Questão de Medicina — Oftalmologia — INSTITUTO AOCP 2026
- Código
- qg727323
- Banca
- INSTITUTO AOCP
- Órgão
- SES-SC
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico - Oftalmologia
- Araiva.
- Blúpus.
- Cmeningite.
- Drubéola congênita.
- Eleucemia.
GabaritoD — rubéola congênita.
Gabarito: letra D. A rubéola congênita não é critério de exclusão de doador de córnea; as demais alternativas (raiva, lúpus, meningite e leucemia) são doenças sistêmicas que contraindicam a doação. A questão cobra o conhecimento das contraindicações absolutas e relativas para o transplante de córnea, conforme as normas do Sistema Nacional de Transplantes e a literatura oftalmológica.
O transplante de córnea (ceratoplastia) é o procedimento cirúrgico que substitui a córnea doente por uma córnea saudável de um doador falecido. Diferentemente de outros órgãos sólidos, a córnea é um tecido avascular, o que reduz o risco de rejeição e permite que a doação seja feita mesmo em casos de morte por parada cardíaca, desde que o tecido seja retirado em até 6 horas. No entanto, existem critérios rigorosos para a seleção do doador, visando evitar a transmissão de doenças infecciosas, neoplásicas ou autoimunes ao receptor.
As contraindicações absolutas para a doação de córnea incluem: doenças infecciosas transmissíveis (como raiva, hepatites virais, HIV/AIDS, sífilis, doença de Creutzfeldt-Jakob), doenças malignas (como leucemia, linfoma, melanoma), doenças autoimunes sistêmicas (como lúpus eritematoso sistêmico, artrite reumatoide), doenças neurodegenerativas de causa desconhecida, e infecções oculares ativas ou cirurgias oculares prévias. A meningite, especialmente a bacteriana, também é contraindicação absoluta, pois há risco de transmissão do agente infeccioso. Já a rubéola congênita, embora seja uma infecção viral que pode causar malformações oculares (como catarata congênita, glaucoma e retinopatia), não é listada como contraindicação absoluta para a doação de córnea, desde que o doador não apresente infecção ativa ou sinais de doença sistêmica grave.
A banca explora a confusão entre doenças que afetam o olho (como a rubéola congênita, que causa catarata) e doenças que são contraindicações absolutas para a doação. O candidato pode pensar que, por ser uma infecção viral, a rubéola congênita seria uma contraindicação, mas as normas de transplante não a incluem nesse rol. É essencial conhecer a lista de contraindicações absolutas e relativas para responder corretamente.
A raiva é uma doença viral aguda e fatal, transmitida por mordedura de animais infectados. É uma contraindicação absoluta para a doação de córnea, pois há risco de transmissão do vírus rábico ao receptor, com desfecho quase sempre fatal. A banca incluiu a raiva como um dos critérios de exclusão, e ela está correta.
O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença autoimune crônica que pode afetar múltiplos órgãos, incluindo os olhos (ceratoconjuntivite seca, episclerite, vasculite retiniana). É considerado uma contraindicação absoluta para a doação de córnea, pois há risco de transmissão da doença autoimune ao receptor. A alternativa está correta ao incluí-lo como critério de exclusão.
A meningite, especialmente a bacteriana, é uma infecção grave do sistema nervoso central. É uma contraindicação absoluta para a doação de córnea, devido ao risco de transmissão do agente infeccioso (como Neisseria meningitidis, Streptococcus pneumoniae) ao receptor. A alternativa está correta ao incluí-la como critério de exclusão.
A rubéola congênita é uma infecção viral que pode causar malformações oculares (catarata, glaucoma, retinopatia), mas não é listada como contraindicação absoluta para a doação de córnea. As normas de transplante não a incluem no rol de doenças que excluem o doador, desde que não haja infecção ativa ou doença sistêmica grave. Portanto, esta é a alternativa que não constitui critério de exclusão, sendo a resposta correta para a questão "EXCETO".
A leucemia é uma neoplasia maligna do sistema hematopoiético. É uma contraindicação absoluta para a doação de córnea, pois há risco de transmissão de células neoplásicas ao receptor. A alternativa está correta ao incluí-la como critério de exclusão.
A banca explora a confusão entre doenças que afetam o olho (como a rubéola congênita, que causa catarata) e doenças que são contraindicações absolutas para a doação. O candidato pode pensar que, por ser uma infecção viral, a rubéola congênita seria uma contraindicação, mas as normas de transplante não a incluem nesse rol. Memorize a lista de contraindicações absolutas: doenças infecciosas transmissíveis (raiva, hepatites, HIV, sífilis, doença de Creutzfeldt-Jakob), neoplasias malignas (leucemia, linfoma, melanoma), doenças autoimunes sistêmicas (lúpus, artrite reumatoide), infecções oculares ativas e cirurgias oculares prévias.
Gabarito: letra D — a rubéola congênita não é critério de exclusão de doador de córnea.
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