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Questão de Medicina — Oncologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaOncologia
Código
qg727337
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Oncologia Clínica
De acordo com as evidências atuais sobre reabilitação oncológica multidisciplinar ambulatorial, assinale a alternativa correta.
  1. AProgramas multidisciplinares ambulatoriais melhoram de forma homogênea todos os domínios de qualidade de vida.
  2. BA reabilitação multidisciplinar ambulatorial melhora principalmente capacidade física e bemestar psicossocial.
  3. CProgramas multidisciplinares são menos eficazes que abordagens monodisciplinares focadas.
  4. DNão há evidência consistente de impacto da reabilitação multidisciplinar sobre desfechos psicossociais.
  5. EA reabilitação oncológica deve ser restrita a pacientes em fase avançada da doença
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GabaritoB — A reabilitação multidisciplinar ambulatorial melhora principalmente capacidade física e bemestar psicossocial.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reabilitação oncológica multidisciplinar ambulatorial

Gabarito: letra B. As evidências atuais indicam que a reabilitação oncológica multidisciplinar ambulatorial melhora principalmente a capacidade física e o bem-estar psicossocial dos pacientes — é exatamente essa a síntese do que a literatura demonstra. As demais alternativas distorcem o conhecimento consolidado: os benefícios não são homogêneos em todos os domínios (A), a abordagem multidisciplinar é superior à monodisciplinar (C), há evidência consistente de impacto psicossocial (D) e a reabilitação não se restringe à fase avançada (E).

A reabilitação oncológica é um processo dinâmico que visa otimizar a funcionalidade e a qualidade de vida de pacientes com câncer, em qualquer fase da doença — desde o diagnóstico, passando pelo tratamento ativo, até a sobrevivência de longo prazo e os cuidados paliativos. O modelo multidisciplinar ambulatorial reúne diferentes profissionais — médico, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, psicólogo, nutricionista, enfermeiro — que atuam de forma integrada e coordenada, com metas compartilhadas. Essa abordagem parte do princípio de que o câncer e seus tratamentos (cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia, imunoterapia) produzem sequelas múltiplas e inter-relacionadas: fadiga, dor, perda de força muscular, limitações cardiovasculares e respiratórias, ansiedade, depressão, alterações cognitivas e nutricionais. Nenhum profissional isolado consegue abarcar essa complexidade — daí a superioridade da equipe integrada.

A evidência científica sobre programas multidisciplinares ambulatoriais mostra benefícios consistentes em dois grandes eixos: a capacidade física (força, resistência, mobilidade, capacidade aeróbica, redução da fadiga) e o bem-estar psicossocial (redução de ansiedade e depressão, melhora do humor, da autoestima e do enfrentamento da doença). Esses são os desfechos mais robustamente associados à intervenção. Isso não significa que outros domínios da qualidade de vida — como função social, papel emocional, cognição — não possam melhorar; significa que a melhora não é homogênea e uniforme em todos os domínios, e que os ganhos mais consistentes e reproduzíveis são justamente nos eixos físico e psicossocial. É essa nuance que a alternativa B captura com precisão.

Um exemplo concreto ajuda a fixar: um paciente em quimioterapia para câncer de mama apresenta fadiga intensa, redução da força muscular, medo de se exercitar e sintomas ansiosos. Em um programa multidisciplinar ambulatorial, a fisioterapia prescreve exercícios aeróbicos e resistidos adaptados; a psicologia trabalha o enfrentamento e a ansiedade; a nutrição ajusta a ingestão proteica; a enfermagem orienta sobre o manejo de sintomas. Ao final do programa, o paciente relata mais disposição, maior capacidade de realizar tarefas diárias e melhor humor — ou seja, melhora física e psicossocial integradas. A reabilitação não é um luxo reservado ao fim da vida: ela é indicada precocemente, inclusive com intenção preventiva e de recuperação funcional após tratamentos curativos.

A pegadinha que a banca explora neste tema é a generalização indevida: o candidato que sabe que a reabilitação melhora a qualidade de vida pode ser tentado a marcar a alternativa A ("melhora de forma homogênea todos os domínios"), que é uma afirmação forte demais e cientificamente incorreta. A literatura mostra ganhos significativos, mas não uniformes — alguns domínios respondem mais que outros, e a resposta varia conforme o tipo de câncer, o tratamento e as características individuais. A alternativa B é a única que reflete com fidelidade o padrão de evidência: melhora principalmente (não exclusivamente) capacidade física e bem-estar psicossocial.

