Questão de Medicina — Oftalmologia — INSTITUTO AOCP 2026
Medicina›Oftalmologia
Código
qg727316
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Oftalmologia
A anormalidade microvascular intrarretiniana, também chamada pela sigla IRMA, é um distúrbio vascular que pode proceder à formação de neovasos na retina. Qual camada retiniana que, uma vez ultrapassada por vasos anormais, distingue essas duas entidades?
AMembrana limitante externa.
BMembrana limitante interna.
CMembrana de Bruch.
DCamada de cones e bastonetes.
ECamada de células ganglionares.
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GabaritoC — Membrana de Bruch.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Retinopatia Diabética: IRMA × Neovascularização
Gabarito: letra B. A anormalidade microvascular intrarretiniana (IRMA) é um sinal de retinopatia diabética não proliferativa (RDNP), enquanto a neovascularização define a retinopatia diabética proliferativa (RDP). O que distingue as duas entidades é a ultrapassagem da membrana limitante interna (MLI) pelos vasos anormais: enquanto a IRMA permanece dentro da retina (intrarretiniana), os neovasos rompem a MLI e crescem sobre a superfície retiniana ou em direção ao vítreo. Essa é a fronteira anatômica que separa as duas entidades.
A retinopatia diabética é uma complicação microvascular crônica do diabetes mellitus, classificada em dois grandes grupos: a não proliferativa (RDNP) e a proliferativa (RDP). A RDNP caracteriza-se por alterações vasculares intrarretinianas — microaneurismas, hemorragias, exsudatos duros, alterações venosas (beading) e as IRMAs. A RDP, por sua vez, é definida pela presença de neovascularização — vasos anormais que crescem a partir da retina, rompendo a membrana limitante interna e proliferando sobre a superfície retiniana, no disco óptico (NVD) ou em outras regiões (NVE), podendo invadir o vítreo e causar hemorragia vítrea.
A IRMA é, na verdade, um shunt arteriovenoso — um vaso anormal que se forma dentro da retina, como tentativa de revascularizar áreas isquêmicas. Ela é um marcador de isquemia retiniana e um dos critérios para classificar a RDNP como grave (na escala ETDRS, IRMA moderada em 1 ou mais quadrantes é um dos critérios). Já a neovascularização é um vaso novo e frágil que cresce além da retina, rompendo a MLI — a barreira que separa a retina do vítreo. É exatamente essa ultrapassagem da MLI que define a transição da RDNP para a RDP.
A membrana limitante interna é a camada mais interna da retina, em contato com o vítreo. Quando os vasos anormais a ultrapassam, deixam de ser IRMA (intrarretinianos) e passam a ser neovasos (pré-retinianos ou intravítreos). Essa distinção é crucial porque a neovascularização é o evento que define a RDP e indica risco de hemorragia vítrea e descolamento de retina tracional — complicações graves que exigem tratamento imediato (panfotocoagulação ou antiangiogênicos).
A banca explora a confusão entre as camadas retinianas: o candidato pode pensar na membrana de Bruch (que separa a retina do coroide) ou na membrana limitante externa (que separa os fotorreceptores do epitélio pigmentar). Mas a fronteira que importa para a neovascularização retiniana é a membrana limitante interna — é ela que os neovasos rompem para crescer em direção ao vítreo. Guarde essa relação: IRMA = dentro da retina (não ultrapassa a MLI); neovasos = fora da retina (ultrapassam a MLI).
Vasos anormais na retina: IRMA (intrarretiniana) (Shunt arteriovenoso, Não ultrapassa a MLI, RDNP (não proliferativa)); Neovasos (pré-retinianos) (Ultrapassam a MLI, Crescem sobre a retina/vítreo, RDP (proliferativa)); Fronteira anatômica (Membrana limitante interna (MLI))
Alternativa A — ❌ Incorreta
A membrana limitante externa (MLE) separa a camada de fotorreceptores do epitélio pigmentar da retina. Ela não é a barreira que os neovasos rompem — a neovascularização retiniana cresce em direção ao vítreo, ultrapassando a MLI, não a MLE. A MLE está relacionada a outras condições, como o descolamento do epitélio pigmentar, não à distinção entre IRMA e neovasos.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A membrana limitante interna (MLI) é a camada mais interna da retina, em contato com o vítreo. É exatamente ela que os neovasos rompem para crescer sobre a superfície retiniana ou em direção ao vítreo. Enquanto a IRMA permanece dentro da retina (intrarretiniana), a neovascularização ultrapassa a MLI — essa é a fronteira anatômica que distingue as duas entidades. A MLI é o limite entre a retina e o vítreo, e sua ultrapassagem define a transição da RDNP para a RDP.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A membrana de Bruch separa a retina do coroide (camada vascular subjacente). Ela está relacionada à neovascularização coroidea (como na degeneração macular relacionada à idade), não à neovascularização retiniana. Na retinopatia diabética, os neovasos crescem a partir da retina em direção ao vítreo, rompendo a MLI — a membrana de Bruch não é a barreira relevante aqui.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A camada de cones e bastonetes é a camada de fotorreceptores da retina, responsável pela captação da luz. Ela não é uma barreira anatômica que os vasos anormais ultrapassam — é uma camada celular, não uma membrana. A distinção entre IRMA e neovasos não envolve essa camada.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A camada de células ganglionares é uma camada neuronal da retina, localizada internamente (próxima à MLI). Embora seja uma camada retiniana, não é a barreira que os neovasos rompem — a MLI é a membrana que separa a retina do vítreo, e é ela que define a ultrapassagem. A camada de células ganglionares não é uma membrana limitante.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca a membrana limitante interna (MLI) pela membrana de Bruch ou pela membrana limitante externa (MLE). O candidato pode confundir as camadas retinianas e escolher a membrana de Bruch, que está relacionada à neovascularização coroidea (como na DMRI), não à retiniana. Lembre-se: na retinopatia diabética, os neovasos crescem em direção ao vítreo, rompendo a MLI — a camada mais interna da retina. Com treino, você identifica essa troca de longe 💪
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, monte uma tabela mental comparando as camadas retinianas e suas funções: MLI (limite com o vítreo), MLE (limite com o epitélio pigmentar), membrana de Bruch (limite com o coroide). Na prova, ao ver "neovascularização retiniana", pense imediatamente em MLI; ao ver "neovascularização coroidea", pense em membrana de Bruch. Essa associação resolve a questão em segundos.
Gabarito: letra B — a membrana limitante interna é a camada que, uma vez ultrapassada por vasos anormais, distingue IRMA (intrarretiniana) de neovascularização (pré-retiniana/intravítrea).