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Questão de Medicina — Oncologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaOncologia
Código
qg727390
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Otorrinolaringologia
Sobre o câncer de laringe, com base na Portaria nº 874/2013, que institui a Política Nacional para a Prevenção e Controle do Câncer na Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), assinale a alternativa correta.
  1. APacientes com tumores em estádio Tis não se enquadram nessa política, uma vez que ela pouco fala sobre detecção precoce de câncer.
  2. BUm paciente com disfonia suspeita deve se direcionar automaticamente para um hospital terciário, sem necessidade de avaliação prévia na atenção primária.
  3. CO enfrentamento do tabagismo e do etilismo não faz parte dessa portaria.
  4. DO Sistema Único de Saúde não pode ser ressarcido caso participe da reabilitação vocal de um cliente segurado por um plano de saúde privado.
  5. EInquéritos populacionais são ferramentas que podem ser usadas nas diretrizes da vigilância, do monitoramento e da avaliação desse tipo de câncer.
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GabaritoE — Inquéritos populacionais são ferramentas que podem ser usadas nas diretrizes da vigilância, do monitoramento e da avaliação desse tipo de câncer.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Câncer de laringe e a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer

Gabarito: letra E. A Portaria nº 874/2013, que institui a Política Nacional para a Prevenção e Controle do Câncer, prevê a vigilância, o monitoramento e a avaliação como diretrizes fundamentais, e os inquéritos populacionais são ferramentas legítimas para subsidiar essas ações — é exatamente o que a alternativa E afirma. As demais alternativas distorcem o conteúdo da política, seja excluindo pacientes com tumores iniciais, invertendo o fluxo de referência, negando o enfrentamento dos fatores de risco ou afirmando que o SUS não pode ser ressarcido.

A Política Nacional para a Prevenção e Controle do Câncer, instituída pela Portaria nº 874/2013, é um marco na organização da atenção oncológica no SUS. Ela estabelece diretrizes para a prevenção, detecção precoce, tratamento e cuidados paliativos, organizando a rede de atenção de forma hierarquizada e regionalizada. Um dos pilares dessa política é a vigilância do câncer, que compreende o monitoramento contínuo da doença na população, a avaliação das ações implementadas e a produção de informações que orientem a tomada de decisão. Nesse contexto, os inquéritos populacionais — estudos que coletam dados sobre a saúde de uma população — são instrumentos valiosos para estimar a prevalência de fatores de risco, a cobertura de rastreamento e a incidência da doença, alimentando diretamente as diretrizes de vigilância, monitoramento e avaliação.

A política também reforça a importância da detecção precoce, que inclui o diagnóstico de lesões precursoras e tumores iniciais (como o carcinoma in situ, Tis), e do enfrentamento dos fatores de risco, especialmente o tabagismo e o etilismo, que são os principais fatores de risco para o câncer de laringe. O fluxo assistencial, por sua vez, deve seguir a lógica da atenção primária como porta de entrada, com encaminhamento regulado para os demais níveis de atenção, e não um direcionamento automático para hospitais terciários. Por fim, o SUS, como sistema público, pode e deve ser ressarcido quando atende pacientes que possuem planos de saúde privados, conforme previsto na legislação que rege o sistema.

A banca explora, nesta questão, a confusão entre o conteúdo específico da Portaria nº 874/2013 e outras políticas de saúde, além de inverter conceitos básicos do funcionamento do SUS. O candidato que conhece as diretrizes gerais da política de controle do câncer e os princípios do sistema público de saúde consegue identificar facilmente a alternativa correta, pois ela é a única que está alinhada com o texto da portaria e com a lógica do SUS.

Guarde este critério: a alternativa correta é aquela que reflete uma diretriz expressa da política (vigilância, monitoramento, avaliação), enquanto as incorretas contradizem ou distorcem essas diretrizes. É nessa fronteira que as alternativas se dividem.

Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer
  • 1Portaria 874/2013
  • 2Diretrizes
    • Prevenção
      • Tabagismo
      • Etilismo
    • Detecção precoce
      • Lesões precursoras
      • Tumores iniciais (Tis)
    • Tratamento
    • Cuidados paliativos
    • Vigilância, monitoramento e avaliação
      • Inquéritos populacionais
  • 3Organização da rede
    • Hierarquizada e regionalizada
    • Atenção primária como porta de entrada
    • Encaminhamento regulado
  • 4Ressarcimento ao SUS
    • Atende segurado de plano privado
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que pacientes com tumores em estádio Tis (carcinoma in situ) não se enquadram na política, pois ela "pouco fala sobre detecção precoce de câncer". Isso é duplamente incorreto. Primeiro, a detecção precoce é um dos eixos centrais da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer, que busca justamente identificar lesões precursoras e tumores iniciais. Segundo, o estádio Tis é uma forma inicial de câncer, exatamente o tipo de lesão que a detecção precoce visa encontrar. Portanto, pacientes com Tis se enquadram na política, que prevê ações de rastreamento e diagnóstico precoce para todos os tipos de câncer, incluindo o de laringe.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa propõe que um paciente com disfonia suspeita seja direcionado automaticamente para um hospital terciário, sem avaliação prévia na atenção primária. Isso contraria frontalmente a lógica de organização do SUS e da própria política de controle do câncer. A atenção primária é a porta de entrada do sistema, responsável pela avaliação inicial, solicitação de exames e encaminhamento regulado para os demais níveis de atenção, quando necessário. O fluxo assistencial deve ser hierarquizado e regulado, não automático e desordenado. A disfonia persistente é um sinal de alerta que deve ser investigado inicialmente na atenção básica, com encaminhamento para a especialidade quando houver indicação.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o enfrentamento do tabagismo e do etilismo não faz parte da portaria. Isso é falso. O tabagismo e o etilismo são os principais fatores de risco para o câncer de laringe, e a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer inclui explicitamente ações de prevenção primária, que visam reduzir a exposição a esses fatores. A política reconhece que a prevenção é a forma mais eficaz de reduzir a incidência do câncer, e o controle do tabaco e do álcool é uma de suas diretrizes centrais. Portanto, o enfrentamento desses fatores de risco é parte integrante da portaria.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o SUS não pode ser ressarcido caso participe da reabilitação vocal de um cliente segurado por um plano de saúde privado. Isso é incorreto. O SUS, como sistema público de saúde, atende a todos os cidadãos, independentemente de terem ou não plano de saúde. Quando um paciente com plano privado é atendido pelo SUS, o sistema pode e deve ser ressarcido pelos serviços prestados, conforme previsto na legislação que rege o sistema de saúde suplementar. Esse ressarcimento é um mecanismo importante para garantir a sustentabilidade financeira do SUS. Portanto, a reabilitação vocal de um paciente com câncer de laringe, mesmo que ele tenha plano de saúde, pode gerar ressarcimento ao SUS.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa afirma que os inquéritos populacionais são ferramentas que podem ser usadas nas diretrizes da vigilância, do monitoramento e da avaliação desse tipo de câncer. Isso está correto. A Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer estabelece a vigilância, o monitoramento e a avaliação como diretrizes fundamentais para o controle da doença. Os inquéritos populacionais são estudos epidemiológicos que coletam dados sobre a saúde de uma população, permitindo estimar a prevalência de fatores de risco, a cobertura de ações de rastreamento e a incidência da doença. Esses dados são essenciais para orientar as ações de vigilância, monitorar a efetividade das intervenções e avaliar o impacto das políticas públicas. Portanto, os inquéritos populacionais são, de fato, ferramentas válidas e importantes para subsidiar essas diretrizes no contexto do câncer de laringe.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre políticas públicas de saúde, foque nas diretrizes gerais da política (prevenção, detecção precoce, tratamento, vigilância, monitoramento, avaliação) e nos princípios do SUS (universalidade, integralidade, equidade, hierarquização, regionalização). As alternativas incorretas geralmente distorcem ou invertem esses conceitos. Leia a alternativa e pergunte: "isso está alinhado com a lógica do SUS e com as diretrizes da política?" Se não estiver, é provável que seja o distrator.

Gabarito: letra E

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