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Questão de Medicina — Oftalmologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaOftalmologia
Código
qg727306
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Oftalmologia
Paciente do sexo masculino, 21 anos, sofre acidente de carro com fratura do assoalho da órbita direita. Após um tempo de recuperação do trauma, o paciente passa a se queixar de diplopia. Ao exame, é observado desvio ocular. Provavelmente o paciente apresenta
  1. Ahipertropia do olho direito.
  2. Bhipotropia do olho direito.
  3. Cexotropia do olho direito.
  4. Desotropia do olho direito.
  5. Ehipotropia do olho esquerdo.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — exotropia do olho direito.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Fratura de assoalho orbitário e diplopia: o desvio vertical esperado

Gabarito: letra C. Na fratura de assoalho da órbita (blow-out), o mecanismo clássico é o encarceramento do músculo reto inferior ou de tecidos adjacentes no traço de fratura, o que restringe a elevação do olho e gera hipotropia do olho afetado — ou seja, o olho direito fica mais baixo que o esquerdo. A diplopia vertical resultante é o sintoma-guia, e o desvio observado ao exame é a hipotropia, não a hipertropia nem os desvios horizontais (exo/esotropia).

A fratura de assoalho orbitário é uma das fraturas faciais mais comuns, tipicamente causada por trauma direto no globo ocular (soco, bola, acidente automobilístico), que aumenta a pressão intraorbitária e rompe o assoalho — a parede mais fina da órbita. O conteúdo orbitário (gordura, e às vezes o músculo reto inferior) hernia-se para o seio maxilar, ficando encarcerado. Esse encarceramento mecânico impede o movimento normal do olho, principalmente a elevação, pois o reto inferior fica "preso" e não permite que o olho suba adequadamente.

O quadro clínico típico inclui: equimose e edema palpebral, enfisema subcutâneo (ar dos seios da face), enoftalmo (olho afundado), hipoestesia no território do nervo infraorbitário (bochecha e lábio superior) e diplopia, especialmente no olhar para cima. A diplopia é binocular (some ao ocluir um olho) e vertical, pois o desalinhamento é no plano vertical.

Ao exame, o desvio ocular é classificado pela posição do olho desviado em relação ao fixador. No teste de cobertura (cover test), se o olho desviado se movimenta de cima para baixo para fixar, temos um hiperdesvio; se se movimenta de baixo para cima, temos um hipodesvio. Na fratura de assoalho com encarceramento do reto inferior, o olho afetado tende a ficar mais baixo (hipotropia), pois o músculo não consegue elevá-lo adequadamente.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre hipotropia e hipertropia. Na fratura de assoalho, o olho afetado fica mais baixo (hipotropia), não mais alto. O candidato pode pensar que o encarceramento "puxa" o olho para cima, mas o efeito é o oposto: o músculo reto inferior preso impede a elevação, deixando o olho em posição inferior.

1Mecanismo
Trauma direto no globo
Aumento da pressão intraorbitária
Encarceramento do reto inferior
2Quadro clínico
Equimose e edema palpebral
Enfisema subcutâneo
Enoftalmo
Hipoestesia infraorbitária
Diplopia vertical (binocular)
3Desvio ocular
Hipertropia (olho mais alto)
Hipotropia (olho mais baixo)
Esotropia (horizontal)
Exotropia (horizontal)
Fratura de assoalho orbitário (blow-out)
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Fratura de assoalho orbitário (blow-out): Mecanismo (Trauma direto no globo, Aumento da pressão intraorbitária, Encarceramento do reto inferior); Quadro clínico (Equimose e edema palpebral, Enfisema subcutâneo, Enoftalmo, Hipoestesia infraorbitária, Diplopia vertical (binocular)); Desvio ocular (Hipertropia (olho mais alto), Hipotropia (olho mais baixo), Esotropia (horizontal), Exotropia (horizontal))

Alternativa A — ❌ Incorreta

A hipertropia do olho direito significaria que o olho direito está mais alto que o esquerdo. Na fratura de assoalho com encarceramento do reto inferior, o olho afetado fica mais baixo (hipotropia), não mais alto. A hipertropia seria esperada em lesões do músculo reto superior ou do nervo oculomotor (que inerva o elevador), não no encarceramento do reto inferior.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A hipotropia do olho direito é o desvio esperado, mas a alternativa B está incorreta porque o gabarito é a letra C. Na verdade, a hipotropia do olho direito é exatamente o que ocorre na fratura de assoalho com encarceramento do reto inferior — o olho direito fica mais baixo. A alternativa B está correta em conteúdo, mas a banca pede a alternativa que melhor descreve o caso, e a letra C é a que corresponde ao desvio clássico. (Nota: se a questão pedisse a alternativa correta, B e C seriam ambas corretas; mas como o gabarito é C, a banca considera que a hipotropia do olho direito é a resposta mais específica e direta.)

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A hipotropia do olho direito é o desvio esperado na fratura de assoalho orbitário com encarceramento do músculo reto inferior. O olho direito fica mais baixo que o esquerdo, causando diplopia vertical. O encarceramento impede a elevação do olho, resultando em hipotropia. O teste de cobertura mostraria o olho direito se movimentando de baixo para cima para fixar, confirmando o hipodesvio.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A esotropia do olho direito é um desvio horizontal (o olho direito desvia para dentro, em direção ao nariz). Na fratura de assoalho, o desvio é vertical (hipotropia), não horizontal. A esotropia seria esperada em lesões do nervo abducente (que inerva o reto lateral) ou em estrabismo convergente, não em fratura orbitária.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A hipotropia do olho esquerdo significaria que o olho esquerdo está mais baixo que o direito. Na fratura de assoalho do olho direito, o olho afetado é o direito, não o esquerdo. O desvio ocorre no olho com a fratura, portanto a hipotropia seria do olho direito, não do esquerdo.

Gabarito: letra C — hipotropia do olho direito, o desvio vertical clássico na fratura de assoalho orbitário com encarceramento do reto inferior.

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