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Questão de Medicina — Epidemiologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaEpidemiologia
Código
qg727472
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Pneumologia Pediátrica
Um lactente de 11 meses de idade, previamente hígido, é admitido no pronto-socorro pediátrico com história de febre, tosse e irritabilidade. Evoluiu rapidamente com taquipneia intensa (frequência respiratória > 60 irpm), tiragem subcostal e saturação de oxigênio de 88% em ar ambiente, necessitando de oxigenoterapia e internação na UTI Pediátrica com diagnóstico de bronquiolite viral grave, preenchendo os critérios de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O médico da UTI solicita o swab de nasofaringe para painel viral, buscando a confirmação etiológica (ex: Vírus Sincicial Respiratório, Influenza, outros).Em um cenário de vigilância epidemiológica integrada do SUS, para esse caso, qual é a conduta obrigatória e seu fundamento?
  1. AO médico não precisa realizar a notificação compulsória imediata do caso, pois a SRAG se torna compulsória apenas após a identificação do agente viral no laboratório, sendo o registro posterior realizado no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).
  2. BO caso se enquadra na Vigilância Sentinela, pois é um lactente com Síndrome Gripal que evoluiu de forma grave, devendo ser notificado apenas após a alta hospitalar, confirmando o desfecho.
  3. CA notificação é compulsória, mas restringe-se aos dados demográficos e clínicos. O médico deveria abster-se de solicitar a coleta de swab para testes virais, pois o foco da vigilância é clínico e radiológico e não etiológico.
  4. DA coleta e o envio de dados do paciente são importantes para o controle da doença, mas a notificação formal não é obrigatória, pois o foco da vigilância universal é apenas para a faixa etária adulta e idosa, mais vulnerável a óbitos por COVID-19 e Influenza.
  5. EO caso é de notificação compulsória imediata e universal de SRAG, e o hospital (mesmo que seja privado ou filantrópico) tem a obrigação de comunicar o SUS, permitindo o monitoramento das formas graves e a preparação da rede de assistência e do PNI.
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GabaritoE — O caso é de notificação compulsória imediata e universal de SRAG, e o hospital (mesmo que seja privado ou filantrópico) tem a obrigação de comunicar o SUS, permitindo o monitoramento das formas graves e a preparação da rede de assistência e do PNI.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Notificação compulsória de SRAG: vigilância universal e imediata

Gabarito: letra E. A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é um agravo de notificação compulsória imediata e universal, independentemente da identificação do agente etiológico, e a obrigação de notificar recai sobre todos os profissionais e instituições de saúde, públicos ou privados, em todo o território nacional, no prazo de 24 horas após o atendimento inicial do caso suspeito. O fundamento está na Portaria de Consolidação nº 4/2017 do Ministério da Saúde (anexo que lista as doenças de notificação compulsória) e nas diretrizes da vigilância epidemiológica do SUS, que visam o monitoramento das formas graves e a preparação da rede de assistência e do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

A SRAG é definida como um caso de Síndrome Gripal (SG) que apresenta sinais de gravidade, como dispneia, desconforto respiratório, saturação de O2 < 95% em ar ambiente, cianose, ou, em crianças, tiragem intercostal, batimento de asa de nariz, desidratação e inapetência. No caso do lactente, a taquipneia intensa (> 60 irpm), a tiragem subcostal e a saturação de 88% em ar ambiente preenchem claramente os critérios de SRAG. A notificação é clínica, ou seja, baseada na suspeita, e não depende da confirmação laboratorial. O objetivo é detectar precocemente surtos e epidemias, monitorar a circulação de vírus respiratórios (como Influenza, VSR e SARS-CoV-2) e subsidiar políticas de prevenção e controle, incluindo a vacinação.

A vigilância da SRAG é universal, o que significa que todos os casos hospitalizados ou óbitos por SRAG devem ser notificados, independentemente da idade, sexo ou presença de comorbidades. Não se trata de vigilância sentinela, que é uma estratégia de monitoramento em unidades de saúde selecionadas para estimar a tendência de determinadas doenças, como a Síndrome Gripal (SG) em unidades sentinela. A SRAG, por sua gravidade e potencial de disseminação, exige notificação de todos os casos, em qualquer serviço de saúde, público ou privado. A coleta de swab de nasofaringe para painel viral é parte integrante da vigilância, pois permite a identificação do agente etiológico, o monitoramento das cepas circulantes e a detecção precoce de novos vírus com potencial pandêmico.

