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Questão de Medicina — Dermatologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaDermatologia
Código
qg726577
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Dermatologista
Paciente apresenta urticária recorrente que não mais responde a anti-histamínico ou antagonista do receptor de leucotrienos. A dermatologista considera utilizar terapia biológica, pois conclui como caso de urticária crônica espontânea (UCE). Nesse sentido, assinale a alternativa correta a respeito do omalizumabe (OMA).
  1. AO OMA bloqueia IgE sérica, o que resulta no aumento dos níveis da IgE total e autoantígenoespecífica.
  2. BO PASI e o DLQI são usados para classificar os pacientes como respondedores completos, parciais ou não respondedores.
  3. CA metade dos ensaios clínicos randomizados demonstrou eficácia do omalizumabe em dose de 30 mg a cada 4 meses.
  4. DA duração do tratamento é de 24 meses, e o seguimento prolongado sem medicação foi de 15 semanas.
  5. EÉ um anticorpo monoclonal contra o domínio Ce3 da cadeia pesada da IgE humana, o mesmo sítio que se liga aos receptores Fc nos mastócitos e nos basófilos.
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GabaritoE — É um anticorpo monoclonal contra o domínio Ce3 da cadeia pesada da IgE humana, o mesmo sítio que se liga aos receptores Fc nos mastócitos e nos basófilos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Omalizumabe na urticária crônica espontânea: mecanismo de ação

Gabarito: letra E. O omalizumabe é um anticorpo monoclonal humanizado que se liga ao domínio Ce3 da cadeia pesada da IgE, exatamente o sítio de ligação aos receptores Fc de alta afinidade (FcεRI) presentes em mastócitos e basófilos — por isso bloqueia a ligação da IgE livre a esses receptores, impedindo a ativação celular e a liberação de mediadores. As demais alternativas erram ao citar doses, durações, escalas de avaliação ou efeitos sobre a IgE total que não correspondem à prática clínica.

O omalizumabe é um anticorpo monoclonal humanizado anti-IgE, aprovado para o tratamento da urticária crônica espontânea (UCE) refratária a anti-histamínicos em doses altas. Seu mecanismo de ação é preciso: ele se liga à porção Ce3 da cadeia pesada da IgE, que é o mesmo domínio pelo qual a IgE se ancora nos receptores FcεRI de alta afinidade presentes na superfície de mastócitos e basófilos. Ao ocupar esse sítio, o omalizumabe impede que a IgE livre se ligue aos receptores, reduzindo a densidade de FcεRI na membrana celular e, consequentemente, a degranulação e a liberação de histamina e outros mediadores que provocam as lesões urticariformes.

Na prática, o omalizumabe é indicado para pacientes com UCE que não respondem a anti-histamínicos H1 não sedativos em doses até quatro vezes maiores que as padrão. A dose usual é de 300 mg por via subcutânea a cada 4 semanas, com avaliação da resposta após 12 semanas de tratamento. A eficácia é variável, com taxas de resposta completa em torno de 40% a 58% nos ensaios clínicos. O tratamento pode ser mantido por períodos prolongados, e a resposta costuma ser avaliada por instrumentos como o Urticaria Activity Score (UAS7) e o Dermatology Life Quality Index (DLQI), que medem a atividade da doença e o impacto na qualidade de vida, respectivamente.

Uma distinção importante é que o omalizumabe não é usado para psoríase — doença em que se avaliam PASI (Psoriasis Area and Severity Index) e DLQI — nem para outras condições dermatológicas inflamatórias. A confusão entre as escalas de avaliação de urticária e psoríase é uma armadilha comum. Além disso, o omalizumabe não aumenta os níveis de IgE total; na verdade, ao se ligar à IgE livre, ele forma complexos que são depurados, e a IgE total medida no soro pode até aumentar inicialmente, mas isso não representa um efeito clínico relevante. O que importa é a redução da IgE livre e a consequente diminuição da ativação de mastócitos e basófilos.

A pegadinha central desta questão está em reconhecer o mecanismo de ação exato do omalizumabe e não confundir com outras terapias biológicas ou com escalas de avaliação de outras doenças. A alternativa E descreve com precisão o alvo molecular do fármaco, enquanto as demais trazem informações incorretas sobre doses, durações, escalas ou efeitos laboratoriais.

1Mecanismo de ação
Anticorpo monoclonal anti-IgE
Liga-se ao domínio Ce3
Bloqueia ligação ao FcεRI
Impede degranulação de mastócitos/basófilos
2Indicação
UCE refratária a anti-histamínicos
3Dose
300 mg SC a cada 4 semanas
Avaliação após 12 semanas
4Avaliação de resposta
UAS7 (atividade da doença)
DLQI (qualidade de vida)
Omalizumabe (UCE)
LEVELsoulevel.com.br
Omalizumabe (UCE): Mecanismo de ação (Anticorpo monoclonal anti-IgE, Liga-se ao domínio Ce3, Bloqueia ligação ao FcεRI, Impede degranulação de mastócitos/basófilos); Indicação (UCE refratária a anti-histamínicos); Dose (300 mg SC a cada 4 semanas, Avaliação após 12 semanas); Avaliação de resposta (UAS7 (atividade da doença), DLQI (qualidade de vida))

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o OMA bloqueia IgE sérica e resulta no aumento dos níveis de IgE total e autoantígeno-específica. Embora o omalizumabe se ligue à IgE livre, o aumento da IgE total não é um efeito clínico relevante nem um objetivo do tratamento. O que se busca é a redução da IgE livre e a inibição da ligação aos receptores FcεRI. A afirmação de que há aumento de IgE autoantígeno-específica não corresponde ao mecanismo do fármaco.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que PASI e DLQI são usados para classificar pacientes com urticária como respondedores completos, parciais ou não respondedores. O PASI é uma escala específica para psoríase, não para urticária. Na urticária crônica espontânea, a avaliação da resposta é feita por instrumentos como o UAS7 (Urticaria Activity Score) e o DLQI, mas o PASI não se aplica. A alternativa mistura escalas de doenças diferentes.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que metade dos ensaios clínicos randomizados demonstrou eficácia do omalizumabe em dose de 30 mg a cada 4 meses. A dose padrão do omalizumabe na UCE é de 300 mg a cada 4 semanas, não 30 mg a cada 4 meses. A dose e a frequência estão incorretas, e a afirmação sobre a proporção de ensaios não corresponde à evidência.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que a duração do tratamento é de 24 meses e o seguimento prolongado sem medicação foi de 15 semanas. Não há uma duração fixa de 24 meses para o tratamento com omalizumabe na UCE; o tratamento é mantido conforme a resposta clínica, podendo ser interrompido e reiniciado se necessário. O seguimento sem medicação não é padronizado em 15 semanas. A alternativa traz números sem respaldo na prática clínica.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Descreve corretamente o mecanismo de ação do omalizumabe: é um anticorpo monoclonal contra o domínio Ce3 da cadeia pesada da IgE humana, o mesmo sítio que se liga aos receptores Fc nos mastócitos e basófilos. Ao ocupar esse domínio, o fármaco impede a ligação da IgE aos FcεRI, reduzindo a ativação celular e a liberação de mediadores inflamatórios. Essa é a base farmacológica do tratamento da UCE refratária.

Gabarito: letra E

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