Pular para o conteúdo principal

Questão de Medicina — Neurologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaNeurologia
Código
qg727119
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Neurocirurgião
Paciente do sexo masculino, 20 anos, sem comorbidades, vem para avaliação de aneurisma de 6 mm em artéria comunicante posterior descoberto em angioressonância de crânio solicitada devido à cefaleia crônica. Qual dado da história desse caso está relacionado a maior risco de ruptura desse aneurisma?
  1. ALocalização.
  2. BIdade.
  3. CTamanho do aneurisma.
  4. DSexo masculino.
  5. ECefaleia crônica.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Localização.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Aneurisma intracraniano: fatores de risco para ruptura

Gabarito: letra A. O dado da história com maior risco de ruptura nesse caso é a localização do aneurisma — na artéria comunicante posterior, aneurismas apresentam taxas de ruptura mais altas do que em outras localizações, especialmente quando comparados à circulação anterior. O tamanho de 6 mm, a idade de 20 anos, o sexo masculino e a cefaleia crônica não são, por si só, os fatores determinantes de maior risco nesse contexto.

O aneurisma cerebral é uma dilatação focal da parede arterial, e sua principal complicação é a ruptura, que leva à hemorragia subaracnóidea (HSA) — evento de alta mortalidade, em torno de 50%. A decisão sobre tratar ou apenas observar um aneurisma não roto depende fundamentalmente da estimativa do risco de ruptura, que é influenciado por vários fatores. Entre eles, os mais importantes são o tamanho e a localização do aneurisma.

Estudos internacionais sobre aneurismas intracranianos não rotos mostram que a taxa de ruptura varia conforme a localização. Para aneurismas na circulação anterior (carótida interna, cerebral anterior ou cerebral média), a taxa acumulada de 5 anos é nula para aneurismas menores que 7 mm. Já para aneurismas na circulação posterior e na artéria comunicante posterior, as taxas são significativamente maiores: 2,5% ao ano para aneurismas de 7 a 12 mm, 14,5% para 13 a 24 mm e 50% para 25 mm ou mais. Isso demonstra que a localização na comunicante posterior confere um risco de ruptura maior do que outras localizações, mesmo para aneurismas de tamanho semelhante.

O tamanho do aneurisma é outro fator crítico. No caso apresentado, o aneurisma tem 6 mm, o que o coloca abaixo do limiar de 7 mm, a partir do qual o risco de ruptura aumenta de forma mais expressiva. Embora o tamanho seja um fator de risco importante, o enunciado pergunta qual dado da história está relacionado a maior risco de ruptura — e, nesse caso, a localização na comunicante posterior é o fator que mais eleva o risco, mesmo com um tamanho relativamente pequeno.

A idade, o sexo e a cefaleia crônica não são fatores de risco independentes para ruptura de aneurisma. A cefaleia crônica, na verdade, foi o motivo da investigação que levou ao achado incidental do aneurisma, mas não é um fator que aumente o risco de ruptura. O sexo masculino, embora seja mais prevalente em algumas doenças vasculares, não é um fator de risco estabelecido para ruptura de aneurisma cerebral — na verdade, as mulheres têm maior incidência de aneurismas e HSA.

A pegadinha desta questão está em considerar o tamanho (6 mm) como o fator de maior risco, quando, na verdade, a localização na comunicante posterior é o que mais aumenta o risco de ruptura nesse caso específico. O candidato que conhece os fatores de risco para ruptura de aneurisma sabe que a localização é um determinante crucial, especialmente na circulação posterior.

Guarde a hierarquia dos fatores de risco para ruptura de aneurisma: localização (circulação posterior > anterior) e tamanho (maior diâmetro = maior risco) são os principais; idade, sexo e sintomas como cefaleia não são fatores de risco independentes. É exatamente essa distinção que separa as alternativas.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A localização na artéria comunicante posterior é um fator de risco independente para ruptura de aneurisma. Estudos mostram que aneurismas nessa localização têm taxas de ruptura mais altas do que em outras localizações, especialmente na circulação anterior. No caso, o aneurisma de 6 mm na comunicante posterior tem risco de ruptura maior do que um aneurisma de mesmo tamanho em outra localização, como a cerebral média ou a carótida interna.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A idade de 20 anos não é um fator de risco para ruptura de aneurisma. Na verdade, a incidência de aneurismas e HSA aumenta com a idade, sendo mais comum em pacientes acima de 40-50 anos. A idade jovem do paciente não confere maior risco de ruptura; pelo contrário, é um fator protetor.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O tamanho de 6 mm é um fator de risco, mas não é o de maior risco nesse caso. Aneurismas menores que 7 mm têm risco de ruptura baixo, especialmente na circulação anterior. Embora o tamanho seja importante, a localização na comunicante posterior é o fator que mais aumenta o risco de ruptura nesse cenário específico.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O sexo masculino não é um fator de risco para ruptura de aneurisma. Na verdade, as mulheres têm maior incidência de aneurismas cerebrais e HSA do que os homens. O sexo masculino, portanto, não é um dado que aumente o risco de ruptura.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A cefaleia crônica não é um fator de risco para ruptura de aneurisma. Ela foi o sintoma que motivou a investigação e o achado incidental do aneurisma, mas não influencia o risco de ruptura. A cefaleia sentinela, que é um episódio súbito de cefaleia que pode preceder a HSA, é diferente da cefaleia crônica e não se aplica a este caso.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta fazer o candidato escolher o tamanho (6 mm) como fator de maior risco, mas a localização na comunicante posterior é o determinante mais forte. Lembre-se: na circulação posterior, mesmo aneurismas pequenos têm risco de ruptura maior do que na circulação anterior.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre risco de ruptura de aneurisma, priorize sempre a localização (circulação posterior > anterior) e o tamanho (maior diâmetro = maior risco). Idade, sexo e sintomas como cefaleia não são fatores de risco independentes.

Gabarito: letra A — a localização na artéria comunicante posterior é o dado da história com maior risco de ruptura.

Link permanente: /questoes/qg727119