ultrassonografia guia a punção em tempo real, sendo ideal para lesões superficiais ou que tocam a parede torácica, como uma massa na parede toracoabdominal. A tomografia, por sua vez, permite a localização precisa de nódulos pulmonares periféricos, que muitas vezes não são visíveis ao ultrassom por estarem atrás de costelas ou dentro do parênquima pulmonar aerado.
A biópsia transbrônquica é realizada através de broncoscopia, alcançando lesões centrais ou peribrônquicas. Uma massa de 5,7 cm no lobo inferior direito, por ser volumosa e provavelmente ter contato com brônquios segmentares, é acessível por essa via. A videomediastinoscopia é um procedimento cirúrgico que acessa o mediastino superior e médio, sendo ideal para lesões subcarinais, como o cisto broncogênico. A EBUS combina ultrassom com broncoscopia, permitindo a punção aspirativa de linfonodos mediastinais e hilares, sendo a técnica de escolha para adenomegalia hilar esquerda, pois o acesso broncoscópico é mais direto que o percutâneo nessa região.
A pegadinha da banca está em associar a biópsia percutânea guiada por ultrassom a lesões profundas ou centrais, e a biópsia guiada por tomografia a lesões superficiais. O ultrassom não atravessa o osso e tem baixa penetração em parênquima aerado, sendo inadequado para nódulos pulmonares profundos. A tomografia, embora mais versátil, é mais demorada e expõe o paciente à radiação, sendo reservada para lesões não acessíveis ao ultrassom. A chave é correlacionar a profundidade e a localização da lesão com a capacidade de cada método de guiar a agulha com segurança.
Método Propedêutico/Terapêutico
Padrão de Imagem (Correlação Correta)
Justificativa
1. Biópsia percutânea guiada por ultrassom
c. Massa acometendo parede toracoabdominal
Lesão superficial, acessível em tempo real, sem radiação.
2. Biópsia transbrônquica
e. Massa pulmonar 5,7cm no lobo inferior direito
Lesão central/volumosa, com contato brônquico, via broncoscopia.
3. Videomediastinoscopia
a. Cisto broncogênico subcarinal
Acesso cirúrgico ao mediastino médio (região subcarinal).
4. Biópsia percutânea guiada por tomografia
b. Nódulo pulmonar periférico de 2cm
Localização precisa de lesão pequena e profunda no parênquima.
5. Ultrassonografia endobrônquica (EBUS)
d. Adenomegalia hilar esquerda
Punção aspirativa de linfonodos hilares/mediastinais via broncoscopia.
Acesso à lesão torácica: Parede toracoabdominal (Biópsia percutânea guiada por US); Nódulo pulmonar periférico (Biópsia percutânea guiada por TC); Massa pulmonar central (Biópsia transbrônquica); Cisto subcarinal (Videomediastinoscopia); Adenomegalia hilar (EBUS)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A correlação 1c – 2e – 3a – 4b – 5d é a mais eficiente. A massa na parede toracoabdominal (c) é superficial e acessível ao ultrassom (1), que guia a biópsia em tempo real. A massa pulmonar de 5,7 cm no lobo inferior direito (e) é central e volumosa, acessível à biópsia transbrônquica (2) via broncoscopia. O cisto broncogênico subcarinal (a) está no mediastino médio, acessível à videomediastinoscopia (3). O nódulo pulmonar periférico de 2 cm (b) é pequeno e periférico, ideal para biópsia percutânea guiada por tomografia (4), que permite localização precisa. A adenomegalia hilar esquerda (d) é acessível à EBUS (5), que combina ultrassom e broncoscopia para punção de linfonodos hilares e mediastinais.