Questão de Medicina — Epidemiologia — INSTITUTO AOCP 2026
Medicina›Epidemiologia
Código
qg726617
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Dermatologista (Cirurgia Micrográfica)
Os ensaios clínicos randomizados são utilizados para determinar relação causal entre intervenção e desfecho. Assinale a alternativa correta sobre os ensaios clínicos randomizados.
ANa fase I, o estudo conta com muitos indivíduos expostos, sem o objetivo terapêutico, mas com o objetivo de observar a farmacocinética e a farmacodinâmica da medicação.
BA fase III tem como objetivo confirmar a hipóteses formuladas com os dados dos estudos de fases I e II e embasará a aprovação pelas entidades regulatórias.
CNa fase II, o estudo diminui para 10 pacientes com o objetivo principal de confirmar a dosagem terapêutica ideal.
DO número de pacientes é de milhares para posterior randomização, cegamento e alocação em diferentes grupos.
EA fase IV se inicia independentemente da aprovação da medicação para explorar caraterística adicionais, como interação medicamentosa, aceitação e qualidade de vida.
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GabaritoB — A fase III tem como objetivo confirmar a hipóteses formuladas com os dados dos estudos de fases I e II e embasará a aprovação pelas entidades regulatórias.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Ensaios clínicos randomizados: fases do desenvolvimento de fármacos
Gabarito: letra B. A fase III é o estudo de grande escala, com centenas a milhares de pacientes, que tem como objetivo confirmar a eficácia e a segurança da intervenção, comparando-a com o tratamento padrão ou placebo — é essa confirmação que embasa o pedido de aprovação às agências regulatórias (ANVISA, FDA, EMA). As demais alternativas distorcem o número de participantes, os objetivos e a sequência das fases do desenvolvimento clínico de um medicamento.
O ensaio clínico randomizado (ECR) é o delineamento padrão-ouro para estabelecer relação causal entre uma intervenção e um desfecho, pois a randomização distribui os fatores de confusão de forma equilibrada entre os grupos. O desenvolvimento de um novo fármaco segue um percurso pré-clínico (estudos em laboratório e animais) e depois quatro fases clínicas, cada uma com objetivos, tamanho amostral e perguntas próprias. A lógica é progressiva: primeiro se avalia segurança em poucos indivíduos; depois se explora a dose e a atividade preliminar; em seguida se confirma a eficácia em larga escala; e, por fim, se monitora a segurança a longo prazo após a comercialização.
A fase I é a primeira exposição do fármaco em humanos. Envolve um número pequeno de voluntários — em geral, 20 a 80 pessoas, frequentemente sadias — e tem como foco principal a segurança, a tolerabilidade e a farmacocinética (absorção, distribuição, metabolismo e excreção) e a farmacodinâmica (relação entre dose e efeito). Não há, nessa fase, objetivo terapêutico: o intuito é estabelecer a dose máxima tolerada e o perfil de eventos adversos. A fase II já envolve um número maior de pacientes (dezenas a algumas centenas) com a doença-alvo, e busca explorar a eficácia preliminar e definir a dose terapêutica ideal para os estudos seguintes. A fase III é o estudo confirmatório, com centenas a milhares de pacientes, frequentemente multicêntrico, randomizado e controlado, que compara a nova intervenção com o tratamento padrão ou placebo — é a evidência que sustenta o registro e a aprovação pelas agências regulatórias. A fase IV ocorre após a aprovação e comercialização, em farmacovigilância, monitorando segurança a longo prazo, interações medicamentosas, efeitos raros e desfechos como qualidade de vida.
A pegadinha central desta questão é a inversão de objetivos e tamanhos amostrais entre as fases: a banca troca o pequeno número de voluntários da fase I pelo "muitos indivíduos", atribui à fase II um número reduzido de 10 pacientes, e afirma que a fase IV começa antes da aprovação. O candidato que memoriza as fases como um fluxo lógico — segurança → dose → eficácia confirmatória → vigilância pós-comercialização — identifica os erros com rapidez. Guarde o par fase III = confirmação + aprovação regulatória, que é exatamente o que a alternativa B descreve.
