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Questão de Medicina — Endocrinologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaEndocrinologia
Código
qg726724
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Endocrinologia Pediátrica
Menina de 13 anos, IMC 27 kg/m², história familiar de diabetes tipo 2, apresenta poliúria, polidipsia e perda de peso. Exames:• Glicemia casual: 308 mg/dL;• Cetonúria ausente;• Autoanticorpos anti-GAD e IA-2: positivos;• Peptídeo C: baixo para idade.Qual é o diagnóstico mais provável?
  1. ADiabetes tipo 2 pela obesidade e histórico familiar
  2. BDiabetes monogênico (MODY)
  3. CDiabetes híbrido sem definição clara.
  4. DDiabetes tipo 2 cetose-prone.
  5. EDiabetes tipo 1 autoimune.
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GabaritoE — Diabetes tipo 1 autoimune.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Diabetes Mellitus tipo 1 autoimune em adolescente

Gabarito: letra E. O diagnóstico mais provável é diabetes tipo 1 autoimune, pois a paciente apresenta sintomas clássicos de hiperglicemia (poliúria, polidipsia, perda de peso), glicemia casual > 200 mg/dL, autoanticorpos anti-GAD e IA-2 positivos e peptídeo C baixo — o conjunto é patognomônico de destruição autoimune das células beta pancreáticas, mesmo em uma adolescente com IMC 27 kg/m² e história familiar de diabetes tipo 2.

O diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é uma doença autoimune caracterizada pela destruição das células beta do pâncreas, levando à deficiência absoluta de insulina. Essa destruição é mediada por autoanticorpos, como anti-GAD, anti-IA-2, anti-insulina e anti-ZnT8, que podem ser detectados no sangue antes mesmo do início dos sintomas. A apresentação clássica inclui poliúria, polidipsia, polifagia e perda de peso inexplicada, frequentemente com hiperglicemia acentuada e tendência à cetoacidose. O pico de incidência ocorre entre 10 e 14 anos, exatamente a faixa etária da paciente.

O diagnóstico é confirmado pela presença de hiperglicemia (glicemia casual ≥ 200 mg/dL com sintomas) associada a marcadores de autoimunidade e baixa reserva de insulina, evidenciada pelo peptídeo C baixo. No caso, a glicemia de 308 mg/dL, os anticorpos positivos e o peptídeo C baixo fecham o diagnóstico de DM1 autoimune. A ausência de cetonúria não exclui o diagnóstico, pois a cetoacidose pode não estar presente no momento da avaliação, especialmente se o paciente ainda tem alguma secreção residual de insulina.

A confusão com diabetes tipo 2 (DM2) é comum, pois a paciente tem IMC elevado (27 kg/m²) e história familiar de DM2. No entanto, o DM2 é caracterizado por resistência à insulina e deficiência relativa de insulina, com peptídeo C geralmente normal ou elevado, e ausência de autoanticorpos. A presença de autoanticorpos e o peptídeo C baixo são decisivos para afastar DM2. O diabetes monogênico (MODY) também é uma possibilidade, mas geralmente não apresenta autoanticorpos e tem herança autossômica dominante, com história familiar multigeracional. O diabetes tipo 2 cetose-prone é uma forma de DM2 com propensão à cetose, mas não apresenta autoanticorpos e o peptídeo C costuma ser preservado. O diabetes híbrido é uma categoria da OMS que inclui LADA e DM2 com propensão à cetose, mas não se aplica a este caso, pois a paciente tem critérios claros de DM1.

A pegadinha da questão está em usar a obesidade e a história familiar de DM2 como distratores, levando o candidato a escolher a alternativa A. No entanto, a presença de autoanticorpos e o peptídeo C baixo são achados que sobrepõem qualquer fator de risco para DM2. A banca explora a confusão entre os dois tipos de diabetes, mas os exames laboratoriais são inequívocos.

1Critérios diagnósticos
Glicemia casual ≥ 200 mg/dL + sintomas
Autoanticorpos positivos (anti-GAD, IA-2)
Peptídeo C baixo
2Apresentação clássica
Poliúria, polidipsia, perda de peso
Pico: 10–14 anos
3Distratores que não afastam
IMC elevado
História familiar de DM2
Ausência de cetonúria
Diabetes tipo 1 autoimune
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Diabetes tipo 1 autoimune: Critérios diagnósticos (Glicemia casual ≥ 200 mg/dL + sintomas, Autoanticorpos positivos (anti-GAD, IA-2), Peptídeo C baixo); Apresentação clássica (Poliúria, polidipsia, perda de peso, Pico: 10–14 anos); Distratores que não afastam (IMC elevado, História familiar de DM2, Ausência de cetonúria)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A obesidade (IMC 27 kg/m²) e a história familiar de DM2 são fatores de risco, mas a presença de autoanticorpos anti-GAD e IA-2 positivos e peptídeo C baixo é incompatível com DM2. No DM2, o peptídeo C é normal ou elevado (refletindo hiperinsulinemia compensatória) e os autoanticorpos são negativos. A banca usa esses fatores para induzir o candidato a escolher esta alternativa, mas os exames laboratoriais são decisivos.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O diabetes monogênico (MODY) é uma forma de diabetes de herança autossômica dominante, com início geralmente antes dos 25 anos, mas não apresenta autoanticorpos e o peptídeo C costuma ser preservado. A presença de autoanticorpos anti-GAD e IA-2 positivos afasta o diagnóstico de MODY. Além disso, o MODY geralmente tem história familiar multigeracional de diabetes, o que não é mencionado no caso.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O diabetes híbrido é uma categoria da OMS que inclui LADA (diabetes autoimune latente do adulto) e DM2 com propensão à cetose. No entanto, o LADA é definido por idade > 35 anos, e a paciente tem 13 anos. O DM2 cetose-prone não apresenta autoanticorpos. Portanto, esta alternativa não se aplica ao caso.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O diabetes tipo 2 cetose-prone é uma forma de DM2 com suscetibilidade à cetose, mas não apresenta autoanticorpos e o peptídeo C é geralmente preservado. A presença de autoanticorpos anti-GAD e IA-2 positivos e peptídeo C baixo é característica de DM1, não de DM2 cetose-prone.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A paciente tem 13 anos (pico de incidência de DM1), sintomas clássicos de hiperglicemia (poliúria, polidipsia, perda de peso), glicemia casual de 308 mg/dL (≥ 200 mg/dL com sintomas), autoanticorpos anti-GAD e IA-2 positivos (marcadores de autoimunidade) e peptídeo C baixo (deficiência de insulina). Esses achados são diagnósticos de diabetes tipo 1 autoimune. A ausência de cetonúria não exclui o diagnóstico, pois a cetoacidose pode não estar presente no momento da avaliação.

Gabarito: letra E

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