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Questão de Medicina — Dermatologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaDermatologia
Código
qg726598
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Dermatologista
Paciente apresenta lesão em área fotoexposta e o dermatologista faz a dermatoscopia para ajudar no diagnóstico e na conduta do caso. Considerando o efeito Tyndall, assinale a alternativa correta.
  1. ADurante o exame com aparelhos que têm a polarização cruzada da luz, o uso do líquido de interface é necessário.
  2. BPseudocistos e pseudocomedões são mais bem observados com dermatoscópio utilizando luz polarizada do que com a luz não polarizada.
  3. COs dermatoscópios de luz polarizada conseguem captar seletivamente a luz refletida a partir das camadas mais superficiais da pele e evitam a luz refletida das camadas mais profundas.
  4. DNa dermatoscopia com luz não polarizada, a lente de vidro com índice refrativo maior do que a pele funciona como um meio para reduzir a reflexão da luz.
  5. EA variação na cor resulta da maior dispersão da luz de comprimento de onda curto, que é menos absorvida do que a luz de comprimento de onda longo.
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GabaritoE — A variação na cor resulta da maior dispersão da luz de comprimento de onda curto, que é menos absorvida do que a luz de comprimento de onda longo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Efeito Tyndall na dermatoscopia: luz polarizada × não polarizada

Gabarito: letra E. O efeito Tyndall é o fenômeno físico pelo qual a luz de comprimento de onda curto (azul) é mais dispersada e menos absorvida do que a de comprimento de onda longo (vermelho), o que explica a variação de cor observada na dermatoscopia — por exemplo, a cor azul-acinzentada de certas lesões melanocíticas profundas. As demais alternativas invertem ou distorcem os princípios ópticos dos dermatoscópios de luz polarizada e não polarizada.

A dermatoscopia (ou dermoscopia, epiluminescência, microscopia de superfície) é uma técnica não invasiva que permite a análise óptica dos componentes pigmentares e vasculares das lesões cutâneas, aumentando a acurácia diagnóstica em relação ao olho nu. Para entender o efeito Tyndall, é preciso compreender como a luz interage com a pele e como os diferentes tipos de dermatoscópio captam essa interação.

Existem dois grandes grupos de dermatoscópios: os de luz não polarizada (que utilizam uma lente de vidro em contato com a pele, com um líquido de interface — óleo, gel ou álcool — para reduzir a reflexão da luz na superfície) e os de luz polarizada (que dispensam o contato e o líquido de interface, pois utilizam filtros polarizadores para captar seletivamente a luz refletida das camadas mais profundas da pele). A luz polarizada permite visualizar estruturas que ficam abaixo da camada córnea, como vasos e colágeno, sem a necessidade de imersão.

O efeito Tyndall é um fenômeno de dispersão da luz por partículas coloidais ou por estruturas teciduais. Na pele, a melanina localizada na derme (profunda) dispersa preferencialmente a luz de comprimento de onda curto (azul), que é menos absorvida, enquanto a luz de comprimento de onda longo (vermelho) penetra mais e é menos dispersada. Isso explica por que lesões melanocíticas dérmicas (como o nevo azul) aparecem com coloração azulada na dermatoscopia: a luz azul é refletida de volta ao observador, enquanto a luz vermelha é absorvida ou transmitida. A cor azul-acinzentada observada em melanomas regressivos ou em metástases cutâneas também é explicada por esse fenômeno.

A banca explora a confusão entre os dois tipos de dermatoscópio e o efeito Tyndall. É fundamental memorizar as características de cada um:

Característica

Luz não polarizada

Luz polarizada

Contato com a pele

Sim (lente de vidro)

Não (pode ser sem contato)

Líquido de interface

Necessário

Dispensável

Camadas visualizadas

Superficiais (epiderme)

Profundas (derme)

Estruturas destacadas

Pigmento epidérmico, bordas

Vasos, colágeno, melanina dérmica

Exemplo de achado

Rede pigmentar

Pseudocistos, pseudocomedões

Guarde a fronteira entre dispersão da luz (efeito Tyndall) e tipo de dermatoscópio: a alternativa correta fala do fenômeno físico, enquanto as demais tratam das características dos aparelhos — e é exatamente nessa distinção que as alternativas se dividem.

1Luz não polarizada
Contato + líquido de interface
Camadas superficiais
Pseudocistos e pseudocomedões
2Luz polarizada
Sem contato, sem líquido
Camadas profundas
Vasos e colágeno
3Efeito Tyndall
Dispersão da luz azul (curta)
Menos absorvida, mais refletida
Cor azulada em lesões dérmicas
Dermatoscopia
LEVELsoulevel.com.br
Dermatoscopia: Luz não polarizada (Contato + líquido de interface, Camadas superficiais, Pseudocistos e pseudocomedões); Luz polarizada (Sem contato, sem líquido, Camadas profundas, Vasos e colágeno); Efeito Tyndall (Dispersão da luz azul (curta), Menos absorvida, mais refletida, Cor azulada em lesões dérmicas)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que, com polarização cruzada, o líquido de interface é necessário. É o contrário: nos dermatoscópios de luz polarizada, o líquido de interface não é necessário, pois a polarização da luz elimina a reflexão superficial que o líquido visa reduzir. O líquido de interface é obrigatório apenas nos aparelhos de luz não polarizada, que dependem do contato direto da lente com a pele.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que pseudocistos e pseudocomedões são mais bem observados com luz polarizada. Na prática, essas estruturas — típicas da ceratose seborreica — são mais bem visualizadas com luz não polarizada, que destaca as estruturas superficiais da epiderme. A luz polarizada, ao captar camadas mais profundas, pode obscurecer esses achados superficiais. A banca inverte a relação entre o tipo de luz e a estrutura observada.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que os dermatoscópios de luz polarizada captam seletivamente a luz refletida das camadas mais superficiais e evitam a das camadas mais profundas. É exatamente o oposto: a luz polarizada penetra mais e capta a luz refletida das camadas mais profundas (derme), enquanto a luz não polarizada, com o líquido de interface, visualiza melhor as camadas superficiais (epiderme). A alternativa inverte a profundidade de penetração.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que a lente de vidro com índice refrativo maior que o da pele reduz a reflexão da luz. Na dermatoscopia de contato, o líquido de interface (óleo, gel) tem índice de refração próximo ao da pele, o que reduz a reflexão na superfície e permite a visualização das camadas mais profundas. A lente de vidro em si não tem essa função; o que reduz a reflexão é o meio de imersão entre a lente e a pele. A alternativa confunde o papel da lente com o do líquido de interface.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Descreve corretamente o efeito Tyndall: a variação de cor resulta da maior dispersão da luz de comprimento de onda curto (azul), que é menos absorvida do que a luz de comprimento de onda longo (vermelho). Na pele, a melanina dérmica dispersa preferencialmente a luz azul, que retorna ao observador, enquanto a luz vermelha penetra mais e é absorvida. Isso explica a coloração azulada de lesões melanocíticas profundas, como o nevo azul, e é o fundamento físico do efeito Tyndall aplicado à dermatoscopia.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora inverter as características dos dermatoscópios de luz polarizada e não polarizada. Nas alternativas A, C e D, ela troca o papel do líquido de interface, a profundidade das camadas visualizadas e a função da lente de vidro. A alternativa E, por sua vez, foge desse padrão e cobra o fenômeno físico do efeito Tyndall — que é o tema central da questão. Memorize: polarizada = sem contato, sem líquido, camadas profundas; não polarizada = com contato, com líquido, camadas superficiais. Com esse mapa, você elimina as três primeiras alternativas de imediato. 💪

Gabarito: letra E

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