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Questão de Medicina — Neurologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaNeurologia
Código
qg727112
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Neurocirurgião
Assinale a alternativa que apresenta um fator de risco para infecção pós-operatória em cirurgia de coluna.
  1. AMedula espinhal intacta.
  2. BArtrite reumatoide.
  3. CPeso magro
  4. DImunocompetente.
  5. ECirurgia com duração menor que 5 horas.
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GabaritoB — Artrite reumatoide.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Fatores de risco para infecção pós-operatória em cirurgia de coluna

Gabarito: letra B. A artrite reumatoide é um fator de risco para infecção pós-operatória em cirurgia de coluna, pois se trata de uma doença autoimune crônica que frequentemente cursa com imunossupressão — seja pela própria doença, seja pelo uso de medicamentos imunomoduladores (como os agentes biológicos) —, comprometendo a resposta imune do hospedeiro e aumentando a suscetibilidade a infecções do sítio cirúrgico. As demais alternativas descrevem condições que, ao contrário, estão associadas a menor risco ou são neutras.

A infecção do sítio cirúrgico (ISC) é uma complicação temida em qualquer procedimento, e a cirurgia de coluna não é exceção. O risco de ISC é determinado por uma combinação de fatores relacionados ao paciente, ao procedimento e ao ambiente. Entre os fatores do paciente, destacam-se idade avançada, estado nutricional inadequado (tanto desnutrição quanto obesidade), diabetes melito, tabagismo, imunossupressão e doenças crônicas que comprometem a cicatrização e a defesa imunológica. A artrite reumatoide se enquadra exatamente nesse grupo: é uma doença inflamatória crônica autoimune que, além de poder comprometer o estado geral do paciente, frequentemente exige tratamento com drogas imunossupressoras — como corticoides, metotrexato e, principalmente, agentes biológicos (infliximabe, adalimumabe etc.) — que aumentam o risco de infecção perioperatória.

O contexto perioperatório de pacientes reumatológicos é delicado. Enquanto os medicamentos antirreumáticos modificadores da doença (ARMDs) convencionais, como metotrexato e azatioprina, podem ser mantidos no período perioperatório, os agentes biológicos — adalimumabe, infliximabe e outros — devem ser suspensos antes da cirurgia justamente porque elevam o risco de infecção. Essa é uma distinção prática importante: a doença autoimune em si, somada à terapia imunossupressora, coloca o paciente com artrite reumatoide em uma posição de maior vulnerabilidade infecciosa, o que o torna um candidato de risco para ISC em qualquer procedimento, incluindo a cirurgia de coluna.

Para fixar o contraste, veja como as alternativas se comportam em relação ao risco de ISC:

Característica

Fator de risco?

Por quê?

Artrite reumatoide

Sim

Doença autoimune + imunossupressão (medicamentos)

Medula espinhal intacta

Não

Ausência de déficit neurológico; não interfere na imunidade

Peso magro

Não

Estado nutricional adequado; desnutrição é que aumenta o risco

Imunocompetente

Não

Sistema imune íntegro = defesa preservada

Cirurgia < 5 horas

Não

Menor tempo cirúrgico = menor exposição e contaminação

A pegadinha da banca está em inverter a lógica: ela apresenta condições protetoras ou neutras como se fossem fatores de risco. O candidato que não domina o conceito de ISC pode ser tentado a marcar "peso magro" (confundindo com desnutrição) ou "cirurgia com duração menor que 5 horas" (invertendo o raciocínio de que cirurgias mais longas aumentam o risco). A artrite reumatoide, por outro lado, é um fator de risco clássico e bem documentado, o que a torna a resposta correta.

Guarde o critério decisivo: fator de risco para ISC é tudo aquilo que compromete a defesa imunológica do hospedeiro, a cicatrização ou aumenta a exposição a contaminação — e a artrite reumatoide se encaixa perfeitamente no primeiro grupo.

1Comprometem a imunidade
Artrite reumatoide
Imunossupressão
Diabetes
2Comprometem a cicatrização
Desnutrição
Obesidade
Tabagismo
3Aumentam a exposição
Cirurgia prolongada
Contaminação da ferida
Fatores de risco para ISC em coluna
LEVELsoulevel.com.br
Fatores de risco para ISC em coluna: Comprometem a imunidade (Artrite reumatoide, Imunossupressão, Diabetes); Comprometem a cicatrização (Desnutrição, Obesidade, Tabagismo); Aumentam a exposição (Cirurgia prolongada, Contaminação da ferida)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A medula espinhal intacta não é um fator de risco; pelo contrário, é uma condição protetora. Um paciente com medula íntegra não tem déficit neurológico, o que não interfere na resposta imune nem na cicatrização. O que aumentaria o risco seria uma lesão medular com déficit neurológico, que pode levar a imobilidade, úlceras de pressão e comprometimento da função respiratória — mas isso não está descrito na alternativa.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A artrite reumatoide é um fator de risco para infecção pós-operatória em cirurgia de coluna. Trata-se de uma doença autoimune crônica que cursa com estado inflamatório sistêmico e, frequentemente, com imunossupressão — seja pela própria doença, seja pelo uso de medicamentos imunomoduladores, como os agentes biológicos (adalimumabe, infliximabe). Esses medicamentos devem ser suspensos no perioperatório justamente porque aumentam o risco de infecção. Além disso, a artrite reumatoide pode comprometer o estado nutricional e a cicatrização, ampliando ainda mais o risco de ISC.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O peso magro, por si só, não é um fator de risco para ISC. O que aumenta o risco é a desnutrição, que compromete a cicatrização e a resposta imune. A alternativa confunde "peso magro" (que pode indicar um estado nutricional adequado) com desnutrição (que é um fator de risco real). Um paciente com peso magro, mas bem nutrido, não tem risco aumentado de infecção.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Um paciente imunocompetente tem o sistema imune íntegro, o que é uma condição protetora contra infecções. A alternativa inverte o conceito: o que aumenta o risco de ISC é a imunossupressão ou imunodeficiência, não a imunocompetência. Um paciente imunocompetente tem defesa preservada e, portanto, menor risco de infecção pós-operatória.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Cirurgia com duração menor que 5 horas é um fator protetor, não de risco. O tempo cirúrgico prolongado é um fator de risco para ISC, pois aumenta a exposição da ferida a contaminação, o sangramento e o trauma tecidual. A alternativa inverte a relação: quanto menor o tempo cirúrgico, menor o risco de infecção.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora inverter a lógica dos fatores de risco. Aqui, ela apresenta condições protetoras (medula intacta, peso magro, imunocompetência, cirurgia curta) como se fossem fatores de risco. O candidato que não domina o conceito pode cair na armadilha de marcar "peso magro" (confundindo com desnutrição) ou "cirurgia < 5 horas" (invertendo o raciocínio). A artrite reumatoide é o único fator de risco real, pois compromete a imunidade do hospedeiro.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de fator de risco em infecção cirúrgica, pergunte-se: "essa condição compromete a defesa imunológica, a cicatrização ou aumenta a exposição a contaminação?" Se sim, é fator de risco; se não, é protetor ou neutro. Memorize os principais fatores: diabetes, obesidade, desnutrição, tabagismo, imunossupressão, idade avançada, tempo cirúrgico prolongado e contaminação da ferida.

Gabarito: letra B

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