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A correlação 1a – 2d – 3e – 4c – 5b é ineficiente. A biópsia percutânea guiada por ultrassom (1) não é ideal para cisto broncogênico subcarinal (a), pois o ultrassom não atravessa o osso esternal e a lesão é profunda no mediastino. A biópsia transbrônquica (2) para adenomegalia hilar esquerda (d) é possível, mas a EBUS é mais eficiente. A videomediastinoscopia (3) para massa pulmonar de 5,7 cm (e) é inadequada, pois a lesão é intrapulmonar, não mediastinal. A biópsia percutânea guiada por tomografia (4) para massa da parede toracoabdominal (c) é desnecessária, pois o ultrassom é mais simples e sem radiação. A EBUS (5) para nódulo pulmonar periférico de 2 cm (b) é inadequada, pois o nódulo periférico não é acessível pelo brônquio.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A correlação 1b – 2c – 3d – 4a – 5e é ineficiente. A biópsia percutânea guiada por ultrassom (1) para nódulo pulmonar periférico de 2 cm (b) é inadequada, pois o ultrassom não visualiza bem lesões intrapulmonares profundas. A biópsia transbrônquica (2) para massa da parede toracoabdominal (c) é inadequada, pois a lesão é extrapulmonar e não acessível pelo brônquio. A videomediastinoscopia (3) para adenomegalia hilar esquerda (d) é possível, mas a EBUS é mais eficiente. A biópsia percutânea guiada por tomografia (4) para cisto broncogênico subcarinal (a) é inadequada, pois a lesão é mediastinal e a via percutânea pode atravessar grandes vasos. A EBUS (5) para massa pulmonar de 5,7 cm (e) é possível, mas a biópsia transbrônquica é mais simples para lesões centrais.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A correlação 1e – 2b – 3a – 4d – 5a é ineficiente e contém repetição (a aparece duas vezes). A biópsia percutânea guiada por ultrassom (1) para massa pulmonar de 5,7 cm (e) é inadequada, pois a lesão é intrapulmonar e o ultrassom não a visualiza bem. A biópsia transbrônquica (2) para nódulo pulmonar periférico de 2 cm (b) é inadequada, pois o nódulo periférico não é acessível pelo brônquio. A videomediastinoscopia (3) para cisto broncogênico subcarinal (a) é correta, mas a repetição de (a) invalida a alternativa. A biópsia percutânea guiada por tomografia (4) para adenomegalia hilar esquerda (d) é inadequada, pois a via percutânea pode lesar vasos hilares. A EBUS (5) para cisto broncogênico subcarinal (a) é inadequada, pois a videomediastinoscopia é mais adequada para lesões subcarinais.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A correlação 1d – 2a – 3b – 4e – 5c é ineficiente. A biópsia percutânea guiada por ultrassom (1) para adenomegalia hilar esquerda (d) é inadequada, pois a lesão é profunda e próxima a vasos. A biópsia transbrônquica (2) para cisto broncogênico subcarinal (a) é inadequada, pois a lesão é mediastinal e a videomediastinoscopia é mais adequada. A videomediastinoscopia (3) para nódulo pulmonar periférico de 2 cm (b) é inadequada, pois a lesão é intrapulmonar periférica. A biópsia percutânea guiada por tomografia (4) para massa pulmonar de 5,7 cm (e) é possível, mas a biópsia transbrônquica é mais simples para lesões centrais. A EBUS (5) para massa da parede toracoabdominal (c) é inadequada, pois a lesão é extrapulmonar e acessível ao ultrassom percutâneo.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre a biópsia percutânea guiada por ultrassom e a guiada por tomografia. O candidato pode associar o ultrassom a lesões profundas, mas ele é ideal para lesões superficiais que tocam a parede torácica. A tomografia é reservada para lesões mais profundas ou que não são visíveis ao ultrassom. Lembre-se: ultrassom = superficial, tomografia = profunda.
PEGA ESSA DICA!
Para resolver questões de correlação entre métodos e lesões, identifique primeiro a localização anatômica da lesão (periférica, central, mediastinal, hilar) e depois escolha o método com a via de acesso mais direta. Monte uma tabela mental: lesão periférica → biópsia percutânea guiada por imagem; lesão central → biópsia transbrônquica; lesão mediastinal → videomediastinoscopia; linfonodo hilar/mediastinal → EBUS.