Guarde o critério decisivo: a reabilitação multidisciplinar ambulatorial tem benefícios consistentes e prioritários nos eixos físico e psicossocial, e não benefícios homogêneos em todos os domínios. É nessa fronteira que as alternativas se dividem.

Reabilitação oncológica multidisciplinar
  • 1Modelo
    • Equipe integrada
      • médico, fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista
    • Metas compartilhadas
  • 2Benefícios consistentes
    • Capacidade física (força, resistência, fadiga)
    • Bem-estar psicossocial
      • ansiedade, depressão, enfrentamento
  • 3Fases de indicação
    • Diagnóstico
    • Tratamento ativo
    • Sobrevivência de longo prazo
    • Cuidados paliativos
  • 4Erros comuns (distratores)
    • Melhora homogênea de todos os domínios
    • Inferior à abordagem monodisciplinar
    • Sem evidência psicossocial
    • Restrita à fase avançada
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que os programas multidisciplinares melhoram "de forma homogênea todos os domínios de qualidade de vida". O erro está na palavra homogênea: as evidências mostram melhora significativa, mas não uniforme — os ganhos mais consistentes concentram-se na capacidade física e no bem-estar psicossocial, enquanto outros domínios (função social, papel emocional, cognição) podem apresentar respostas variáveis ou menos robustas. A generalização "todos os domínios" é cientificamente indefensável.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta é a síntese fiel do conhecimento atual: a reabilitação multidisciplinar ambulatorial melhora principalmente a capacidade física (força, resistência, mobilidade, fadiga) e o bem-estar psicossocial (ansiedade, depressão, enfrentamento). O termo "principalmente" é a chave — reconhece que há benefícios em outros domínios, mas aponta com precisão onde estão os ganhos mais consistentes e reproduzíveis da intervenção.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que programas multidisciplinares são "menos eficazes que abordagens monodisciplinares focadas". É o inverso do que a evidência demonstra: a complexidade das sequelas do câncer e de seus tratamentos exige abordagem integrada, e os programas multidisciplinares mostram benefícios superiores aos de intervenções isoladas. A lógica é clara — um único profissional não consegue manejar simultaneamente fadiga, dor, limitação funcional, ansiedade e desnutrição; a equipe integrada sim.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que "não há evidência consistente de impacto da reabilitação multidisciplinar sobre desfechos psicossociais". É exatamente o oposto: o bem-estar psicossocial é um dos dois eixos com evidência mais consistente de benefício, ao lado da capacidade física. Redução de ansiedade e depressão, melhora do humor e do enfrentamento são desfechos robustamente documentados.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que a reabilitação oncológica "deve ser restrita a pacientes em fase avançada da doença". A reabilitação é indicada em todas as fases — desde o diagnóstico, durante o tratamento ativo (para prevenir e tratar sequelas), na sobrevivência de longo prazo (para recuperar funcionalidade e qualidade de vida) e também nos cuidados paliativos. Restringi-la à fase avançada é um erro conceitual grave e contraria as diretrizes de cuidado oncológico.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a generalização indevida — o candidato que sabe que a reabilitação melhora a qualidade de vida pode marcar a letra A ("melhora homogênea de todos os domínios"), que é uma afirmação forte demais. A evidência mostra ganhos consistentes, mas não uniformes: os eixos físico e psicossocial são os mais beneficiados. Fique atento a palavras como "todos", "homogênea", "sempre" e "nunca" — em questões de evidência científica, elas quase sempre sinalizam o distrator. 💪

PEGA ESSA DICA!

Para questões de reabilitação oncológica, memorize o par de desfechos mais consistentes: capacidade física + bem-estar psicossocial. Quando a alternativa trouxer "todos os domínios" ou "homogêneo", desconfie — a ciência raramente fala em uniformidade. E lembre: reabilitação vale para todas as fases da doença, não só para a fase avançada.

Gabarito: letra B

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