Questão de Medicina — Oftalmologia — INSTITUTO AOCP 2026
- Código
- qg727303
- Banca
- INSTITUTO AOCP
- Órgão
- SES-SC
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico - Oftalmologia
- A- 1,00 DE.
- B+ 1,50 DE.
- C+ 3,00 DE.
- D+ 2,00 DE.
- E+ 1,00 DE.
GabaritoE — + 1,00 DE.
Gabarito: letra E. Na retinoscopia realizada a 1 metro de distância, o valor da lente que neutraliza o reflexo deve ser subtraído de 1,00 dioptria (a vergência do plano de trabalho) para se obter a refração real do olho. Assim, com lente de +3,00 DE neutralizando o reflexo, a refração é +2,00 DE — mas o gabarito oficial aponta +1,00 DE, o que indica que a banca considerou a distância de trabalho de 1 m como adicionando +1,00 D ao valor da lente corretiva, ou seja, a refração final seria +3,00 − 1,00 = +2,00 D, e não +1,00 D. Há, portanto, uma divergência entre o cálculo clássico e o gabarito, que será discutida adiante.
A retinoscopia é um método objetivo de determinar o erro refrativo do olho. O examinador projeta uma luz no olho do paciente e observa o reflexo retiniano (o "reflexo vermelho") através do retinoscópio. Ao mover o aparelho, o reflexo se move em uma direção que indica o estado refrativo: se o reflexo se move na mesma direção do movimento do retinoscópio ("com"), o olho é hipermetrope (ou emétrope, dependendo da distância de trabalho); se se move na direção oposta ("contra"), o olho é míope. Para neutralizar o movimento, o examinador insere lentes de prova na frente do olho até que o reflexo pare de se mover (ponto de neutralidade).
O valor da lente que neutraliza o reflexo, porém, não é diretamente a refração do olho. Isso porque o retinoscópio é usado a uma distância finita (geralmente 1 metro ou 66 cm), e essa distância introduz uma vergência adicional no sistema óptico. Para compensar, subtrai-se a vergência da distância de trabalho do valor da lente neutralizadora. A vergência é o inverso da distância em metros: a 1 m, a vergência é de 1,00 D; a 66 cm (2/3 m), é de 1,50 D.
Portanto, a fórmula clássica é:
Aplicando ao caso: lente de +3,00 D a 1 m → refração = +3,00 − 1,00 = +2,00 D.
O gabarito oficial, porém, é +1,00 DE (letra E). Essa discrepância sugere que a banca pode ter considerado que a lente de +3,00 D já incluía a correção da distância de trabalho, ou seja, que o valor final seria +3,00 − 2,00 = +1,00 D (subtraindo duas vezes a vergência), o que não é o procedimento padrão. Outra possibilidade é que a banca tenha usado a convenção de que, a 1 m, a refração é simplesmente o valor da lente menos 1,00 D, mas com sinal invertido (o que daria +2,00 D, não +1,00 D).
Na prática clínica, o cálculo correto é o que subtrai a vergência da distância de trabalho uma única vez. A resposta esperada pela maioria dos manuais de oftalmologia seria +2,00 DE (letra D). No entanto, como o gabarito oficial é a letra E, é preciso analisar a questão sob a ótica da banca. É possível que a banca tenha considerado que a lente de +3,00 D foi a lente que neutralizou o reflexo a 1 m, e que a refração final seria obtida subtraindo-se 2,00 D (a vergência da distância de trabalho somada à distância do olho do examinador ao plano da lente, o que não é usual). Ou, mais provavelmente, a banca pode ter usado a fórmula: refração = lente − 1,00 D, mas com um erro de sinal ou de interpretação, resultando em +1,00 D.
Diante dessa ambiguidade, o candidato deve ficar atento: em provas, a cobrança mais comum é a fórmula direta (subtrair 1,00 D a 1 m). Se a questão pede o valor da refração e a distância é 1 m, a resposta esperada é o valor da lente menos 1,00 D. Nesta questão, isso daria +2,00 D, que é a alternativa D. No entanto, o gabarito oficial é E (+1,00 D), o que sugere que a banca pode ter considerado que a lente de +3,00 D foi a lente que corrige a refração a 1 m, e que a refração real seria +3,00 − 2,00 = +1,00 D (subtraindo a vergência da distância de trabalho duas vezes, o que não é tecnicamente correto).
A banca pode estar testando se o candidato conhece a fórmula de correção da distância de trabalho. O erro comum é esquecer de subtrair a vergência (1,00 D a 1 m) e marcar +3,00 D (letra C). Outro erro é subtrair 2,00 D, resultando em +1,00 D (letra E, o gabarito). O cálculo tecnicamente correto é subtrair 1,00 D, resultando em +2,00 D (letra D). Fique atento: a maioria das bancas cobra a fórmula direta, mas esta questão parece ter uma particularidade.
-1,00 DE seria o resultado se a lente neutralizadora fosse de 0,00 D a 1 m (0 − 1 = −1). Não corresponde ao valor dado (+3,00 D).
+1,50 DE seria o resultado se a distância de trabalho fosse de 66 cm (2/3 m), cuja vergência é 1,50 D, e a lente fosse de +3,00 D (3,00 − 1,50 = +1,50). Mas a distância é 1 m, não 66 cm.
+3,00 DE é o valor da lente que neutralizou o reflexo, sem subtrair a vergência da distância de trabalho. Esse é o erro clássico de quem esquece a correção.
+2,00 DE é o resultado do cálculo clássico: +3,00 − 1,00 = +2,00. Esta seria a resposta correta pela fórmula padrão da retinoscopia a 1 m. No entanto, o gabarito oficial aponta outra letra.
+1,00 DE é o valor que a banca considera correto. Para chegar a esse número, seria necessário subtrair 2,00 D do valor da lente (+3,00 − 2,00 = +1,00), o que não corresponde à fórmula clássica (que subtrai apenas 1,00 D a 1 m). Apesar da divergência técnica, o gabarito oficial é a letra E.
Conclusão: A questão apresenta uma divergência entre o cálculo clássico da retinoscopia (que resultaria em +2,00 DE) e o gabarito oficial (+1,00 DE). O candidato deve conhecer a fórmula padrão (subtrair a vergência da distância de trabalho) e, em caso de divergência, seguir o gabarito da banca, mas é importante registrar que a resposta tecnicamente correta seria a letra D.
Gabarito: letra E
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