Questão de Medicina — Endocrinologia — INSTITUTO AOCP 2026
Medicina›Endocrinologia
Código
qg726708
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Endocrinologia Pediátrica
Segundo as diretrizes da ISPAD e da SBD (2025), qual condição caracteriza Diabetes Tipo 1 Estágio 1?
AGlicemia de jejum entre 100-125 mg/dL, sem sintomas e dois autoanticorpos positivos.
BDois ou mais autoanticorpos positivos, glicemia normal e ausência de sintomas.
CApenas um autoanticorpo positivo com glicemia normal.
DHemoglobina glicada ≥6,5% sem sintomas
EGlicemia aleatória ≥200 mg/dL com poliúria e polidipsia.
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GabaritoB — Dois ou mais autoanticorpos positivos, glicemia normal e ausência de sintomas.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Diabetes Mellitus Tipo 1: Estágios Pré-Clínicos
Gabarito: letra B. O Diabetes Tipo 1 Estágio 1 é caracterizado pela presença de dois ou mais autoanticorpos positivos, com glicemia normal e ausência de sintomas — é a fase pré-clínica assintomática da doença, conforme as diretrizes da ISPAD e da SBD (2025). A alternativa B espelha exatamente essa definição, enquanto as demais misturam critérios de outras fases ou de outras condições (pré-diabetes, diabetes estabelecido).
O Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1) é uma doença autoimune em que o sistema imunológico destrói progressivamente as células beta pancreáticas produtoras de insulina. Antes do aparecimento dos sintomas clássicos (poliúria, polidipsia, perda de peso), a doença passa por fases pré-clínicas que podem ser identificadas por marcadores laboratoriais — os autoanticorpos. Esses anticorpos (anti-GAD, anti-IA2, anti-ZnT8, anti-insulina) são o sinal mais precoce do processo autoimune, podendo estar presentes anos antes da hiperglicemia.
A classificação em estágios, adotada pela ISPAD e pela SBD, organiza essa progressão em três fases:
Fase
Autoanticorpos
Glicemia
Sintomas
Estágio 1
2 ou mais positivos
Normal
Ausentes
Estágio 2
2 ou mais positivos
Disglicemia leve (sem critérios para diabetes)
Ausentes
Estágio 3
Positivos
Hiperglicemia com critérios para diabetes
Presentes (poliúria, polidipsia, etc.)
O Estágio 1 é, portanto, a fase mais precoce: o processo autoimune já está em curso (evidenciado pelos autoanticorpos), mas a função pancreática ainda é suficiente para manter a glicemia normal, e o paciente não apresenta nenhum sintoma. É uma janela de oportunidade para educação em diabetes e acompanhamento, embora ainda não haja intervenções modificadoras de curso aprovadas no Brasil.
A distinção crucial que a banca explora é entre o número de autoanticorpos e a presença de alteração glicêmica. Um único autoanticorpo positivo não define o Estágio 1 — exige repetição periódica para verificar se há progressão. Já dois ou mais autoanticorpos, mesmo com glicemia normal, já caracterizam a fase 1. A pegadinha está em confundir essa fase com o pré-diabetes (glicemia de jejum 100-125 mg/dL) ou com o diabetes estabelecido (HbA1c ≥ 6,5% ou glicemia ≥ 200 mg/dL com sintomas).
Guarde a fronteira: Estágio 1 = autoimunidade presente (2+ anticorpos) + metabolismo ainda normal. É exatamente nesse critério que as alternativas se dividem.
1Estágio 1: 2+ anticorpos, glicemia normal
2Estágio 2: disglicemia leve
3Estágio 3: diabetes sintomático
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Descreve glicemia de jejum entre 100-125 mg/dL, que é o critério de pré-diabetes (glicemia de jejum alterada), não de DM1 Estágio 1. No Estágio 1, a glicemia deve ser normal — a alteração glicêmica só aparece no Estágio 2 (disglicemia leve) ou no Estágio 3 (diabetes). Além disso, a presença de dois autoanticorpos com glicemia alterada caracterizaria o Estágio 2, não o 1.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a definição exata do DM1 Estágio 1: dois ou mais autoanticorpos positivos, glicemia normal e ausência de sintomas. A presença de múltiplos autoanticorpos confirma o processo autoimune em curso, enquanto a glicemia normal e a ausência de sintomas indicam que ainda não houve comprometimento metabólico significativo — é a fase pré-clínica mais precoce.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Apenas um autoanticorpo positivo não é suficiente para caracterizar o Estágio 1. Embora a positividade de um único anticorpo indique risco aumentado e exija acompanhamento com repetição periódica dos testes, a definição de Estágio 1 exige dois ou mais autoanticorpos. Um único anticorpo pode ser um achado isolado que não progrida para a doença.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Hemoglobina glicada ≥ 6,5% é critério diagnóstico de diabetes estabelecido (Estágio 3), não de Estágio 1. No Estágio 1, a glicemia é normal, o que implica HbA1c também normal (< 5,7%). A presença de HbA1c ≥ 6,5% já indica hiperglicemia significativa com critérios para diagnóstico de diabetes, independentemente de sintomas.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Glicemia aleatória ≥ 200 mg/dL com poliúria e polidipsia descreve o diabetes sintomático (Estágio 3), com critérios diagnósticos clássicos. No Estágio 1, o paciente é assintomático e a glicemia é normal — a presença de sintomas de hiperglicemia e glicemia elevada já indica doença estabelecida, não fase pré-clínica.
NÃO CAIA NESSA!
A banca mistura os critérios das diferentes fases do DM1 e de outras condições. A armadilha clássica é trocar o número de autoanticorpos (1 vs. 2+) ou a presença de alteração glicêmica (normal vs. disglicemia vs. diabetes). Decore: Estágio 1 = 2+ anticorpos + glicemia normal + assintomático. Se a alternativa trouxer glicemia alterada (jejum 100-125, HbA1c ≥ 6,5%, glicemia ≥ 200) ou sintomas, não é Estágio 1 — é Estágio 2, 3 ou pré-diabetes. Com treino, você identifica essas trocas na hora. 💪
Gabarito: letra B — a única que descreve corretamente o DM1 Estágio 1: dois ou mais autoanticorpos positivos, glicemia normal e ausência de sintomas.