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Questão de Medicina — Endocrinologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaEndocrinologia
Código
qg726740
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Endocrinologia Pediátrica
Sobre o crescimento normal na infância e na adolescência, assinale a alternativa que apresenta corretamente um aspecto fisiológico fundamental.
  1. AO crescimento fetal depende majoritariamente de GH, sendo IGF-1 apenas um modulador secundário no terceiro trimestre.
  2. BEntre 2 e 6 anos, o crescimento é predominantemente determinado pelo estado nutricional, com mínima influência hormonal.
  3. CA fase de crescimento puberal é marcada por aumento da produção de GH e IGF-1, estimulados pelos esteroides sexuais.
  4. DA velocidade de crescimento é estável desde o nascimento até a puberdade, sofrendo pouca influência de fatores ambientais.
  5. EA avaliação de crescimento deve priorizar medidas isoladas (ponto único) em vez de curvas longitudinais seriadas.
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GabaritoC — A fase de crescimento puberal é marcada por aumento da produção de GH e IGF-1, estimulados pelos esteroides sexuais.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Crescimento normal na infância e adolescência: fisiologia endócrina

Gabarito: letra C. A fase de crescimento puberal é caracterizada por aumento da secreção de GH e IGF-1, estimulados pelos esteroides sexuais (estrogênios e testosterona), que amplificam a amplitude dos pulsos de GH e elevam os níveis de IGF-1, promovendo o estirão puberal. Essa é a alternativa que descreve corretamente um aspecto fisiológico fundamental do crescimento, conforme o eixo GH-IGF-1 modulado pelos hormônios sexuais.

O crescimento humano é um processo contínuo, porém não linear, que pode ser dividido em fases com controles hormonais distintos. No período fetal, o crescimento depende principalmente de fatores de crescimento locais e da insulina, com o GH tendo papel secundário — o IGF-1, por sua vez, é produzido em resposta a outros estímulos, não ao GH fetal. Já na primeira infância (até cerca de 2-3 anos), o crescimento é fortemente influenciado pelo estado nutricional e pela ação da insulina, enquanto o GH ganha protagonismo progressivamente. Entre 2 e 6 anos, o GH já é o principal regulador, embora a nutrição continue sendo um fator permissivo essencial — não se pode dizer que a influência hormonal seja mínima nessa fase.

A velocidade de crescimento não é estável: ela é alta no primeiro ano de vida (cerca de 25 cm/ano), diminui gradualmente até a fase pré-puberal (cerca de 5-6 cm/ano), e volta a aumentar no estirão puberal (pico de 8-14 cm/ano em meninas e 10-14 cm/ano em meninos), antes de cessar com a fusão das epífises. Fatores ambientais como nutrição, doenças crônicas, estresse psicossocial e atividade física exercem influência significativa em todas as fases. A avaliação do crescimento, portanto, deve ser feita por meio de curvas de crescimento seriadas (longitudinais), que permitem identificar desvios do padrão esperado — medidas isoladas são insuficientes para essa análise.

O eixo GH-IGF-1 é o principal regulador do crescimento pós-natal. O GH é secretado pela hipófise anterior de forma pulsátil, com picos noturnos, e estimula a produção de IGF-1, principalmente no fígado, que atua como mediador dos efeitos do GH no crescimento ósseo e muscular. Na puberdade, os esteroides sexuais (estrogênios e testosterona) aumentam a amplitude e a frequência dos pulsos de GH, elevando os níveis de IGF-1 — esse é o mecanismo que desencadeia o estirão puberal. Nos meninos, a testosterona tem efeito direto no crescimento ósseo e também estimula o GH; nas meninas, os estrogênios têm papel semelhante, além de promoverem a fusão epifisária ao final da puberdade.

A pegadinha desta questão está em inverter o papel do GH no crescimento fetal (alternativa A) e em minimizar a influência hormonal na fase de 2 a 6 anos (alternativa B), além de sugerir que a velocidade de crescimento é estável (alternativa D) e que medidas isoladas são preferíveis (alternativa E). A alternativa C é a única que descreve corretamente o mecanismo fisiológico do estirão puberal, que é um dos marcos mais importantes do crescimento na adolescência.

Guarde a sequência do controle hormonal do crescimento: fetal (insulina/IGF-1, GH secundário) → primeira infância (nutrição/insulina) → infância (GH) → puberdade (GH + esteroides sexuais). É exatamente essa progressão que as alternativas tentam distorcer.

  1. 1Fetal: insulina/IGF-1
  2. 21ª infância: nutrição
  3. 3Infância: GH
  4. 4Puberdade: GH + esteroides
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o crescimento fetal depende majoritariamente de GH, com IGF-1 como modulador secundário. Na verdade, o crescimento fetal é pouco dependente do GH — fetos com deficiência congênita de GH nascem com peso e comprimento próximos do normal. O crescimento fetal é regulado principalmente por fatores de crescimento locais, pela insulina e pelo IGF-1, que atua de forma autócrina/parácrina. O GH fetal tem papel mínimo, e o IGF-1 não é apenas um "modulador secundário" — ele é um dos principais mediadores do crescimento intrauterino.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que entre 2 e 6 anos o crescimento é predominantemente determinado pelo estado nutricional, com mínima influência hormonal. Nessa fase, o GH já é o principal regulador do crescimento, com a nutrição atuando como fator permissivo (necessário, mas não determinante). A influência hormonal não é mínima — é justamente nesse período que o GH assume o comando do crescimento, e deficiências de GH se manifestam com desaceleração da velocidade de crescimento. A nutrição é importante, mas não é o fator predominante nessa faixa etária.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Descreve corretamente o mecanismo do estirão puberal: os esteroides sexuais (estrogênios e testosterona) aumentam a secreção de GH e a produção de IGF-1, promovendo a aceleração do crescimento. Esse é um aspecto fisiológico fundamental e bem estabelecido da endocrinologia do crescimento. A testosterona nos meninos e os estrogênios nas meninas amplificam o eixo GH-IGF-1, resultando no pico de velocidade de crescimento característico da puberdade.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que a velocidade de crescimento é estável desde o nascimento até a puberdade, com pouca influência de fatores ambientais. Isso é falso: a velocidade de crescimento é alta no primeiro ano, diminui progressivamente até a fase pré-puberal e volta a aumentar no estirão puberal. Além disso, fatores ambientais como nutrição, doenças crônicas, estresse e atividade física exercem influência significativa em todas as fases do crescimento. A velocidade de crescimento é um dos indicadores mais sensíveis de saúde na infância.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que a avaliação do crescimento deve priorizar medidas isoladas em vez de curvas longitudinais seriadas. Isso é o oposto do que recomenda a prática pediátrica: a avaliação do crescimento deve ser feita com medidas seriadas ao longo do tempo, plotadas em curvas de crescimento (como as da OMS), para identificar o padrão individual e detectar desvios precocemente. Uma medida isolada não permite avaliar a velocidade de crescimento nem identificar tendências — é o acompanhamento longitudinal que tem valor diagnóstico.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre as fases do crescimento e seus respectivos controles hormonais. O candidato pode associar automaticamente "crescimento fetal" a GH (quando o correto é insulina/IGF-1) ou achar que "2 a 6 anos" é fase de nutrição (quando o GH já é o protagonista). A alternativa C é a única que descreve um mecanismo fisiológico correto e bem estabelecido — o estirão puberal mediado por GH/IGF-1 estimulados pelos esteroides sexuais. Com treino, você reconhece essas inversões de fase hormonal de longe 💪

Gabarito: letra C

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