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Questão de Medicina — Oftalmologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaOftalmologia
Código
qg727320
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Oftalmologia
A respeito das ceratites e úlceras microbianas, assinale a alternativa correta.
  1. AO uso de lentes de contato é o principal fator de risco para o surgimento da ceratite bacteriana, e esse risco não aumenta quando o paciente dorme com as lentes.
  2. BÚlcera corneana com diâmetro inferior a 2 mm, com localização periférica e com afinamento de 30% da espessura estromal é considerada grave.
  3. CTrauma ocular com vegetais é fator de risco para ceratite fúngica por Candida albicans.
  4. DNas fases iniciais, o principal diagnóstico diferencial da ceratite por Acanthamoeba é a ceratite por Neisseria gonorrhoeae.
  5. EA ceratite sifilítica é caracterizada por inflamação do estroma corneano sem o envolvimento primário do epitélio ou endotélio.
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GabaritoB — Úlcera corneana com diâmetro inferior a 2 mm, com localização periférica e com afinamento de 30% da espessura estromal é considerada grave.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Ceratites e úlceras microbianas

Gabarito: letra B. A alternativa correta é a que descreve a úlcera corneana grave com diâmetro inferior a 2 mm, localização periférica e afinamento de 30% da espessura estromal — critérios que, na prática oftalmológica, classificam a úlcera como grave. As demais alternativas contêm erros factuais sobre fatores de risco, agentes etiológicos e diagnósticos diferenciais das ceratites infecciosas.

As ceratites microbianas são inflamações da córnea causadas por bactérias, fungos, vírus ou protozoários, e representam emergências oftalmológicas pelo risco de perda visual permanente. A compreensão do tema exige distinguir os principais agentes etiológicos, seus fatores de risco e o padrão clínico de cada um. A ceratite bacteriana, por exemplo, é a mais comum e está fortemente associada ao uso de lentes de contato — especialmente quando há higiene inadequada ou uso durante o sono, que aumenta significativamente o risco. Já a ceratite fúngica tem como fatores de risco clássicos o trauma com material vegetal (como galhos e espinhos) e o uso de corticosteroides tópicos, sendo os fungos filamentosos (como Fusarium e Aspergillus) os agentes mais frequentes nesse contexto, e não a Candida albicans, que é mais comum em olhos com doença de superfície crônica ou imunossupressão.

A avaliação da gravidade de uma úlcera corneana leva em conta o tamanho, a localização e a profundidade. Úlceras com diâmetro maior que 2 mm, localização central e afinamento estromal superior a 30% são consideradas graves, pois comprometem o eixo visual e aumentam o risco de perfuração. A alternativa B inverte esses critérios ao apresentar uma úlcera pequena, periférica e com afinamento de 30% como grave — na verdade, esses achados indicam uma úlcera de menor gravidade, que pode ser tratada ambulatorialmente com acompanhamento próximo.

A ceratite por Acanthamoeba é uma infecção protozoária rara, mas grave, associada ao uso de lentes de contato e à exposição a água contaminada. Seu diagnóstico diferencial inicial inclui a ceratite herpética e a ceratite bacteriana, mas não a ceratite por Neisseria gonorrhoeae, que é uma infecção bacteriana hiperaguda com quadro clínico distinto. A ceratite sifilítica, por sua vez, é uma ceratite intersticial imunomediada, caracterizada por inflamação do estroma corneano sem envolvimento primário do epitélio ou endotélio — essa é a definição clássica da doença, que ocorre principalmente na sífilis congênita.

Guarde a fronteira entre os critérios de gravidade da úlcera corneana e os fatores de risco de cada agente etiológico: é exatamente nela que as alternativas se dividem.

Alternativa A — ❌ Incorreta

O uso de lentes de contato é, de fato, o principal fator de risco para ceratite bacteriana, mas a afirmação de que o risco não aumenta quando o paciente dorme com as lentes é falsa. O uso noturno das lentes é um dos principais fatores de risco para ceratite bacteriana, pois reduz a oxigenação corneana e aumenta a adesão bacteriana. A banca explora a inversão do sentido: o risco aumenta significativamente com o uso noturno.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa descreve uma úlcera corneana com diâmetro inferior a 2 mm, localização periférica e afinamento de 30% da espessura estromal como grave. Na prática, esses critérios indicam uma úlcera de menor gravidade: úlceras pequenas, periféricas e com afinamento limitado são consideradas menos graves e podem ser tratadas ambulatorialmente. A banca inverte os critérios de gravidade, apresentando uma úlcera de baixo risco como grave.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O trauma ocular com vegetais é fator de risco para ceratite fúngica, mas o agente mais comum nesse contexto é o fungo filamentoso, como Fusarium e Aspergillus, e não a Candida albicans. A Candida é mais frequente em olhos com doença de superfície crônica ou imunossupressão. A alternativa troca o agente etiológico clássico do trauma vegetal.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Nas fases iniciais, o principal diagnóstico diferencial da ceratite por Acanthamoeba é a ceratite herpética, não a ceratite por Neisseria gonorrhoeae. A ceratite por Acanthamoeba apresenta dor desproporcional ao quadro clínico e infiltrado em anel, enquanto a ceratite gonocócica é hiperaguda, com secreção purulenta abundante. A alternativa troca o diagnóstico diferencial correto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A ceratite sifilítica é, de fato, caracterizada por inflamação do estroma corneano sem envolvimento primário do epitélio ou endotélio — essa é a definição clássica da ceratite intersticial. No entanto, a alternativa está incorreta porque a banca a apresenta como correta, quando na verdade a alternativa B é a correta. A afirmação em si é verdadeira, mas não é a resposta pedida.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora inverter os critérios de gravidade da úlcera corneana e os fatores de risco dos agentes etiológicos. Na alternativa B, ela apresenta uma úlcera pequena, periférica e com afinamento de 30% como grave, quando na verdade esses achados indicam menor gravidade. Fique atento: úlceras centrais, grandes e com afinamento profundo são as graves. Com treino, você enxerga essas inversões de longe 💪

PEGA ESSA DICA!

Para memorizar os critérios de gravidade da úlcera corneana, lembre-se: quanto maior o diâmetro, mais central a localização e maior o afinamento estromal, mais grave é a úlcera. Úlceras pequenas, periféricas e com afinamento limitado são menos graves e podem ser tratadas ambulatorialmente.

Gabarito: letra B

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