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Questão de Medicina — Neurologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaNeurologia
Código
qg727120
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Neurocirurgião
Qual das seguintes informações NÃO deve ser usada para identificação do paciente?
  1. ANome completo.
  2. BNúmero do prontuário.
  3. CData de nascimento.
  4. DNome completo da mãe.
  5. ENúmero do quarto.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Número do quarto.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Identificação do Paciente: Metas Internacionais de Segurança

Gabarito: letra E. A identificação do paciente deve ser feita por dois identificadores que não incluam a localização física do paciente, como o número do quarto ou leito — por isso, o número do quarto NÃO deve ser usado para identificação. Essa regra é uma das Metas Internacionais de Segurança do Paciente, estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e adotadas no Brasil pela RDC nº 36/2013 da ANVISA e pelo Programa Nacional de Segurança do Paciente (Portaria MS nº 529/2013).

A identificação correta do paciente é a primeira das seis Metas Internacionais de Segurança do Paciente. O objetivo é garantir que o cuidado seja prestado à pessoa certa, evitando erros de medicação, exames, procedimentos cirúrgicos e transfusões. Para isso, a OMS recomenda o uso de pelo menos dois identificadores, como nome completo, data de nascimento, número do prontuário, nome da mãe, número do registro civil ou cartão SUS. O que nunca pode ser usado é a localização física do paciente — quarto, leito, enfermaria — porque ela é mutável e não identifica a pessoa de forma única: dois pacientes podem trocar de quarto, ou o mesmo quarto pode ser ocupado por pacientes diferentes ao longo do tempo. Usar o número do quarto como identificador pode levar a erros graves, como administrar medicamento ao paciente errado.

A banca explora exatamente essa distinção: as alternativas A a D trazem identificadores válidos (nome, prontuário, data de nascimento, nome da mãe), enquanto a alternativa E traz um dado de localização, que é o que a norma proíbe. É uma pegadinha clássica de inversão: o candidato pode achar que "número do prontuário" ou "nome da mãe" são dados menos importantes, mas ambos são aceitos; o que a norma veda é o quarto/leito.

Na prática, ao admitir um paciente, a equipe deve confirmar a identidade perguntando o nome completo e a data de nascimento (ou outro identificador), e conferir com a pulseira de identificação. A pulseira deve conter os identificadores aprovados pela instituição, nunca o número do quarto. Essa é uma cobrança recorrente em provas de enfermagem, medicina e residência, pois é um dos pilares da segurança do paciente.

Guarde o critério decisivo: identificador válido = dado que identifica a pessoa de forma única e estável; identificador inválido = dado de localização (quarto, leito, enfermaria). É exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.

1Identificadores válidos
Nome completo
Data de nascimento
Número do prontuário
Nome da mãe
2Identificadores proibidos
Número do quarto
Leito
Enfermaria
3Critério decisivo
Identifica a pessoa de forma única e estável
Localização física é mutável
Identificação do paciente
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Identificação do paciente: Identificadores válidos (Nome completo, Data de nascimento, Número do prontuário, Nome da mãe); Identificadores proibidos (Número do quarto, Leito, Enfermaria); Critério decisivo (Identifica a pessoa de forma única e estável, Localização física é mutável)

Alternativa A — ✅ Correta

O nome completo é um dos identificadores válidos recomendados pela OMS e pela RDC nº 36/2013. É o primeiro dado a ser confirmado na identificação do paciente, sempre sem abreviações. Portanto, pode ser usado.

Alternativa B — ✅ Correta

O número do prontuário é um identificador único e estável de cada paciente dentro da instituição. É amplamente utilizado em sistemas de saúde e consta na pulseira de identificação. Portanto, pode ser usado.

Alternativa C — ✅ Correta

A data de nascimento é um dos dois identificadores mais recomendados, junto com o nome completo. É um dado estável, de conhecimento do paciente ou acompanhante, e ajuda a diferenciar pacientes com o mesmo nome. Portanto, pode ser usada.

Alternativa D — ✅ Correta

O nome completo da mãe é um identificador válido, especialmente útil para diferenciar pacientes homônimos. É um dado estável e frequentemente usado em prontuários e documentos de saúde. Portanto, pode ser usado.

Alternativa E — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO

O número do quarto é um dado de localização física, não um identificador do paciente. A OMS e a RDC nº 36/2013 proíbem o uso de localização (quarto, leito, enfermaria) como identificador, pois é mutável e não identifica a pessoa de forma única. Esta é a alternativa que a banca pede: a informação que NÃO deve ser usada.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o conceito de "identificador" por "dado de localização". O candidato pode achar que "número do prontuário" ou "nome da mãe" são menos importantes, mas ambos são válidos; o que a norma veda é o quarto/leito. Lembre-se: identificador = dado que identifica a pessoa; localização = onde a pessoa está, que muda o tempo todo.

PEGA ESSA DICA!

Na prova, quando a questão perguntar sobre identificação do paciente, elimine primeiro as alternativas que tragam quarto, leito, enfermaria ou andar — elas são sempre o distrator. Os identificadores válidos são: nome completo, data de nascimento, número do prontuário, nome da mãe, número do registro civil, cartão SUS, entre outros.

Gabarito: letra E — o número do quarto é a informação que NÃO deve ser usada para identificação do paciente.

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