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Questão de Medicina — Neurologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaNeurologia
Código
qg727160
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Neurologia
Qual é o anticorpo mais associado à ganglionopatia autonômica autoimune?
  1. AAnti-AMPA.
  2. BAnti-LGI1.
  3. CAnti-Musk.
  4. DAntirreceptor nicotínico de acetilcolina subunidade alfa 3.
  5. EAnti-Yo.
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GabaritoD — Antirreceptor nicotínico de acetilcolina subunidade alfa 3.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Ganglionopatia autonômica autoimune: o anticorpo associado

Gabarito: letra D. A ganglionopatia autonômica autoimune (GAA) é uma disautonomia de base autoimune cujo marcador sorológico mais característico é o anticorpo antirreceptor nicotínico de acetilcolina da subunidade alfa 3 (anti-gAChR α3), presente nos gânglios autônomos — exatamente o que a alternativa D descreve. As demais opções correspondem a anticorpos associados a outras síndromes neurológicas (encefalite límbica, miastenia, síndromes paraneoplásicas), não à GAA.

A ganglionopatia autonômica autoimune é uma neuropatia autonômica adquirida, geralmente aguda ou subaguda, que resulta de um ataque autoimune contra os gânglios autônomos periféricos. O alvo antigênico é o receptor nicotínico de acetilcolina expresso nos neurônios pós-ganglionares simpáticos e parassimpáticos — o subtipo ganglionar, composto pelas subunidades α3 e β4. O anticorpo mais específico e mais associado à doença é o dirigido contra a subunidade α3 (anti-α3-AChR ou anti-gAChR). Clinicamente, os pacientes apresentam uma combinação de disfunção simpática e parassimpática: hipotensão ortostática, anidrose ou hiperidrose, gastroparesia, íleo paralítico, retenção urinária, boca seca, olhos secos e pupilas anormais. O diagnóstico é clínico e confirmado pela positividade do anticorpo anti-gAChR α3 no soro.

A base fisiopatológica está na interferência do anticorpo com a transmissão colinérgica nicotínica nos gânglios autônomos, bloqueando a despolarização pós-sináptica e, consequentemente, a eferência autonômica. Isso explica por que os sintomas são generalizados e afetam múltiplos sistemas — cardiovascular, gastrointestinal, urogenital e sudomotor. Diferentemente da miastenia gravis, em que o anticorpo ataca o receptor nicotínico da placa motora (subunidade α1), na GAA o alvo é o receptor ganglionar (subunidade α3). Essa distinção é crucial e frequentemente explorada em provas.

A banca explora a confusão entre os anticorpos antirreceptor de acetilcolina de diferentes localizações: o anti-AChR da junção neuromuscular (miastenia gravis) e o anti-AChR ganglionar (GAA). A alternativa D especifica corretamente a subunidade alfa 3, que é a forma ganglionar. As demais alternativas trazem anticorpos de outras doenças neurológicas autoimunes ou paraneoplásicas, que não se associam à GAA.

Guarde a associação entre o anticorpo e a síndrome: é exatamente essa correspondência que separa as alternativas desta questão.

1Anti-gAChR α3 (receptor nicotínico ganglionar)
Ganglionopatia autonômica autoimune
2Anti-AChR (junção neuromuscular)
Miastenia gravis
3Anti-MuSK
Miastenia gravis (bulbar)
4Anti-LGI1
Encefalite límbica
5Anti-AMPA
Encefalite límbica
6Anti-Yo
Degeneração cerebelar paraneoplásica
Anticorpos e síndromes neurológicas
LEVELsoulevel.com.br
Anticorpos e síndromes neurológicas: Anti-gAChR α3 (receptor nicotínico ganglionar) (Ganglionopatia autonômica autoimune); Anti-AChR (junção neuromuscular) (Miastenia gravis); Anti-MuSK (Miastenia gravis (bulbar)); Anti-LGI1 (Encefalite límbica); Anti-AMPA (Encefalite límbica); Anti-Yo (Degeneração cerebelar paraneoplásica)

Alternativa A — ❌ Incorreta

O anti-AMPA é um anticorpo contra o receptor de glutamato do tipo AMPA, associado a encefalite límbica autoimune (paraneoplásica ou não), manifestando-se com crises epilépticas, alterações de memória e comportamento. Não há associação com ganglionopatia autonômica.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O anti-LGI1 é um anticorpo contra a proteína LGI1 (leucine-rich glioma inactivated 1), associado a encefalite límbica autoimune com crises faciobraquiais distônicas e hiponatremia. Não está relacionado à disfunção autonômica ganglionar.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O anti-MuSK (anti-tirosinoquinase músculo específico) é um anticorpo associado à miastenia gravis (especialmente formas com fraqueza bulbar e atrofia muscular), atuando na junção neuromuscular, não nos gânglios autônomos. É o segundo anticorpo mais frequente na miastenia, presente em cerca de 7% dos casos.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O anticorpo antirreceptor nicotínico de acetilcolina da subunidade alfa 3 (anti-gAChR α3) é o marcador sorológico mais associado à ganglionopatia autonômica autoimune. Ele ataca os receptores nicotínicos dos gânglios autônomos simpáticos e parassimpáticos, bloqueando a transmissão autonômica e causando a disautonomia generalizada característica da doença.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O anti-Yo (anti-PCA1) é um anticorpo paraneoplásico associado à degeneração cerebelar paraneoplásica, tipicamente em mulheres com câncer de mama ou ovário. Manifesta-se com ataxia cerebelar, disartria e nistagmo, sem relação com a função autonômica ganglionar.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre os anticorpos antirreceptor de acetilcolina de diferentes localizações: o anti-AChR da junção neuromuscular (miastenia gravis, subunidade α1) e o anti-AChR ganglionar (GAA, subunidade α3). A alternativa C (anti-MuSK) também remete à miastenia, reforçando a armadilha. Na prova, leia atentamente a especificação da subunidade: se a questão mencionar "subunidade alfa 3", é o receptor ganglionar — GAA; se mencionar apenas "receptor de acetilcolina" sem especificar, pode ser miastenia. Com treino, você identifica essa troca de longe 💪.

Gabarito: letra D.

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