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Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaOrtopedia e Traumatologia
Código
qg727045
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Medicina de Emergência
Uma equipe de atendimento pré-hospitalar chega a um acidente automobilístico. O condutor está consciente, com dor cervical, porém sem déficit neurológico, e encontra-se sentado no veículo sem deformidades estruturais importantes.Diante dessa situação, qual é a melhor estratégia inicial de extricação para minimizar o movimento da coluna?
  1. AExtricação rápida com prancha rígida realizada por três socorristas.
  2. BRetirada em bloco após rotação completa do tronco.
  3. CUtilização exclusiva de prancha longa rígida com tração manual.
  4. DAutoextravamento guiado, com orientação verbal, associando colar cervical.
  5. ERemoção em elevação vertical utilizando lençol de transferência.
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GabaritoD — Autoextravamento guiado, com orientação verbal, associando colar cervical.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Extricação de vítima consciente em acidente automobilístico

Gabarito: letra D. Em vítima consciente, sem déficit neurológico e sem deformidades estruturais importantes, a melhor estratégia inicial é o autoextravamento guiado — o próprio paciente, com orientação verbal da equipe, movimenta-se de forma controlada, minimizando o movimento da coluna, associado ao colar cervical. Essa conduta é recomendada por diretrizes de atendimento pré-hospitalar (como as do Colégio Americano de Cirurgiões — ATLS) para reduzir o risco de lesão medular secundária.

A extricação de uma vítima de acidente automobilístico é um dos momentos de maior risco para a coluna cervical, pois qualquer movimento brusco ou descoordenado pode transformar uma lesão instável em déficit neurológico definitivo. O princípio central é minimizar o movimento da coluna — não apenas imobilizá-la depois, mas evitar que ela se mova durante a retirada do veículo. Por isso, a escolha da técnica depende do estado clínico da vítima: se está consciente e cooperativa, sem déficit neurológico, a melhor abordagem é aproveitar a capacidade da própria vítima de se mover de forma controlada, sob orientação da equipe.

O autoextravamento guiado consiste em instruir o paciente a, mantendo o tronco e a cabeça alinhados, deslizar-se para fora do veículo e deitar-se na maca, enquanto a equipe estabiliza manualmente a cabeça e aplica o colar cervical. Essa técnica é preferível à extricação rápida com prancha rígida, que envolve movimentação mais ampla e é reservada para situações de risco iminente (incêndio, explosão, instabilidade do veículo). A retirada em bloco após rotação completa do tronco é uma manobra de maior complexidade, indicada quando a vítima não consegue cooperar ou há suspeita de lesão grave. A prancha longa rígida com tração manual é um método de imobilização, não de extricação, e a remoção em elevação vertical com lençol é uma técnica alternativa que não substitui o autoextravamento quando o paciente está consciente e orientado.

A diretriz atual, refletida no conteúdo de apoio, recomenda o uso racional de dispositivos de restrição do movimento da coluna (RMC), como prancha rígida e colar cervical, apenas em pacientes com traumas contusos que apresentem critérios específicos — como rebaixamento do nível de consciência, dor à palpação da linha média, sinais neurológicos focais, deformidade anatômica ou lesões distratoras. No caso descrito, a vítima está consciente, sem déficit neurológico e sem deformidades, mas apresenta dor cervical — o que justifica a restrição do movimento, porém não invalida a técnica de autoextravamento guiado, que é justamente a que menos movimenta a coluna.

A pegadinha desta questão está em confundir a técnica de extricação com a técnica de imobilização. A prancha rígida, a maca colher e o colar cervical são dispositivos de imobilização — eles restringem o movimento depois que a vítima está fora do veículo. A extricação é o processo de retirá-la do veículo, e é nesse momento que o autoextravamento guiado se destaca como a estratégia que minimiza o movimento da coluna. A banca explora exatamente essa confusão: alternativas que citam prancha rígida e tração manual parecem corretas, mas não respondem à pergunta sobre a melhor estratégia inicial de extricação.

Guarde a distinção entre extricação (retirada do veículo) e imobilização (restrição do movimento após a retirada): é nela que as alternativas se dividem. A vítima consciente e cooperativa deve ser orientada a se autoextrair, com a equipe estabilizando manualmente a cabeça e aplicando o colar cervical — essa é a conduta que minimiza o movimento da coluna.

Extricação de vítima consciente
  • 1Princípio central
    • Minimizar movimento da coluna
    • Evitar lesão medular secundária
  • 2Técnica ideal (vítima cooperativa)
    • Autoextravamento guiado
      • Orientação verbal
      • Estabilização manual da cabeça
      • Colar cervical
  • 3Técnicas de emergência (risco iminente)
    • Extricação rápida com prancha
    • Retirada em bloco com rotação
  • 4Confusão comum
    • Extricação (retirada do veículo)
    • Imobilização (prancha, maca colher)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A extricação rápida com prancha rígida por três socorristas é uma técnica de extricação de emergência, indicada quando há risco iminente à vida (incêndio, explosão, instabilidade do veículo). No caso descrito, a vítima está consciente, sem déficit neurológico e sem deformidades — não há indicação de extricação rápida, que envolve movimentação mais ampla e maior risco de lesão medular. A prancha rígida é um dispositivo de imobilização, não a técnica de extricação mais adequada para uma vítima cooperativa.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A retirada em bloco após rotação completa do tronco é uma manobra de extricação mais complexa, indicada quando a vítima não consegue cooperar ou há suspeita de lesão grave que impeça o autoextravamento. No caso descrito, a vítima está consciente e sem déficit neurológico — a rotação completa do tronco é desnecessária e potencialmente mais arriscada, pois envolve maior movimentação da coluna. O autoextravamento guiado é a técnica que menos movimenta a coluna nesse cenário.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A utilização exclusiva de prancha longa rígida com tração manual é uma técnica de imobilização, não de extricação. A prancha rígida é usada para transportar a vítima após a retirada do veículo, e a tração manual é aplicada durante a imobilização. No entanto, a pergunta pede a melhor estratégia inicial de extricação — e a prancha rígida não é o método de retirada do veículo. Além disso, a prancha rígida vem sendo suplantada por dispositivos como a maca colher ou a maca a vácuo, que oferecem melhor conforto e menor risco de lesões por pressão.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O autoextravamento guiado, com orientação verbal e associação de colar cervical, é a melhor estratégia inicial de extricação para uma vítima consciente, sem déficit neurológico e sem deformidades estruturais importantes. O paciente, orientado pela equipe, movimenta-se de forma controlada, mantendo o alinhamento da coluna, enquanto a equipe estabiliza manualmente a cabeça e aplica o colar cervical. Essa técnica minimiza o movimento da coluna, reduzindo o risco de lesão medular secundária, e é recomendada pelas diretrizes de atendimento pré-hospitalar para vítimas cooperativas.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A remoção em elevação vertical utilizando lençol de transferência é uma técnica de transferência da vítima para a maca, não uma técnica de extricação do veículo. Além disso, o lençol de transferência não oferece a mesma estabilização da coluna que o autoextravamento guiado com colar cervical. No caso descrito, a vítima está consciente e cooperativa — o autoextravamento guiado é a técnica que melhor minimiza o movimento da coluna durante a retirada do veículo.

Gabarito: letra D — autoextravamento guiado, com orientação verbal, associando colar cervical.

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