Fase
Nº de participantes
Objetivo principal
Momento
Fase I
20 a 80 (voluntários, geralmente sadios)
Segurança, tolerabilidade, farmacocinética e farmacodinâmica
Antes da aprovação
Fase II
Dezenas a algumas centenas (pacientes com a doença)
Eficácia preliminar e definição da dose terapêutica ideal
Antes da aprovação
Fase III
Centenas a milhares (multicêntrico)
Confirmar eficácia e segurança; embasar aprovação regulatória
Antes da aprovação
Fase IV
População geral pós-comercialização
Farmacovigilância: segurança a longo prazo, interações, eventos raros, qualidade de vida
Após a aprovação
1Fase I — segurança
2Fase II — dose e eficácia
3Fase III — confirmação
4Fase IV — farmacovigilância
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Inverte o tamanho amostral e o objetivo da fase I. A fase I envolve poucos indivíduos (dezenas, em geral voluntários sadios), não "muitos indivíduos expostos". O objetivo é avaliar segurança, tolerabilidade, farmacocinética e farmacodinâmica — e, de fato, não há objetivo terapêutico nessa fase. O erro está no número de participantes: a fase com muitos indivíduos é a III, não a I.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve com precisão a fase III: estudo de grande escala que confirma as hipóteses formuladas nas fases I e II (eficácia e segurança) e cujos resultados embasam a aprovação pelas entidades regulatórias (ANVISA, FDA, EMA). É o estudo pivotal, randomizado, controlado e frequentemente multicêntrico, com centenas a milhares de pacientes.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erra o número de participantes e o objetivo da fase II. A fase II envolve dezenas a algumas centenas de pacientes com a doença-alvo — não "10 pacientes". O objetivo principal é explorar a eficácia preliminar e definir a dose terapêutica ideal para os estudos confirmatórios. O número de 10 pacientes é irreal para qualquer fase clínica formal.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa é vaga e incompleta: "milhares de pacientes" é característica da fase III, mas a frase não nomeia a fase e mistura elementos de etapas diferentes. A randomização, o cegamento e a alocação em grupos são características do ensaio clínico randomizado como um todo, não de uma fase específica — e o tamanho amostral de milhares é típico da fase III, não de todas as fases. A ausência de precisão torna a assertiva incorreta frente ao que se pede (caracterizar corretamente as fases).
Alternativa E — ❌ Incorreta
Inverte a sequência: a fase IV se inicia após a aprovação e comercialização do medicamento, não "independentemente da aprovação". Seu objetivo é a farmacovigilância — monitorar segurança a longo prazo, interações medicamentosas, eventos adversos raros e desfechos como aceitação e qualidade de vida. A fase que ocorre antes da aprovação e explora eficácia é a III.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora inverter os atributos das fases do desenvolvimento clínico — troca o número de participantes da fase I pelo da III, atribui à fase II um número fictício de 10 pacientes e afirma que a fase IV começa antes da aprovação. O candidato que decora as fases como números soltos cai; quem entende a lógica progressiva (segurança → dose → confirmação → vigilância pós-mercado) enxerga as trocas de longe. 💪
PEGA ESSA DICA!
Monte mentalmente a escada das fases e associe cada uma a uma pergunta-chave: Fase I — "é seguro?" (poucos voluntários, farmacocinética); Fase II — "funciona e qual a dose?" (dezenas a centenas de pacientes); Fase III — "confirma eficácia em larga escala?" (milhares, embasa aprovação); Fase IV — "e depois de lançado?" (farmacovigilância, pós-aprovação). Na prova, leia a alternativa e pergunte: "em que fase isso acontece?" — se a resposta não bater com a fase nomeada, está errada.