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Questão de Medicina — Otorrinolaringologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaOtorrinolaringologia
Código
qg727408
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Otorrinolaringologia
Qual é a principal causa de estridor laríngeo em recém-nascidos e lactentes?
  1. ALaringomalácia.
  2. BParalisia de pregas vocais.
  3. CEstenose subglótica.
  4. DHemangioma laríngeo.
  5. EAtresia laríngea.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Laringomalácia.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Estridor laríngeo no recém-nascido e lactente

Gabarito: letra A. A principal causa de estridor laríngeo em recém-nascidos e lactentes é a laringomalácia, responsável por cerca de 60% a 75% dos casos. Trata-se de uma condição congênita caracterizada pela flacidez das estruturas supraglóticas (epiglote, aritenoides e pregas ariepiglóticas), que colapsam durante a inspiração, gerando o estridor. O diagnóstico é essencialmente clínico e o tratamento, na maioria dos casos, é conservador, com resolução espontânea até os 18-24 meses de vida.

O estridor é um ruído respiratório audível, de predomínio inspiratório, que indica obstrução ao fluxo aéreo na via aérea superior, especialmente na laringe. Em recém-nascidos e lactentes, a avaliação deve ser sistemática, pois as causas variam desde condições benignas e autolimitadas, como a laringomalácia, até situações potencialmente fatais, como a atresia laríngea. A laringomalácia é a causa mais comum, correspondendo a cerca de 60-75% dos casos de estridor congênito. A fisiopatologia envolve a imaturidade e a flacidez das estruturas supraglóticas, que são "aspiradas" para a luz laríngea durante a inspiração, causando obstrução parcial. O quadro clínico típico é o estridor inspiratório que surge nas primeiras semanas de vida, piora com o choro, alimentação e posição supina, e melhora em pronação. O diagnóstico é clínico, podendo ser confirmado por nasofibrolaringoscopia, que mostra a epiglote em forma de "Ω" e as pregas ariepiglóticas curtas e redundantes. O tratamento é conservador na maioria dos casos, com orientação aos pais e acompanhamento do ganho de peso e do padrão respiratório. A resolução espontânea ocorre, em geral, até os 18-24 meses. A cirurgia (supraglotoplastia) é reservada para casos graves, com dificuldade alimentar, apneia, cianose ou falha de crescimento.

As demais alternativas representam causas menos comuns de estridor laríngeo, mas é importante conhecê-las para o diagnóstico diferencial. A paralisia de pregas vocais é a segunda causa mais comum de estridor no recém-nascido, podendo ser unilateral ou bilateral, congênita ou adquirida. A estenose subglótica é uma causa importante, especialmente em lactentes com história de intubação prolongada, mas é menos frequente que a laringomalácia. O hemangioma laríngeo é uma causa rara, mas deve ser lembrado, pois pode causar obstrução progressiva. A atresia laríngea é uma condição rara e letal, geralmente diagnosticada no pré-natal ou ao nascimento, com obstrução completa da via aérea.

A banca explora o conhecimento da principal causa de estridor laríngeo no recém-nascido, um tema clássico em pediatria e otorrinolaringologia. A pegadinha está em confundir a laringomalácia com outras causas de estridor, como a paralisia de pregas vocais, que é a segunda mais comum, ou com a estenose subglótica, que é uma causa importante, mas não a principal. O candidato deve memorizar a ordem de frequência das causas de estridor no recém-nascido e no lactente, pois isso é frequentemente cobrado em provas de residência e concursos.

Estridor laríngeo no RN/lactente
  • 1Causas (ordem de frequência)
    • 1º Laringomalácia (60-75%)
    • 2º Paralisia de pregas vocais
    • 3º Estenose subglótica
    • 4º Hemangioma laríngeo
    • 5º Atresia laríngea
  • 2Laringomalácia
    • Flacidez supraglótica
    • Colapso na inspiração
    • Diagnóstico clínico
    • Resolução espontânea (18-24 meses)
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A laringomalácia é a causa mais comum de estridor laríngeo em recém-nascidos e lactentes, correspondendo a cerca de 60-75% dos casos. É uma condição congênita benigna, caracterizada pela flacidez das estruturas supraglóticas, que colapsam durante a inspiração. O diagnóstico é clínico, com estridor inspiratório que surge nas primeiras semanas de vida, e o tratamento é conservador na maioria dos casos, com resolução espontânea até os 18-24 meses.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A paralisia de pregas vocais é a segunda causa mais comum de estridor laríngeo no recém-nascido, mas não é a principal. Pode ser unilateral ou bilateral, congênita ou adquirida. A paralisia bilateral em adução causa estridor inspiratório e dispneia, enquanto a unilateral geralmente causa rouquidão. O diagnóstico é feito por laringoscopia, e o tratamento depende da causa e da gravidade.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A estenose subglótica é uma causa importante de estridor laríngeo, especialmente em lactentes com história de intubação prolongada, mas não é a principal causa. Pode ser congênita ou adquirida, e o diagnóstico é feito por endoscopia. O tratamento varia desde observação até cirurgia, dependendo da gravidade.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O hemangioma laríngeo é uma causa rara de estridor laríngeo no recém-nascido, mas deve ser lembrado, pois pode causar obstrução progressiva da via aérea. É mais comum em meninas e pode estar associado a hemangiomas cutâneos. O diagnóstico é feito por endoscopia, e o tratamento pode incluir propranolol, corticoides ou cirurgia.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A atresia laríngea é uma condição rara e letal, caracterizada pela obstrução completa da via aérea. Geralmente é diagnosticada no pré-natal ou ao nascimento, com insuficiência respiratória imediata. O tratamento é cirúrgico de urgência, com reconstrução da via aérea.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre a laringomalácia, que é a causa mais comum, e a paralisia de pregas vocais, que é a segunda mais comum. O candidato deve memorizar a ordem de frequência das causas de estridor no recém-nascido e no lactente, pois isso é frequentemente cobrado em provas. A laringomalácia é a resposta correta, mas a paralisia de pregas vocais é um distrator forte, pois também é uma causa comum.

PEGA ESSA DICA!

Para memorizar as causas de estridor no recém-nascido, lembre-se da ordem de frequência: 1º laringomalácia, 2º paralisia de pregas vocais, 3º estenose subglótica, 4º hemangioma, 5º atresia. Essa ordem é clássica e cai com frequência em provas de pediatria e otorrinolaringologia. Resolva questões sobre o tema para fixar o conhecimento.

Gabarito: letra A

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