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Questão de Medicina — Endocrinologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaEndocrinologia
Código
qg726694
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Endocrinologia
O exame de macroprolactina é solicitado durante a investigação de hiperprolactinemia, especialmente em pacientes com níveis elevados de prolactina sem correlação clínica evidente. A respeito desse exame, assinale a alternativa correta.
  1. ADeve ser solicitado todas as vezes em que a prolactina sérica estiver entre 10 e 20 ng/mL.
  2. BÉ indicado quando há níveis persistentemente elevados de prolactina sem correlação clínica evidente.
  3. CDeve ser solicitado apenas em homens, pois mulheres raramente apresentam macroprolactina.
  4. DServe para confirmar hiperprolactinemia em pacientes com sintomas clássicos de galactorreia e amenorreia.
  5. EÉ exame de rotina para toda dosagem de prolactina sérica.
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GabaritoB — É indicado quando há níveis persistentemente elevados de prolactina sem correlação clínica evidente.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Macroprolactina: quando solicitar o exame

Gabarito: letra B. O exame de macroprolactina é indicado quando há níveis persistentemente elevados de prolactina sem correlação clínica evidente, ou seja, quando o paciente está assintomático ou com sintomas que não explicam a hiperprolactinemia. Essa é a recomendação central dos protocolos de investigação da hiperprolactinemia, que orientam a pesquisa de macroprolactina justamente nos casos de detecção casual do hormônio elevado, sem manifestações clínicas correspondentes.

A macroprolactina é uma forma de alto peso molecular da prolactina, resultante da ligação anômala do hormônio a imunoglobulinas circulantes. Esse complexo tem atividade biológica reduzida, o que significa que, apesar das concentrações séricas elevadas de prolactina, os indivíduos com macroprolactinemia são geralmente assintomáticos. Por isso, a investigação desse artefato laboratorial é fundamental para evitar diagnósticos equivocados de prolactinoma e tratamentos desnecessários com agonistas dopaminérgicos.

O diagnóstico de macroprolactinemia deve ser considerado nos indivíduos sem sinais e sintomas relacionados à hiperprolactinemia, cuja detecção em exame laboratorial tenha sido casual. Na prática clínica, quando um paciente apresenta prolactina elevada, mas não tem galactorreia, distúrbios menstruais, infertilidade ou sintomas de hipogonadismo, a suspeita de macroprolactina deve ser levantada. O exame é realizado por precipitação com polietilenoglicol, método barato e acessível, que permite diferenciar a macroprolactina da prolactina monomérica biologicamente ativa.

A incidência estimada de macroprolactina como causa de hiperprolactinemia é de 10 a 20%, o que reforça a importância de sua pesquisa sistemática nos casos de hiperprolactinemia sem correlação clínica. A banca explora exatamente essa indicação precisa: o exame não é de rotina para toda dosagem de prolactina, não se restringe a um sexo, não serve para confirmar hiperprolactinemia em pacientes sintomáticos e não é solicitado para níveis baixos ou normais do hormônio. A alternativa correta é a que reflete a indicação clássica: níveis elevados persistentes sem sintomas correspondentes.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir o candidato ao sugerir que a macroprolactina deve ser pesquisada em situações em que a hiperprolactinemia já tem explicação clínica (como na alternativa D, com galactorreia e amenorreia) ou em que os níveis são normais (alternativa A). A lógica é inversa: quanto mais sintomático e explicável o quadro, menos indicada é a pesquisa de macroprolactina. O exame é para o paciente assintomático com prolactina elevada — é essa a "pegadinha" que separa o candidato preparado do desatento.

1O que é
Forma de alto peso molecular
Ligação anômala a imunoglobulinas
Atividade biológica reduzida
2Quando solicitar
Prolactina elevada persistente
Sem correlação clínica (assintomático)
Detecção casual do hormônio
3Quando NÃO solicitar
Níveis normais (10–20 ng/mL)
Sintomas clássicos (galactorreia, amenorreia)
Rotina para toda dosagem
4Método
Precipitação com polietilenoglicol
5Incidência
10–20% das hiperprolactinemia
Macroprolactina
LEVELsoulevel.com.br
Macroprolactina: O que é (Forma de alto peso molecular, Ligação anômala a imunoglobulinas, Atividade biológica reduzida); Quando solicitar (Prolactina elevada persistente, Sem correlação clínica (assintomático), Detecção casual do hormônio); Quando NÃO solicitar (Níveis normais (10–20 ng/mL), Sintomas clássicos (galactorreia, amenorreia), Rotina para toda dosagem); Método (Precipitação com polietilenoglicol); Incidência (10–20% das hiperprolactinemia)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A pesquisa de macroprolactina não é indicada para níveis de prolactina entre 10 e 20 ng/mL, que estão dentro ou no limite da normalidade. A investigação de macroprolactina só faz sentido quando há hiperprolactinemia confirmada, ou seja, prolactina acima do limite superior da normalidade. Solicitar o exame para níveis normais seria um desperdício de recursos e não tem respaldo na literatura. O erro está em associar o exame a uma faixa de valores que não representa hiperprolactinemia.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta é a indicação precisa do exame de macroprolactina. Quando há níveis persistentemente elevados de prolactina sem correlação clínica evidente — ou seja, o paciente não apresenta os sintomas esperados da hiperprolactinemia, como galactorreia, distúrbios menstruais, infertilidade ou hipogonadismo —, deve-se pesquisar a presença de macroprolactina. O raciocínio é que a macroprolactina é biologicamente inativa e, portanto, não causa sintomas, apesar de elevar os níveis séricos do hormônio. A detecção casual de prolactina elevada em paciente assintomático é a situação clássica que justifica a solicitação.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A macroprolactina não é um fenômeno restrito ao sexo masculino. Tanto homens quanto mulheres podem apresentar macroprolactinemia, e a prevalência é semelhante entre os sexos. A alternativa erra ao afirmar que o exame deve ser solicitado apenas em homens, pois mulheres também podem ter macroprolactina e se beneficiar da investigação. A indicação do exame é baseada na presença de hiperprolactinemia sem sintomas, independentemente do sexo do paciente.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa inverte a lógica da indicação. Em pacientes com sintomas clássicos de hiperprolactinemia, como galactorreia e amenorreia, a suspeita é de prolactinoma ou outra causa patológica de hiperprolactinemia, e não de macroprolactina. A macroprolactina é uma forma inativa do hormônio e, por isso, não causa sintomas. Se o paciente tem sintomas, a macroprolactina não é a explicação para a hiperprolactinemia, e o exame não deve ser solicitado com essa finalidade. A pesquisa de macroprolactina é para o paciente assintomático, não para o sintomático.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O exame de macroprolactina não é de rotina para toda dosagem de prolactina sérica. Ele é indicado seletivamente, apenas nos casos em que há hiperprolactinemia sem correlação clínica evidente. Solicitar o exame para todos os pacientes com dosagem de prolactina seria um desperdício de recursos e não é recomendado pelas diretrizes. A investigação deve ser direcionada para os casos em que a macroprolactina é uma hipótese diagnóstica plausível, ou seja, hiperprolactinemia assintomática.

Gabarito: letra B

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