Questão de Medicina — Endocrinologia — INSTITUTO AOCP 2026
Medicina›Endocrinologia
Código
qg726683
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Endocrinologia
A dosagem da vitamina D tem sido amplamente utilizada na prática clínica, mas sua solicitação deve ser feita de forma criteriosa. O excesso de suplementação também pode causar toxicidade. Nesse sentido, quanto à dosagem e à suplementação da vitamina D, assinale a alternativa correta.
AVitamina D maior que 30 ng/mL deve ser encorajada em todos os grupos de pacientes.
BA vitamina D não é um exame que deve ser solicitado para todos os pacientes, existindo critérios e indicações para tal.
CA suplementação de vitamina D só é eficiente quando feita sob a forma de calcitriol associada ao colecalciferol.
DA dosagem da 1,25-di-hidroxivitamina D deve ser solicitada rotineiramente para avaliar deficiência.
EValores entre 20 e 30 ng/mL indicam intoxicação por vitamina D.
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GabaritoB — A vitamina D não é um exame que deve ser solicitado para todos os pacientes, existindo critérios e indicações para tal.
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Dosagem e suplementação de vitamina D
Gabarito: letra B. A dosagem de vitamina D não deve ser solicitada de forma indiscriminada; existem critérios e indicações específicas, como suspeita de deficiência, risco de osteoporose, doença renal crônica, má absorção, entre outros. A alternativa B reflete exatamente essa recomendação de uso criterioso, alinhada às diretrizes atuais que desaconselham o rastreamento populacional universal.
A vitamina D é um hormônio essencial para a homeostase do cálcio e fósforo, atuando na mineralização óssea, na função muscular e na imunidade. Sua principal forma circulante é a 25-hidroxivitamina D (calcidiol), que é o marcador utilizado para avaliar o status de vitamina D, pois reflete os estoques corporais. Já a 1,25-di-hidroxivitamina D (calcitriol) é a forma ativa, produzida nos rins, e sua dosagem não é indicada para avaliar deficiência, pois seus níveis podem estar normais ou até elevados na deficiência precoce, devido ao hiperparatireoidismo secundário compensatório.
A definição de suficiência de vitamina D é um ponto de controvérsia. Enquanto alguns grupos utilizam o ponto de corte de 30 ng/mL, o consenso da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica (SBPC) propõe que, para indivíduos jovens e saudáveis, a suficiência seja definida com valores acima de 20 ng/mL. Valores entre 20 e 30 ng/mL são considerados insuficiência, e não intoxicação. A intoxicação por vitamina D ocorre em níveis muito mais elevados, geralmente acima de 100 ng/mL, e se manifesta com hipercalcemia, hipercalciúria e risco de litíase renal.
A suplementação de vitamina D deve ser feita preferencialmente com colecalciferol (D3) ou ergocalciferol (D2), que são as formas inativas que serão convertidas no organismo. O calcitriol é a forma ativa e só deve ser utilizado em situações específicas, como doença renal crônica, raquitismo dependente de vitamina D ou hipoparatireoidismo, pois seu uso indiscriminado aumenta o risco de hipercalcemia. A associação de calcitriol com colecalciferol não é necessária para a eficiência da suplementação na maioria dos casos.
A dosagem da 1,25-di-hidroxivitamina D (calcitriol) não deve ser solicitada rotineiramente para avaliar deficiência de vitamina D, pois ela não reflete os estoques corporais. Em situações de deficiência, os níveis de calcitriol podem estar normais ou até elevados devido ao hiperparatireoidismo secundário, que estimula a conversão renal. A dosagem de calcitriol é reservada para casos específicos, como doença renal crônica, distúrbios do metabolismo do fósforo ou raquitismo resistente à vitamina D.
A alternativa A sugere que valores acima de 30 ng/mL devem ser encorajados em todos os grupos de pacientes, o que é uma generalização incorreta. Embora alguns grupos defendam esse ponto de corte, o consenso atual da SBEM/SBPC indica que, para indivíduos jovens e saudáveis, a suficiência é definida com valores acima de 20 ng/mL. Além disso, não há evidências de benefício em manter níveis acima de 30 ng/mL em todos os pacientes, e a suplementação excessiva pode levar à toxicidade.
