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Questão de Medicina — Otorrinolaringologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaOtorrinolaringologia
Código
qg727414
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Otorrinolaringologia
Qual das seguintes alternativas apresenta o melhor exame de imagem para monitorar a evolução na terapêutica de pacientes com otite externa necrotizante?
  1. ATomografia computadorizada do osso temporal com contraste.
  2. BTomografia computadorizada do osso temporal sem contraste.
  3. CRessonância magnética de Orelhas Internas.
  4. DCintilografia óssea com Tecnécio-99.
  5. ECintilografia óssea com Gálio-67.
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GabaritoE — Cintilografia óssea com Gálio-67.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Otite externa necrotizante: monitoramento terapêutico com cintilografia

Gabarito: letra E. Na otite externa necrotizante (maligna), a cintilografia óssea com Gálio-67 é o melhor exame para monitorar a resposta à terapêutica, pois sua captação diminui com a resolução da infecção ativa, ao contrário da cintilografia com Tecnécio-99, que permanece positiva por meses mesmo após a cura (por refletir remodelação óssea). A tomografia computadorizada, embora útil no diagnóstico e na avaliação da extensão, não diferencia atividade inflamatória de sequela.

A otite externa necrotizante (OEN) é uma infecção agressiva do canal auditivo externo que se estende aos tecidos moles, à cartilagem e ao osso temporal, classicamente causada por Pseudomonas aeruginosa em pacientes diabéticos ou imunossuprimidos. O diagnóstico é eminentemente clínico, mas a imagem tem papel crucial em duas situações: avaliar a extensão da doença e monitorar a resposta ao tratamento. É exatamente nesse segundo papel que a escolha do método se torna decisiva.

A tomografia computadorizada (TC) do osso temporal é o exame inicial de escolha para avaliar a extensão da osteíte e o envolvimento de estruturas adjacentes, como a base do crânio e os nervos cranianos. Ela mostra erosão óssea e alterações de partes moles com excelente resolução anatômica. Porém, a TC tem uma limitação fundamental para o monitoramento: as alterações ósseas (erosões, esclerose) persistem por muito tempo após a cura clínica, não refletindo a atividade inflamatória atual. Ou seja, uma TC que permanece alterada não significa necessariamente falha terapêutica.

A cintilografia óssea com Tecnécio-99m (metilenodifosfonato) é um exame de medicina nuclear que detecta áreas de osteoblasto ativo, sendo extremamente sensível para osteíte/osteomielite. No entanto, sua captação permanece aumentada por um longo período (meses a anos) após a resolução da infecção, porque reflete o processo de remodelação e reparo ósseo. Portanto, ela é útil para o diagnóstico precoce, mas inútil para monitorar a resposta ao tratamento — uma cintilografia com Tecnécio que continua positiva não distingue doença ativa de sequela.

A cintilografia com Gálio-67, por sua vez, é um marcador de inflamação/infecção ativa: o gálio se liga a proteínas plasmáticas e é captado por tecidos inflamados, leucócitos e bactérias. Com a resolução da infecção, a captação do Gálio-67 diminui progressivamente, permitindo avaliar a resposta terapêutica de forma dinâmica. É por isso que, na prática clínica, a cintilografia com Gálio-67 é o exame de escolha para o acompanhamento da OEN: a normalização da captação indica cura, enquanto a persistência sugere falha terapêutica ou recidiva.

A ressonância magnética (RM) das orelhas internas tem excelente resolução para partes moles e pode avaliar o envolvimento de tecidos profundos, como a fossa infratemporal e a base do crânio. Contudo, assim como a TC, não diferencia de forma confiável inflamação ativa de fibrose/sequela, e sua utilidade no monitoramento terapêutico é limitada. Além disso, o termo "orelhas internas" é impreciso para a avaliação da OEN, que acomete o osso temporal e o canal auditivo externo.

A pegadinha central desta questão está na distinção entre o papel diagnóstico e o papel de monitoramento. A banca explora a confusão entre a cintilografia com Tecnécio-99 (excelente para diagnóstico, mas não para seguimento) e a cintilografia com Gálio-67 (ideal para seguimento). O candidato que sabe que a cintilografia óssea é útil na OEN pode marcar a alternativa D, sem perceber que o enunciado pede especificamente o monitoramento da evolução terapêutica.

Guarde a fronteira: diagnóstico e extensão → TC; detecção precoce de osteíte → cintilografia com Tecnécio-99; monitoramento da resposta terapêutica → cintilografia com Gálio-67. É exatamente nessa distinção que as alternativas se dividem.

Otite externa necrotizante
  • 1Diagnóstico e extensão
    • TC do osso temporal
  • 2Detecção precoce de osteíte
    • Cintilografia com Tecnécio-99
  • 3Monitoramento terapêutico
    • Cintilografia com Gálio-67
      • Captação diminui com a cura
      • Persistência = falha/recidiva
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

A TC do osso temporal com contraste é excelente para avaliar a extensão anatômica da doença e o envolvimento de estruturas adjacentes, mas não é o melhor exame para monitorar a resposta terapêutica. As alterações ósseas persistem por meses após a cura, não refletindo atividade inflamatória atual. O contraste realça tecidos inflamados, mas não resolve a limitação fundamental: a incapacidade de distinguir doença ativa de sequela.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A TC sem contraste tem a mesma limitação da TC com contraste para o monitoramento: mostra alterações anatômicas persistentes, mas não avalia a atividade inflamatória. Além disso, a ausência de contraste reduz a capacidade de avaliar o realce de tecidos moles inflamados, tornando-a ainda menos informativa para o seguimento.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A RM das orelhas internas tem boa resolução para partes moles e pode avaliar o envolvimento de tecidos profundos, mas não é o método de escolha para monitorar a resposta terapêutica na OEN. Assim como a TC, não diferencia de forma confiável inflamação ativa de fibrose/sequela. O termo "orelhas internas" também é impreciso, pois a doença acomete o osso temporal e o canal auditivo externo.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A cintilografia óssea com Tecnécio-99 é um exame extremamente sensível para detectar osteíte/osteomielite, sendo útil no diagnóstico precoce. Porém, sua captação permanece aumentada por meses após a resolução da infecção, pois reflete o processo de remodelação óssea. Portanto, não é adequada para monitorar a evolução terapêutica: uma cintilografia que continua positiva não distingue doença ativa de sequela.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A cintilografia com Gálio-67 é o melhor exame para monitorar a resposta terapêutica na OEN, pois o Gálio-67 é um marcador de inflamação/infecção ativa. Com a resolução da infecção, a captação diminui progressivamente, permitindo avaliar a eficácia do tratamento de forma dinâmica. A normalização da captação indica cura, enquanto a persistência sugere falha terapêutica ou recidiva.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o papel dos dois radiofármacos: o Tecnécio-99 é ótimo para o diagnóstico de osteíte, mas péssimo para o seguimento (fica positivo por meses após a cura); o Gálio-67 é o marcador de atividade inflamatória, ideal para monitorar a resposta ao tratamento. Quem sabe que a cintilografia óssea é útil na OEN pode marcar a letra D sem perceber que o enunciado pede especificamente o monitoramento. Com treino, você enxerga essa troca de longe 💪

PEGA ESSA DICA!

Para questões de monitoramento terapêutico em infecções ósseas, lembre-se: Tecnécio-99 = diagnóstico (captação persiste); Gálio-67 = seguimento (captação normaliza com a cura). Se a questão perguntar "qual exame para acompanhar a resposta ao tratamento", a resposta quase sempre será a cintilografia com Gálio-67.

Gabarito: letra E

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