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Questão de Medicina — Distúrbios Nutricionais — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaDistúrbios Nutricionais
Código
qg727279
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Nutrologia
O tratamento conservador da obesidade, em algumas situações, pode não ser efetivo. Assim, em determinados casos, a terapia cirúrgica fica indicada. Em relação a esse tipo de terapia, assinale a alternativa correta.
  1. AÉ indicado aos portadores de obesidade grau III (IMC maior ou igual a 40 kg/m²), sendo necessária a apresentação de comorbidades agravadas pela obesidade e que não responderam ao tratamento conservador por pelo menos 2 anos.
  2. BPacientes com obesidade grau I não possuem indicação cirúrgica, mesmo em vigência de comorbidades graves (apneia do sono, diabetes tipo 2).
  3. CSíndrome de Cushing, apneia do sono e diabetes tipo II são as comorbidades mais importantes para realização da cirurgia bariátrica.
  4. DSugere-se o tratamento cirúrgico para pacientes com IMC maior que 50 kg/m², mesmo sem tratamento clínico prévio.
  5. EÉ indicado aos portadores de obesidade grau II (IMC entre 30 e 34,9 kg/m²), com comorbidades agravadas pela obesidade e que não responderam ao tratamento conservador realizado por pelo menos 2 anos.
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GabaritoD — Sugere-se o tratamento cirúrgico para pacientes com IMC maior que 50 kg/m², mesmo sem tratamento clínico prévio.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Cirurgia bariátrica: indicações e critérios

Gabarito: letra D. A cirurgia bariátrica é indicada para pacientes com IMC ≥ 40 kg/m², independentemente de comorbidades, ou para aqueles com IMC entre 35 e 39,9 kg/m² (obesidade grau II) que apresentem comorbidades graves relacionadas à obesidade. Para pacientes com IMC > 50 kg/m², a cirurgia pode ser considerada mesmo sem tratamento clínico prévio, conforme diretrizes atuais. A alternativa D reflete essa exceção, sendo a correta.

A cirurgia bariátrica é um tratamento eficaz para obesidade grave quando o tratamento conservador (dieta, exercício, terapia comportamental e farmacoterapia) não alcança resultados satisfatórios. As indicações clássicas seguem critérios de IMC e presença de comorbidades, mas há nuances importantes que a banca explora.

Critérios de indicação (baseados nas diretrizes do NIH/NHLBI e sociedades de especialidade):

Categoria de IMC

Indicação de Cirurgia

30–34,9 (Grau I)

Geralmente não indicada, mesmo com comorbidades

35–39,9 (Grau II)

Indicada com comorbidades graves relacionadas à obesidade

≥ 40 (Grau III)

Indicada independentemente de comorbidades

> 50

Pode ser indicada mesmo sem tratamento clínico prévio

A lógica por trás desses critérios é o equilíbrio entre risco cirúrgico e benefício metabólico. Em pacientes com IMC muito elevado (> 50), o risco de complicações da obesidade supera o risco cirúrgico, justificando a cirurgia como primeira linha, sem exigir tentativa prévia de tratamento conservador. Já em pacientes com IMC entre 35 e 39,9, a cirurgia só se justifica se houver comorbidades que serão beneficiadas pela perda de peso.

Exemplo prático: Um paciente com IMC de 52 kg/m², sem comorbidades diagnosticadas, pode ser candidato à cirurgia bariátrica diretamente, pois o IMC > 50 é critério suficiente. Já um paciente com IMC de 37 kg/m², sem comorbidades, não tem indicação cirúrgica — precisaria primeiro tentar tratamento clínico.

Distinção importante: A obesidade grau I (IMC 30–34,9) raramente tem indicação cirúrgica, mesmo com comorbidades, pois o risco cirúrgico supera o benefício. A alternativa B erra ao afirmar que "não possuem indicação cirúrgica, mesmo em vigência de comorbidades graves" — na prática, casos excepcionais podem ser considerados em centros especializados, mas a regra geral é a não indicação.

Pegadinha da banca: A questão testa o conhecimento dos critérios exatos de IMC e a exceção do IMC > 50. A alternativa A erra ao exigir "comorbidades agravadas" para IMC ≥ 40 (não é necessário). A alternativa E erra ao classificar obesidade grau II como IMC entre 30 e 34,9 (isso é grau I). A alternativa C erra ao listar síndrome de Cushing como comorbidade importante — não é uma comorbidade típica para indicação cirúrgica.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca os critérios de IMC e a necessidade de comorbidades. Decore: IMC ≥ 40 → cirurgia sem exigir comorbidades; IMC 35–39,9 → cirurgia com comorbidades; IMC > 50 → cirurgia sem tratamento prévio. A alternativa E inverte os valores do grau II (35–39,9) com o grau I (30–34,9).

Alternativa A — ❌ Incorreta

Erra ao exigir "comorbidades agravadas pela obesidade" para IMC ≥ 40. Para obesidade grau III, a cirurgia é indicada independentemente de comorbidades. O tratamento conservador prévio de 2 anos também não é requisito obrigatório nesse grupo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que obesidade grau I nunca tem indicação cirúrgica, mesmo com comorbidades graves. Embora seja a regra geral, existem exceções em casos selecionados (ex.: DM2 descompensado com IMC 30–34,9 em alguns protocolos). A afirmação categórica "não possuem indicação" é excessiva.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Lista síndrome de Cushing como comorbidade importante para cirurgia bariátrica. A síndrome de Cushing é uma causa secundária de obesidade, não uma comorbidade que indica cirurgia. As comorbidades clássicas são DM2, apneia do sono, hipertensão e dislipidemia.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta ao afirmar que IMC > 50 kg/m² pode indicar cirurgia mesmo sem tratamento clínico prévio. É a exceção reconhecida nas diretrizes: o risco cirúrgico é menor que o risco da obesidade mórbida extrema.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erra ao classificar obesidade grau II como IMC entre 30 e 34,9 kg/m². O grau II é IMC entre 35 e 39,9 kg/m². O grau I é 30–34,9. Além disso, para grau II, a cirurgia exige comorbidades, o que a alternativa menciona, mas o IMC está incorreto.

Gabarito: letra D

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