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Questão de Medicina — Dermatologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaDermatologia
Código
qg726564
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Dermatologista
Em 1999, foi assinada a declaração de Tel Aviv sobre a telemedicina. A respeito dos princípios da teledermatologia e ética médica, assinale a alternativa INCORRETA.
  1. AResponsabilidade do médico compreende a autonomia, a liberdade e a independência do profissional para decidir se utiliza ou recomenda a telemedicina.
  2. BA relação médico-paciente pode inclusive ser aperfeiçoada devido às maiores oportunidades de interação entre as partes.
  3. CO paciente assume a responsabilidade da coleta e da transmissão de dados ao médico, como nos casos de televigilância.
  4. DO médico que utiliza a telemedicina é responsável pela qualidade da atenção que o paciente recebe e não deve optar pela consulta de telemedicina, a menos que considere que é a melhor escolha disponível.
  5. EAs regras correntes do consentimento e da confidencialidade do paciente não se aplicam às situações da telemedicina.
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GabaritoE — As regras correntes do consentimento e da confidencialidade do paciente não se aplicam às situações da telemedicina.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Teledermatologia e ética médica: princípios da Declaração de Tel Aviv

Gabarito: letra E. A alternativa incorreta é a que afirma que as regras de consentimento e confidencialidade do paciente não se aplicam à telemedicina — na verdade, esses princípios éticos fundamentais permanecem plenamente aplicáveis, sendo inclusive reforçados nesse contexto, pois a relação médico-paciente, embora mediada por tecnologia, continua regida pelos mesmos preceitos éticos. A Declaração de Tel Aviv (1999) estabelece princípios que orientam a prática da telemedicina, e a confidencialidade e o consentimento informado são pilares inegociáveis dessa prática.

A telemedicina, definida como o exercício da medicina por meio de tecnologias de informação e comunicação, não cria uma nova ética médica, mas aplica os princípios já consagrados a um novo contexto. A Declaração de Tel Aviv, documento da Associação Médica Mundial, foi um marco ao reconhecer a telemedicina como prática legítima, mas deixou claro que os princípios éticos tradicionais — como autonomia do médico, qualidade da atenção, consentimento informado e confidencialidade — continuam a reger a relação médico-paciente, independentemente da distância física entre eles.

O princípio da autonomia médica, por exemplo, garante ao profissional a liberdade de decidir se utiliza ou recomenda a telemedicina, sem que isso seja imposto. A relação médico-paciente, longe de ser prejudicada, pode ser aperfeiçoada pela maior interação que a tecnologia proporciona. O paciente, por sua vez, assume responsabilidades na coleta e transmissão de dados, especialmente em modalidades como a televigilância. E o médico permanece responsável pela qualidade da atenção prestada, devendo optar pela telemedicina apenas quando julgar ser a melhor escolha disponível para aquele paciente.

A pegadinha central desta questão está na alternativa E: ela inverte completamente o princípio ético, sugerindo que a telemedicina estaria fora do alcance das regras de consentimento e confidencialidade. Isso é um erro grave, pois a telemedicina, por envolver transmissão de dados sensíveis, exige ainda mais rigor na proteção da confidencialidade e na obtenção do consentimento informado. A banca explora exatamente essa inversão de valores éticos, tentando fazer o candidato acreditar que a tecnologia criaria uma exceção às normas éticas fundamentais.

Guarde este critério: na telemedicina, a tecnologia muda o meio, mas não os princípios éticos. Qualquer alternativa que sugira exceções a consentimento, confidencialidade ou responsabilidade médica está incorreta. É exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.

1Princípios mantidos
Autonomia do médico
Responsabilidade pela qualidade
Consentimento informado
Confidencialidade
2Papel do paciente
Coleta e transmissão de dados
Televigilância
3Relação médico-paciente
Pode ser aperfeiçoada
Maior interação
Telemedicina (Declaração de Tel Aviv)
LEVELsoulevel.com.br
Telemedicina (Declaração de Tel Aviv): Princípios mantidos (Autonomia do médico, Responsabilidade pela qualidade, Consentimento informado, Confidencialidade); Papel do paciente (Coleta e transmissão de dados, Televigilância); Relação médico-paciente (Pode ser aperfeiçoada, Maior interação)

Alternativa A — ✅ Correta

A afirmação está correta. A Declaração de Tel Aviv reconhece a autonomia do médico, que inclui a liberdade de decidir se utiliza ou recomenda a telemedicina. O médico não é obrigado a adotar a tecnologia; essa decisão é parte de sua independência profissional. A autonomia médica é um princípio ético fundamental que se mantém na telemedicina.

Alternativa B — ✅ Correta

A afirmação está correta. A telemedicina pode aperfeiçoar a relação médico-paciente ao ampliar as oportunidades de interação, como consultas de acompanhamento mais frequentes, acesso a especialistas em regiões remotas e maior comodidade para o paciente. A tecnologia, quando bem utilizada, fortalece o vínculo e a comunicação entre as partes.

Alternativa C — ✅ Correta

A afirmação está correta. Em modalidades como a televigilância, o paciente assume a responsabilidade pela coleta e transmissão de dados ao médico. Isso faz parte do novo papel ativo do paciente na telemedicina, que deve ser orientado e capacitado para realizar essas tarefas corretamente. O paciente torna-se um agente ativo no seu próprio cuidado.

Alternativa D — ✅ Correta

A afirmação está correta. O médico que utiliza a telemedicina mantém a responsabilidade pela qualidade da atenção prestada. Ele não deve optar pela consulta de telemedicina a menos que considere que é a melhor escolha disponível para o paciente, ou seja, a telemedicina não é uma opção de conveniência, mas uma ferramenta que deve ser usada quando agrega valor ao cuidado. A responsabilidade médica é inegociável.

Alternativa E — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO

A afirmação está incorreta. As regras de consentimento e confidencialidade do paciente se aplicam integralmente à telemedicina. Pelo contrário, a telemedicina exige atenção redobrada a esses princípios, pois envolve a transmissão de dados sensíveis por meios eletrônicos, o que aumenta os riscos de violação da privacidade. O consentimento informado deve ser obtido de forma clara, e a confidencialidade deve ser garantida por medidas técnicas e organizacionais adequadas. A banca inverte o princípio ético, fazendo parecer que a tecnologia criaria uma exceção às regras fundamentais — o que é um erro.

NÃO CAIA NESSA!

A banca inverte o princípio ético: em vez de afirmar que a telemedicina exige ainda mais rigor no consentimento e na confidencialidade, a alternativa E sugere que essas regras não se aplicam. É a clássica inversão de valores — o candidato que não domina o tema pode cair na armadilha de achar que a tecnologia "dispensa" a ética. Lembre-se: a telemedicina muda o meio, não os princípios.

A regra de ouro para a prova: na telemedicina, todos os princípios éticos da medicina permanecem — autonomia, responsabilidade, consentimento e confidencialidade são reforçados, nunca afastados. Qualquer alternativa que sugira exceções a esses princípios está incorreta.

Gabarito: letra E

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