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Questão de Medicina — Biossegurança em Medicina — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaBiossegurança em Medicina
Código
qg726745
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Endoscopia
De acordo com as recomendações da ANVISA para as Boas Práticas de Funcionamento para os serviços de endoscopia com via de acesso ao organismo por orifícios exclusivamente naturais, quanto à limpeza, desinfecção e esterilização de endoscópios, é correto afirmar que
  1. Aos endoscópios flexíveis, após serem submetidos a processamento, devem ser mantidos dentro da embalagem em que foram fornecidos pelo fabricante.
  2. Bquando a sala de processamento estiver contígua à sala de procedimento, os endoscópios devem estar acondicionados em recipientes laváveis com tampas diferentes para material sujo e limpo, para serem transportados para o processamento.
  3. Cos acessórios e outros produtos para a saúde classificados como críticos devem ser submetidos à desinfecção de alto nível antes da sua utilização.
  4. Dé obrigatório realizar a monitorização dos parâmetros indicadores de efetividade dos agentes saneantes que possuem ação antimicrobiana como concentração, pH ou outros indicados pelo fabricante, no mínimo, uma vez por semana.
  5. Eapós o processo de limpeza, os equipamentos endoscópicos e seus acessórios devem ser submetidos à secagem antes de qualquer método de desinfecção ou esterilização.
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GabaritoE — após o processo de limpeza, os equipamentos endoscópicos e seus acessórios devem ser submetidos à secagem antes de qualquer método de desinfecção ou esterilização.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Processamento de Endoscópios Flexíveis: Limpeza, Desinfecção e Esterilização

Gabarito: letra E. A alternativa correta reflete a sequência obrigatória do processamento de endoscópios flexíveis: após a limpeza manual minuciosa, o equipamento deve ser seco antes de qualquer método de desinfecção ou esterilização — a secagem é etapa essencial para a eficácia do processo, pois a presença de água residual pode diluir os agentes químicos e favorecer a recontaminação. Essa determinação consta nas Boas Práticas de Funcionamento para serviços de endoscopia da ANVISA, que regulamentam o processamento desses equipamentos.

O processamento de endoscópios flexíveis é um procedimento crítico em serviços de saúde, pois esses instrumentos são termossensíveis e não podem ser submetidos à esterilização por calor úmido (autoclave). Por isso, o processo segue uma sequência rigorosa: limpeza → secagem → desinfecção de alto nível (DAN) ou esterilização → enxágue → secagem final → armazenamento. Cada etapa tem uma função específica e não pode ser pulada.

A limpeza é a etapa mais importante — remove a sujidade orgânica (sangue, secreções, tecidos) que protege microrganismos e inativa os agentes químicos. Deve ser feita imediatamente após o uso, com água e detergente apropriado, incluindo a escovação dos canais. A secagem após a limpeza é indispensável: a água residual dilui o desinfetante e pode abrigar microrganismos, comprometendo a desinfecção. Somente após a secagem é que se aplica a desinfecção de alto nível (para artigos semicríticos, como endoscópios) ou a esterilização (para artigos críticos, como pinças de biópsia).

A classificação dos artigos segundo a RDC nº 15/2012 da ANVISA (que dispõe sobre Boas Práticas para o Processamento de Produtos para Saúde) é fundamental: artigos críticos (que penetram pele e mucosas, como pinças de biópsia) exigem esterilização; artigos semicríticos (que entram em contato com mucosas íntegras, como endoscópios) exigem, no mínimo, desinfecção de alto nível; e artigos não críticos (que tocam apenas pele íntegra) exigem limpeza ou desinfecção de baixo/médio nível.

A banca explora exatamente a confusão entre essas classificações e as etapas do processamento. A pegadinha central está na alternativa C, que troca a exigência para artigos críticos (que devem ser esterilizados, não apenas desinfetados), e na alternativa D, que inventa uma periodicidade específica para a monitorização dos agentes saneantes. A alternativa E é a única que descreve corretamente a sequência obrigatória: limpeza → secagem → desinfecção/esterilização.

Guarde a sequência completa do processamento e a classificação dos artigos — é exatamente nesses dois eixos que as alternativas se dividem.

  1. 1Limpeza manual
  2. 2Secagem
  3. 3Desinfecção/esterilização
  4. 4Enxágue
  5. 5Secagem final
  6. 6Armazenamento
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que os endoscópios flexíveis, após o processamento, devem ser mantidos dentro da embalagem em que foram fornecidos pelo fabricante. Errado: a embalagem original do fabricante é de transporte, não de armazenamento. Após o processamento, os endoscópios devem ser armazenados em local limpo, seco e arejado, pendurados verticalmente (para facilitar a drenagem e secagem dos canais), com as válvulas abertas, e nunca dentro da embalagem original, que não é adequada para manter a esterilidade/desinfecção. A embalagem original pode até reter umidade, favorecendo a proliferação de microrganismos.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que, quando a sala de processamento é contígua à sala de procedimento, os endoscópios devem ser acondicionados em recipientes laváveis com tampas diferentes para material sujo e limpo. Errado: a exigência é que os recipientes tenham tampas que permitam identificar claramente o conteúdo (sujo ou limpo), mas não necessariamente "tampas diferentes" — a diferenciação deve ser feita por identificação visual (cor, etiqueta), não por tampas fisicamente distintas. Além disso, a regra vale para o transporte do material sujo até o processamento, independentemente da contiguidade das salas. O erro está no detalhe "tampas diferentes", que não corresponde à exigência normativa.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que os acessórios e outros produtos para a saúde classificados como críticos devem ser submetidos à desinfecção de alto nível antes da utilização. Errado: artigos críticos (que penetram pele e mucosas, como pinças de biópsia) exigem esterilização, não apenas desinfecção de alto nível. A desinfecção de alto nível é o mínimo exigido para artigos semicríticos (como endoscópios). A banca troca a classificação: para artigos críticos, o processo obrigatório é a esterilização.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que é obrigatório realizar a monitorização dos parâmetros indicadores de efetividade dos agentes saneantes (concentração, pH, etc.) no mínimo uma vez por semana. Errado: a monitorização deve ser realizada diariamente (ou a cada uso, conforme o fabricante), não semanalmente. A frequência mínima exigida é diária, pois a eficácia do agente saneante pode ser comprometida pela diluição, contaminação ou degradação ao longo do dia. A alternativa subestima a frequência, o que comprometeria a segurança do processo.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Afirma que, após o processo de limpeza, os equipamentos endoscópicos e seus acessórios devem ser submetidos à secagem antes de qualquer método de desinfecção ou esterilização. Correto: a secagem é etapa obrigatória e indispensável entre a limpeza e a desinfecção/esterilização. A água residual da limpeza dilui os agentes químicos, reduz sua eficácia e pode abrigar microrganismos, comprometendo todo o processo. A secagem pode ser feita com ar comprimido medicinal filtrado ou com álcool 70% seguido de ar comprimido, garantindo que os canais fiquem secos antes da aplicação do desinfetante ou do processo de esterilização.

Gabarito: letra E

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