A alternativa E afirma que valores entre 20 e 30 ng/mL indicam intoxicação por vitamina D, o que é um erro grave. Esses valores são considerados insuficiência, não intoxicação. A intoxicação por vitamina D ocorre em níveis muito mais elevados, geralmente acima de 100 ng/mL, e se manifesta com hipercalcemia, hipercalciúria e risco de litíase renal. A banca explora a confusão entre insuficiência e intoxicação, que são conceitos distintos.
A alternativa C afirma que a suplementação de vitamina D só é eficiente quando feita sob a forma de calcitriol associada ao colecalciferol, o que é incorreto. A suplementação padrão é feita com colecalciferol (D3) ou ergocalciferol (D2), que são convertidos no organismo. O calcitriol é a forma ativa e só deve ser usado em situações específicas, como doença renal crônica ou raquitismo dependente de vitamina D. A associação não é necessária para a eficiência na maioria dos casos.
A alternativa D afirma que a dosagem da 1,25-di-hidroxivitamina D deve ser solicitada rotineiramente para avaliar deficiência, o que é incorreto. A dosagem de calcitriol não reflete os estoques corporais de vitamina D e pode estar normal ou elevada na deficiência precoce. A dosagem de 25-hidroxivitamina D é o exame de escolha para avaliar o status de vitamina D.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre insuficiência e intoxicação por vitamina D. Valores entre 20 e 30 ng/mL são insuficiência, não intoxicação. A intoxicação ocorre em níveis acima de 100 ng/mL, com hipercalcemia e hipercalciúria. Fique atento aos pontos de corte e às formas de vitamina D.
PEGA ESSA DICA!
Para memorizar os pontos de corte: suficiência ≥ 20 ng/mL (jovens saudáveis), insuficiência 20-30 ng/mL, deficiência < 20 ng/mL, intoxicação > 100 ng/mL. A dosagem de 25-hidroxivitamina D é o marcador de estoque; a de 1,25-di-hidroxivitamina D é para casos específicos.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que valores acima de 30 ng/mL devem ser encorajados em todos os grupos de pacientes, o que é uma generalização incorreta. O consenso da SBEM/SBPC define suficiência para jovens saudáveis com valores acima de 20 ng/mL, e não há evidência de benefício em manter níveis acima de 30 ng/mL em todos os pacientes. A suplementação excessiva pode levar à toxicidade.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa está correta ao afirmar que a dosagem de vitamina D não deve ser solicitada para todos os pacientes, existindo critérios e indicações específicas. Isso está alinhado às diretrizes atuais que desaconselham o rastreamento populacional universal, recomendando a dosagem apenas em grupos de risco, como pacientes com osteoporose, doença renal crônica, má absorção, uso de medicamentos que interferem no metabolismo da vitamina D, entre outros.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que a suplementação de vitamina D só é eficiente quando feita sob a forma de calcitriol associada ao colecalciferol, o que é incorreto. A suplementação padrão é feita com colecalciferol (D3) ou ergocalciferol (D2), que são convertidos no organismo. O calcitriol é a forma ativa e só deve ser usado em situações específicas, como doença renal crônica ou raquitismo dependente de vitamina D. A associação não é necessária para a eficiência na maioria dos casos.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que a dosagem da 1,25-di-hidroxivitamina D deve ser solicitada rotineiramente para avaliar deficiência, o que é incorreto. A dosagem de calcitriol não reflete os estoques corporais de vitamina D e pode estar normal ou elevada na deficiência precoce, devido ao hiperparatireoidismo secundário. A dosagem de 25-hidroxivitamina D é o exame de escolha para avaliar o status de vitamina D.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que valores entre 20 e 30 ng/mL indicam intoxicação por vitamina D, o que é um erro grave. Esses valores são considerados insuficiência, não intoxicação. A intoxicação por vitamina D ocorre em níveis muito mais elevados, geralmente acima de 100 ng/mL, e se manifesta com hipercalcemia, hipercalciúria e risco de litíase renal.