Questão de Medicina — Endocrinologia — INSTITUTO AOCP 2026
Medicina›Endocrinologia
Código
qg727239
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Nutrologia
Paciente, 52 anos, no climatério, foi ao PS ortopédico devido à queda da própria altura com lesão em perna direita. Pela avaliação médica, evidenciou-se, provavelmente, nos exames do seu histórico, deficiência de ____ e ___. Pela densitometria óssea (T score da lombar: -2, T score do fêmur: -1.8), constatou-se _____.
Acolecalciferol / cálcio / osteopenia
Bvitamina D / magnésio / osteoporose
Ccolecalciferol / cálcio / osso normal
Dcolecalciferol, magnésio / osteopenia
Evitamina D / cálcio / osteoporose
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GabaritoA — colecalciferol / cálcio / osteopenia
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Osteoporose e densitometria óssea no climatério
Gabarito: letra A. A paciente climatérica com queda da própria altura e fratura por fragilidade apresenta, no histórico, deficiência de colecalciferol (vitamina D3) e cálcio — os dois pilares da saúde óssea — e a densitometria com T-score lombar de -2 e femoral de -1,8 classifica o quadro como osteopenia, pois ambos os valores situam-se entre -1 e -2,5 (faixa diagnóstica da osteopenia, conforme a classificação da OMS/ISCD). A alternativa A é a única que combina corretamente as duas deficiências e o diagnóstico densitométrico.
A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, com consequente aumento da fragilidade e do risco de fraturas. No climatério e na pós-menopausa, a queda dos níveis de estrogênio acelera a reabsorção óssea, tornando a mulher particularmente vulnerável. A deficiência de vitamina D — cuja forma ativa é o colecalciferol (D3), obtido pela exposição solar e pela dieta — compromete a absorção intestinal de cálcio, gerando um ciclo vicioso: sem cálcio e vitamina D adequados, o organismo não consegue manter a mineralização óssea, e a densidade mineral óssea (DMO) cai progressivamente.
O diagnóstico da osteoporose e da osteopenia é feito pela densitometria óssea (DEXA), que mede a DMO em sítios como coluna lombar, fêmur proximal e terço distal do rádio. O resultado é expresso pelo T-score, que compara a DMO do paciente com a de um adulto jovem do mesmo sexo no pico de massa óssea. A classificação é padronizada:
Categoria
T-score
Normal
até -1
Osteopenia
entre -1 e -2,5
Osteoporose
≤ -2,5
No caso apresentado, o T-score lombar é -2 e o femoral é -1,8. Ambos os valores estão dentro da faixa de osteopenia (entre -1 e -2,5), portanto o diagnóstico densitométrico é osteopenia, e não osteoporose. A fratura por fragilidade (queda da própria altura) é um critério clínico que, isoladamente, já permitiria o diagnóstico de osteoporose independentemente da densitometria, mas a questão pede especificamente o que a densitometria constatou — e, nesse exame, o resultado é osteopenia.
A pegadinha central desta questão está em dois pontos: (1) a troca de "colecalciferol" por "vitamina D" — embora sejam a mesma substância, a banca usa o termo técnico correto na alternativa A; e (2) a interpretação do T-score — muitos candidatos confundem osteopenia com osteoporose, especialmente quando há fratura associada. A fratura por fragilidade é um critério diagnóstico de osteoporose, mas a questão pergunta o que a densitometria constatou, e não o diagnóstico clínico global. Guarde a fronteira entre os T-scores: é exatamente nela que as alternativas se dividem.
Densitometria óssea (T-score): Normal (até -1); Osteopenia (entre -1 e -2,5); Osteoporose (≤ -2,5)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa A traz colecalciferol (a forma de vitamina D3, que é a vitamina D de fato relevante para a saúde óssea) e cálcio como as deficiências do histórico — ambos são os nutrientes essenciais para a mineralização óssea e sua deficiência é a causa mais comum de perda de massa óssea. E o diagnóstico densitométrico é osteopenia, pois o T-score lombar (-2) e femoral (-1,8) estão ambos na faixa entre -1 e -2,5. A combinação está perfeita.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa B erra ao afirmar que a densitometria constatou osteoporose. Com T-scores de -2 e -1,8, o diagnóstico é osteopenia, não osteoporose (que exige T-score ≤ -2,5). Além disso, troca "colecalciferol" por "vitamina D" e "cálcio" por "magnésio" — o magnésio é importante para o metabolismo ósseo, mas não é a deficiência clássica associada à osteoporose pós-menopáusica, que é de cálcio e vitamina D.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa C erra ao afirmar que a densitometria constatou osso normal. T-scores de -2 e -1,8 estão claramente abaixo de -1, portanto não são normais — indicam osteopenia. As deficiências de colecalciferol e cálcio estão corretas, mas o diagnóstico densitométrico está errado.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa D erra ao trocar "cálcio" por "magnésio" na segunda lacuna. Embora o magnésio seja um cofator importante, a deficiência classicamente associada à osteoporose e à osteopenia é a de cálcio (e vitamina D). Além disso, a alternativa omite a terceira lacuna (o diagnóstico densitométrico), o que a torna incompleta e incorreta.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa E erra ao afirmar que a densitometria constatou osteoporose. Como visto, T-scores de -2 e -1,8 indicam osteopenia, não osteoporose. As deficiências de vitamina D e cálcio estão corretas, mas o diagnóstico densitométrico está errado — e a alternativa usa "vitamina D" em vez do termo mais específico "colecalciferol".
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre osteopenia e osteoporose. Muitos candidatos veem a fratura por fragilidade (queda da própria altura) e assumem que o diagnóstico é osteoporose — mas a questão pergunta especificamente o que a densitometria constatou, e os T-scores de -2 e -1,8 estão na faixa de osteopenia. A fratura é um critério clínico independente, mas não altera o resultado do exame. Fique atento: a banca também troca "colecalciferol" por "vitamina D" e "cálcio" por "magnésio" para confundir.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de densitometria, memorize a tabela de T-scores: normal até -1, osteopenia entre -1 e -2,5, osteoporose ≤ -2,5. E lembre-se: a deficiência clássica na osteoporose é de cálcio + vitamina D (colecalciferol) — magnésio é coadjuvante, não o protagonista. Na dúvida entre "vitamina D" e "colecalciferol", prefira o termo mais específico, que é o que a banca costuma usar na alternativa correta.