A obrigação de notificar é do profissional de saúde e da instituição de saúde, seja ela pública, privada ou filantrópica. A notificação deve ser feita ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e, no caso de SRAG, também ao SIVEP-Gripe (Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe), no prazo de 24 horas. A comunicação imediata é feita por telefone ou outro meio rápido à vigilância epidemiológica municipal ou estadual, e o registro formal é feito no sistema. A falha na notificação pode configurar infração sanitária, sujeita a penalidades.

A banca explora a confusão entre a notificação de SRAG (universal e imediata) e a vigilância sentinela de SG (que é uma estratégia de monitoramento em unidades selecionadas). A SRAG, por ser um evento de maior gravidade, tem notificação obrigatória para todos os casos, enquanto a SG é monitorada por sentinela. Além disso, a banca tenta induzir o erro ao afirmar que a notificação depende da confirmação laboratorial, quando na verdade é baseada na suspeita clínica. Guarde essa distinção: SRAG = notificação universal e imediata; SG = vigilância sentinela.

1Notificação
Compulsória
Imediata (24h)
Universal (todos os casos)
Baseada na suspeita clínica
2Obrigação de notificar
Profissional de saúde
Instituição (pública, privada ou filantrópica)
3Vigilância
Monitoramento de formas graves
Preparação da rede assistencial
Subsídio ao PNI
4Distinção
SRAG: universal e imediata
SG: vigilância sentinela
SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave)
LEVELsoulevel.com.br
SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave): Notificação (Compulsória, Imediata (24h), Universal (todos os casos), Baseada na suspeita clínica); Obrigação de notificar (Profissional de saúde, Instituição (pública, privada ou filantrópica)); Vigilância (Monitoramento de formas graves, Preparação da rede assistencial, Subsídio ao PNI); Distinção (SRAG: universal e imediata, SG: vigilância sentinela)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a notificação compulsória imediata não é necessária até a identificação do agente viral. Errado: a notificação é baseada na suspeita clínica de SRAG, não na confirmação laboratorial. O caso já preenche os critérios clínicos de SRAG (taquipneia, tiragem, SpO2 88%), portanto a notificação deve ser imediata, em até 24 horas, independentemente do resultado do swab. O registro no SINAN é feito a partir da suspeita, e não após a confirmação etiológica.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que o caso se enquadra na Vigilância Sentinela e que a notificação deve ocorrer apenas após a alta hospitalar. Errado: a SRAG é de notificação universal e imediata, não sentinela. A vigilância sentinela é uma estratégia para monitorar a tendência de doenças como a SG em unidades selecionadas, mas a SRAG, por sua gravidade, exige notificação de todos os casos hospitalizados, no prazo de 24 horas, e não após a alta. O desfecho (alta ou óbito) é registrado posteriormente, mas a notificação inicial é imediata.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que a notificação é compulsória, mas que o médico deveria se abster de solicitar a coleta de swab. Errado: a coleta de amostras para diagnóstico etiológico é parte fundamental da vigilância da SRAG. O Ministério da Saúde indica a coleta de secreção nasofaríngea para detecção de vírus respiratórios em casos suspeitos de SRAG. A notificação não se restringe a dados demográficos e clínicos; a investigação etiológica é essencial para o monitoramento das cepas circulantes e a detecção de novos vírus. A conduta correta é notificar e coletar o swab.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que a notificação formal não é obrigatória e que a vigilância universal é apenas para adultos e idosos. Errado: a notificação de SRAG é obrigatória para todos os casos, incluindo crianças e lactentes, como o caso do enunciado. A vigilância universal abrange todas as faixas etárias, pois as formas graves podem ocorrer em qualquer idade, e a detecção precoce é crucial para a resposta à epidemia. A faixa etária pediátrica, especialmente lactentes, é um grupo de risco para complicações por vírus respiratórios, como o VSR.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa está correta ao afirmar que o caso é de notificação compulsória imediata e universal de SRAG, e que o hospital, mesmo privado ou filantrópico, tem a obrigação de comunicar o SUS. Isso está em conformidade com a legislação sanitária brasileira, que determina que a notificação deve ser realizada por profissionais e instituições de saúde do setor público ou privado, em todo o território nacional, no prazo de 24 horas. O fundamento é o monitoramento das formas graves, a preparação da rede de assistência e o subsídio ao PNI, que utiliza os dados de vigilância para definir estratégias de vacinação.

Gabarito: letra E

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