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Questão de Medicina — Oncologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaOncologia
Código
qg726993
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Mastologista
Qual das condições a seguir apresenta a maior associação com o desenvolvimento de linfedema após o tratamento do câncer de mama?
  1. ASobrepeso.
  2. BPrática de exercícios físicos.
  3. CAtividades manuais rotineiras.
  4. DViagens de avião.
  5. EIdade da paciente.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Sobrepeso.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Linfedema pós-tratamento de câncer de mama

Gabarito: letra A. O sobrepeso é o fator de maior associação com o desenvolvimento de linfedema após o tratamento do câncer de mama, pois o excesso de tecido adiposo aumenta a carga sobre o sistema linfático já comprometido pela cirurgia e/ou radioterapia. As demais alternativas (exercícios físicos, atividades manuais, viagens de avião e idade) não apresentam associação tão forte ou são até protetoras quando bem orientadas.

O linfedema é uma complicação tardia frequente do tratamento do câncer de mama, caracterizada pelo acúmulo de líquido rico em proteínas no espaço intersticial do membro superior, decorrente da disfunção do sistema linfático após esvaziamento axilar ou radioterapia. A fisiopatologia envolve a redução da capacidade de transporte linfático, que, quando sobrecarregada por fatores como ganho de peso, leva ao acúmulo de linfa e ao edema crônico.

A obesidade e o sobrepeso são reconhecidos como os principais fatores de risco modificáveis para o desenvolvimento de linfedema. O tecido adiposo em excesso aumenta a produção de linfa e comprime os vasos linfáticos, dificultando ainda mais o retorno do líquido. Estudos mostram que pacientes com IMC elevado têm risco significativamente maior de desenvolver linfedema, e a perda de peso é recomendada como medida preventiva e terapêutica.

Em contrapartida, a prática de exercícios físicos, quando realizada de forma supervisionada e progressiva, é segura e benéfica, podendo até reduzir o edema. Atividades manuais rotineiras e viagens de avião, embora historicamente temidas, não são fatores de risco comprovados quando o membro está bem manejado. A idade da paciente tem associação menos consistente que o sobrepeso.

O manejo do linfedema inclui educação da paciente, uso de vestimenta compressiva, drenagem linfática manual e exercícios específicos. A prevenção é fundamental, e o controle do peso é uma das estratégias mais eficazes. A banca explora aqui o conhecimento dos fatores de risco modificáveis e a distinção entre mitos e evidências.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta fazer o candidato cair no mito de que exercícios físicos ou viagens de avião causam linfedema. Na verdade, o exercício supervisionado é protetor e as viagens aéreas não têm associação comprovada quando o membro está bem manejado. O sobrepeso é o fator de risco mais forte e modificável.

1Sobrepeso (maior associação)
Aumenta produção de linfa
Comprime vasos linfáticos
2Exercício físico supervisionado
Protetor
Pode reduzir edema
3Atividades manuais rotineiras
Mito: uso normal é incentivado
4Viagens de avião
Sem associação comprovada
5Idade da paciente
Associação menos consistente
Fatores de risco para linfedema pós-câncer de mama
LEVELsoulevel.com.br
Fatores de risco para linfedema pós-câncer de mama: Sobrepeso (maior associação) (Aumenta produção de linfa, Comprime vasos linfáticos); Exercício físico supervisionado (Protetor, Pode reduzir edema); Atividades manuais rotineiras (Mito: uso normal é incentivado); Viagens de avião (Sem associação comprovada); Idade da paciente (Associação menos consistente)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O sobrepeso é o fator de maior associação com o desenvolvimento de linfedema após o tratamento do câncer de mama. O excesso de peso aumenta a produção de linfa e comprime os vasos linfáticos, sobrecarregando um sistema já comprometido pela dissecção axilar ou radioterapia. É o principal fator de risco modificável, e a perda de peso é recomendada como medida preventiva e terapêutica.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A prática de exercícios físicos, quando supervisionada e progressiva, é segura e benéfica para pacientes com linfedema ou risco de desenvolvê-lo. Não há contraindicação absoluta, e o treino de resistência pode até reduzir o edema. A alternativa inverte o papel do exercício, que é protetor, não um fator de risco.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Atividades manuais rotineiras não são fator de risco comprovado para linfedema. O medo de usar o membro afetado é um mito; a recomendação atual é incentivar o uso normal do braço, com cuidados para evitar traumas e infecções. A alternativa não tem associação significativa com o desenvolvimento do edema.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Viagens de avião não são fator de risco comprovado para linfedema. Embora haja preocupação histórica com a pressurização da cabine, estudos não demonstram associação significativa quando o membro está bem manejado. A recomendação é usar vestimenta compressiva durante voos longos, mas não há evidência de que a viagem em si cause linfedema.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A idade da paciente tem associação menos consistente com o desenvolvimento de linfedema do que o sobrepeso. Embora a idade avançada possa influenciar a capacidade de recuperação, o sobrepeso é um fator de risco muito mais forte e modificável. A alternativa não representa a maior associação.

Gabarito: letra A — o sobrepeso é o fator de maior associação com o linfedema pós-tratamento de câncer de mama.

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