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Questão de Medicina — Neurologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaNeurologia
Código
qg727145
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Neurocirurgião
A melhor sequência da ressonância magnética para visualização de sangramentos é
  1. AFLAIR.
  2. BFIESTA.
  3. CT1.
  4. DSWI.
  5. ET2.
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GabaritoD — SWI.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Ressonância Magnética: sequências para detecção de sangramento

Gabarito: letra D (SWI). A sequência de suscetibilidade magnética (SWI — Susceptibility-Weighted Imaging) é a mais sensível para a visualização de sangramentos, pois explora as propriedades magnéticas da desoxi-hemoglobina, meta-hemoglobina e hemossiderina, que causam artefatos de suscetibilidade e perda de sinal (hipossinal) — tornando os focos hemorrágicos facilmente identificáveis. Embora as sequências GRE e T2* também sejam sensíveis, a SWI é a que oferece a melhor resolução e sensibilidade para micro-hemorragias e sangramentos.

A ressonância magnética (RM) é um método de imagem que utiliza campos magnéticos e ondas de radiofrequência para gerar imagens detalhadas dos tecidos moles. Diferentes sequências de pulso são empregadas para destacar diferentes propriedades dos tecidos, como o tempo de relaxamento T1, T2 e a suscetibilidade magnética. A escolha da sequência ideal depende da estrutura que se deseja avaliar e da alteração que se procura.

Para a detecção de sangramentos, o princípio físico fundamental é a suscetibilidade magnética — a capacidade de um material de se magnetizar quando submetido a um campo magnético externo. Os produtos da degradação da hemoglobina (desoxi-hemoglobina, meta-hemoglobina, hemossiderina) são paramagnéticos ou ferromagnéticos, o que distorce o campo magnético local e causa uma rápida perda de sinal (hipossinal) nas sequências sensíveis a esse efeito. A sequência SWI é especificamente desenhada para maximizar esse contraste, combinando uma sequência eco de gradiente (GRE) com filtros de fase e reconstruções que amplificam o efeito de suscetibilidade.

Na prática clínica, a SWI é particularmente útil para identificar micro-hemorragias, que podem ser invisíveis em outras sequências, e para caracterizar a extensão de um sangramento. Em pacientes com suspeita de hemorragia intracraniana, a inclusão de uma sequência de suscetibilidade magnética (como SWI, GRE ou T2*) é recomendada para aumentar a sensibilidade do exame, conforme diretrizes de acidente vascular cerebral (AVC).

A principal distinção que o candidato deve dominar é entre as sequências que avaliam o parênquima (T1, T2, FLAIR) e as que avaliam a suscetibilidade magnética (SWI, GRE, T2*). Enquanto as primeiras são excelentes para caracterizar edema, isquemia e lesões estruturais, as últimas são indispensáveis para a detecção de sangramentos, especialmente os pequenos ou antigos.

A pegadinha da banca está em oferecer sequências que são comumente utilizadas na rotina de RM de encéfalo (T1, T2, FLAIR) e que podem até mostrar um sangramento agudo volumoso, mas que não são as mais sensíveis nem as mais específicas para essa finalidade. O candidato que não conhece a função específica da SWI pode ser levado a escolher uma sequência mais familiar, errando a questão.

Guarde o critério decisivo: a sequência ideal para visualizar sangramentos é aquela que explora a suscetibilidade magnética — a SWI é a melhor opção entre as alternativas.

Sequências de RM
  • 1Avaliam parênquima
    • T1
    • T2
    • FLAIR
  • 2Avaliam suscetibilidade magnética
    • SWI (mais sensível p/ sangramento)
    • GRE
    • T2*
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A sequência FLAIR (Fluid-Attenuated Inversion Recovery) é uma variação da T2 que suprime o sinal do líquido cefalorraquidiano (LCR), sendo muito útil para identificar lesões próximas aos ventrículos e ao córtex, como placas de esclerose múltipla e edema. Embora possa evidenciar sangramentos agudos volumosos, ela não é a sequência de escolha para essa finalidade, pois não é tão sensível aos efeitos de suscetibilidade magnética quanto a SWI.

Alternativa B — ❌ Incorreta

FIESTA (Fast Imaging Employing Steady-State Acquisition) é uma sequência de eco de gradiente balanceado que fornece imagens com alto contraste entre o LCR e as estruturas adjacentes, sendo muito utilizada para avaliar o ouvido interno, os nervos cranianos e a região do tronco encefálico. Não é uma sequência indicada para a detecção de sangramentos, pois não explora a suscetibilidade magnética de forma otimizada.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A sequência T1 é excelente para a avaliação da anatomia e de lesões que alteram o tempo de relaxamento T1, como gordura, melanina e proteína. No contexto de sangramento, a T1 pode mostrar o sinal hiperintenso da meta-hemoglobina na fase subaguda, mas não é a sequência mais sensível para detectar sangramentos, especialmente os pequenos ou agudos, que são melhor visualizados em sequências de suscetibilidade magnética.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A sequência SWI (Susceptibility-Weighted Imaging) é a mais sensível para a visualização de sangramentos, pois explora as diferenças de suscetibilidade magnética entre os tecidos e os produtos da degradação da hemoglobina. Ela é capaz de detectar micro-hemorragias e sangramentos pequenos que podem passar despercebidos em outras sequências, sendo uma ferramenta essencial na avaliação de pacientes com suspeita de hemorragia intracraniana.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A sequência T2 é amplamente utilizada para avaliar edema, inflamação e lesões do parênquima encefálico. Embora possa mostrar sangramentos agudos como áreas de hipossinal, ela não é tão sensível quanto a SWI para detectar micro-hemorragias e sangramentos antigos, que são mais bem caracterizados por sequências de suscetibilidade magnética.

NÃO CAIA NESSA!

A banca oferece sequências de uso comum na rotina de RM (T1, T2, FLAIR) que podem até mostrar um sangramento volumoso, mas não são as mais sensíveis. O candidato que não conhece a função específica da SWI pode ser levado a escolher uma sequência mais familiar, errando a questão. Lembre-se: para sangramento, o que importa é a suscetibilidade magnética — SWI é a resposta.

PEGA ESSA DICA!

Na prova, quando a pergunta for sobre a melhor sequência para visualizar sangramento, procure por termos como "suscetibilidade magnética", "SWI", "GRE" ou "T2*". Essas sequências são as mais sensíveis para detectar hemorragias, especialmente as pequenas. As sequências T1, T2 e FLAIR são ótimas para avaliar o parênquima, mas não são as melhores para sangramento.

Gabarito: letra D (SWI).

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