Questão de Medicina — Neurologia — INSTITUTO AOCP 2026
Medicina›Neurologia
Código
qg727149
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Neurologia
O PiB-PET avalia a deposição de
AProteína Tau.
Bβ-amiloide.
CAlfa-sinucleína.
DProteína 14-3-3.
ENeurofilamentos de cadeia leve.
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GabaritoB — β-amiloide.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
PiB-PET e a detecção de β-amiloide na doença de Alzheimer
Gabarito: letra B. O composto PiB (Pittsburgh Compound B) é um ligante radioativo utilizado na tomografia por emissão de pósitrons (PET) que se liga especificamente às placas de β-amiloide (Aβ) no cérebro, sendo um dos biomarcadores de amiloide aprovados para o diagnóstico clínico da doença de Alzheimer. A alternativa correta é a B, pois o PiB-PET avalia a deposição de β-amiloide, e não de tau, alfa-sinucleína, proteína 14-3-3 ou neurofilamentos.
O PiB-PET é um exame de medicina nuclear que utiliza o composto Pittsburgh Compound B marcado com carbono-11, um ligante que se liga com alta afinidade às placas senis extracelulares compostas por β-amiloide. Na doença de Alzheimer, o acúmulo de β-amiloide é um evento precoce e central na patogênese, ocorrendo antes mesmo do aparecimento dos sintomas clínicos. O exame permite visualizar a distribuição e a quantidade dessas placas no cérebro, auxiliando no diagnóstico diferencial de demências e na avaliação de pacientes com comprometimento cognitivo leve.
É importante distinguir o PiB-PET de outros biomarcadores. Enquanto o PiB-PET detecta a amiloidose cerebral (β-amiloide), existem outros ligantes de PET que se ligam à proteína tau, que forma emaranhados neurofibrilares intraneuronais. A proteína tau é um marcador de neurodegeneração e progressão da doença, mas não é o alvo do PiB. Da mesma forma, a alfa-sinucleína é o principal componente dos corpúsculos de Lewy, característicos da demência com corpúsculos de Lewy e da doença de Parkinson, e não é detectada pelo PiB-PET. A proteína 14-3-3 é um marcador de doenças priônicas, como a doença de Creutzfeldt-Jakob, e os neurofilamentos de cadeia leve são marcadores de dano axonal, presentes em diversas condições neurológicas.
Na prática clínica, o PiB-PET é utilizado principalmente em centros de pesquisa e em casos selecionados de demência de difícil diagnóstico, pois é um exame caro e nem sempre disponível. A aprovação de ligantes de amiloide pela FDA (Food and Drug Administration) ampliou seu uso, mas ainda há limitações de acesso. O exame é particularmente útil para diferenciar a doença de Alzheimer de outras demências, como a demência frontotemporal, onde a deposição de amiloide é ausente ou mínima.
A pegadinha desta questão está em associar o PiB-PET à proteína tau, que é outro biomarcador importante na doença de Alzheimer, mas que é avaliado por outros ligantes de PET, como o flortaucipir. O candidato que confunde os dois biomarcadores pode marcar a alternativa A, mas o PiB é específico para β-amiloide. Além disso, é comum confundir o PiB-PET com exames de líquido cerebrospinal (LCS), que medem os níveis de Aβ e tau, mas são métodos diferentes.
Guarde a distinção: PiB-PET = β-amiloide (placas senis) e PET-tau = proteína tau (emaranhados neurofibrilares). Essa é a fronteira que separa as alternativas desta questão.
Biomarcadores em demências: β-amiloide (Placas senis, PiB-PET, LCS baixo); Proteína tau (Emaranhados neurofibrilares, PET-tau (flortaucipir), LCS alto); Alfa-sinucleína (Corpúsculos de Lewy, Demência com corpúsculos de Lewy); Proteína 14-3-3 (Doenças priônicas (CJD), LCS); Neurofilamentos (NfL) (Dano axonal, Sangue/LCS)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A proteína tau é um biomarcador importante na doença de Alzheimer, formando emaranhados neurofibrilares intraneuronais, mas o PiB-PET não se liga à tau. Existem ligantes específicos de PET para tau, como o flortaucipir, que são diferentes do PiB. A banca explora a confusão entre os dois biomarcadores, ambos relevantes na DA, mas com alvos moleculares distintos.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O PiB (Pittsburgh Compound B) é um ligante que se liga especificamente às placas de β-amiloide (Aβ) no cérebro. O PiB-PET é um exame de imagem molecular que avalia a deposição de β-amiloide, sendo um dos biomarcadores de amiloide utilizados no diagnóstico da doença de Alzheimer. A alternativa está correta ao afirmar que o PiB-PET avalia a deposição de β-amiloide.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alfa-sinucleína é o principal componente dos corpúsculos de Lewy, característicos da demência com corpúsculos de Lewy e da doença de Parkinson. O PiB-PET não detecta alfa-sinucleína; existem outros ligantes de PET em desenvolvimento para essa proteína, mas não são o PiB. A alternativa confunde o alvo do PiB com outra proteína neurodegenerativa.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A proteína 14-3-3 é um marcador de doenças priônicas, como a doença de Creutzfeldt-Jakob, e é detectada no líquido cerebrospinal (LCS), não por PET. O PiB-PET não avalia a proteína 14-3-3. A alternativa associa o PiB a um marcador de príons, que é um contexto clínico completamente diferente.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Os neurofilamentos de cadeia leve (NfL) são marcadores de dano axonal e neurodegeneração, medidos no sangue ou no LCS, mas não são detectados pelo PiB-PET. O PiB é específico para β-amiloide, não para neurofilamentos. A alternativa confunde o alvo do PiB com um marcador inespecífico de lesão neuronal.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca o alvo do PiB-PET: em vez de β-amiloide, apresenta a proteína tau (alternativa A), que é outro biomarcador da doença de Alzheimer, mas detectado por ligantes de PET diferentes. O candidato que sabe que a DA envolve tanto amiloide quanto tau pode cair na armadilha. Lembre-se: PiB = amiloide, PET-tau = tau. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre biomarcadores de demência, monte uma tabela mental: β-amiloide (placas senis, PiB-PET, LCS baixo), tau (emaranhados neurofibrilares, PET-tau, LCS alto), alfa-sinucleína (corpúsculos de Lewy), 14-3-3 (doença de Creutzfeldt-Jakob), NfL (dano axonal). Associe cada proteína ao seu método de detecção e à doença correspondente.