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Questão de Medicina — Endocrinologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaEndocrinologia
Código
qg727668
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Ultrassonografia
Paciente do sexo masculino, 27 anos, negro, obeso, sedentário, procurou atendimento no pronto-socorro por dor na região cervical. Relata dificuldade em engolir e dores nas pernas há algum tempo. O exame físico não apontou nada que chamasse a atenção. No ultrassom cervical, identificou-se, no lobo esquerdo da tireoide, nódulo sólido, hipoecoico, de contornos irregulares, mais largo que alto, com discreta vascularização ao doppler colorido. Com base nessas informações, assinale a alternativa que apresenta a pontuação e classificação TI-RADS desse nódulo.
  1. A6 pontos, TI-RADS 4.
  2. B3 pontos, TI-RADS 3.
  3. C6 pontos, TI-RADS 5.
  4. D5 pontos, TI-RADS 5.
  5. E6 pontos, TI-RADS 3.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — 6 pontos, TI-RADS 4.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Nódulo tireoidiano: pontuação e classificação TI-RADS (ACR)

Gabarito: letra A. O nódulo descrito — sólido, hipoecoico, mais largo que alto, de contornos irregulares — soma 6 pontos no sistema TI-RADS do American College of Radiology (ACR), o que o classifica como TI-RADS 4 (TR4), categoria de risco intermediário. A pontuação é obtida pela soma dos pontos atribuídos a cada característica ultrassonográfica: composição (sólido = 2 pontos), ecogenicidade (hipoecoico = 2 pontos), forma (mais largo que alto = 0 pontos), margem (irregular = 2 pontos) e focos ecogênicos (ausentes = 0 pontos). A alternativa A é a única que reflete corretamente essa soma e a classificação correspondente.

O sistema TI-RADS (Thyroid Imaging Reporting and Data System) do ACR é uma ferramenta padronizada para estratificar o risco de malignidade de nódulos tireoidianos com base em cinco categorias ultrassonográficas: composição, ecogenicidade, forma, margem e focos ecogênicos. Cada categoria recebe uma pontuação específica, e a soma total determina o nível de risco (TR1 a TR5), que orienta a conduta, como a indicação de punção aspirativa por agulha fina (PAAF).

A pontuação é atribuída da seguinte forma:

  • Composição: cístico ou quase completamente cístico = 0 pontos; espongiforme = 0 pontos; sólido-cístico (misto) = 1 ponto; sólido ou completamente calcificado = 2 pontos.

  • Ecogenicidade: anecoico = 0 pontos; hiperecoico ou isoecoico = 1 ponto; hipoecoico = 2 pontos; muito hipoecoico = 3 pontos.

  • Forma: mais largo que alto = 0 pontos; mais alto que largo = 3 pontos.

  • Margem: lisa = 0 pontos; mal definida (indefinida) = 0 pontos; lobulada ou irregular = 2 pontos; extensão extratireoidiana = 3 pontos.

  • Focos ecogênicos: nenhum ou artefato em cauda de cometa = 0 pontos; macrocalcificações = 1 ponto; calcificações periféricas = 2 pontos; focos ecogênicos puntiformes = 3 pontos.

A soma dos pontos define a categoria: 0 pontos = TR1 (benigno); 2 pontos = TR2 (não suspeito); 3 pontos = TR3 (levemente suspeito); 4 a 6 pontos = TR4 (moderadamente suspeito); 7 pontos ou mais = TR5 (altamente suspeito).

No caso apresentado, o nódulo é sólido (2 pontos), hipoecoico (2 pontos), mais largo que alto (0 pontos), com margens irregulares (2 pontos) e sem focos ecogênicos descritos (0 pontos). A soma é 2 + 2 + 0 + 2 + 0 = 6 pontos, o que corresponde à categoria TR4.

A classificação TI-RADS é fundamental para decidir a necessidade de PAAF. As recomendações do ACR indicam PAAF para nódulos TR3 com diâmetro máximo ≥ 2,5 cm, TR4 com ≥ 1,5 cm e TR5 com ≥ 1,0 cm. No caso, o tamanho do nódulo não foi informado, mas a classificação TR4 já o coloca em risco intermediário, e a conduta dependerá do tamanho.

A banca explora a confusão entre a pontuação e a categoria final. É comum o candidato somar os pontos corretamente (6) mas associar a categoria errada (TR5 ou TR3). A categoria TR5 exige pontuação ≥ 7, enquanto TR3 corresponde a exatamente 3 pontos. A alternativa C (6 pontos, TR5) e a alternativa E (6 pontos, TR3) erram justamente nessa associação. A alternativa B (3 pontos, TR3) subestima a pontuação, ignorando características suspeitas como a hipoecogenicidade e as margens irregulares. A alternativa D (5 pontos, TR5) erra tanto na soma quanto na categoria.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A soma das pontuações é 6 pontos (sólido = 2, hipoecoico = 2, mais largo que alto = 0, margem irregular = 2, sem focos = 0). A categoria correspondente é TR4, pois o intervalo de 4 a 6 pontos define o risco moderadamente suspeito. Esta é a única alternativa que apresenta a pontuação e a classificação corretas.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma 3 pontos e TR3. A pontuação está subestimada: ignora os 2 pontos da composição sólida e os 2 pontos da margem irregular, contabilizando apenas a ecogenicidade hipoecoica (2 pontos) e a forma mais larga que alta (0 pontos), o que daria 2 pontos, não 3. Além disso, a categoria TR3 corresponde a exatamente 3 pontos, o que não se aplica ao nódulo descrito.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Acerta a pontuação (6 pontos), mas erra a classificação ao atribuir TR5. A categoria TR5 exige pontuação ≥ 7 pontos. Com 6 pontos, o nódulo se enquadra em TR4, não em TR5. A banca troca o limite superior da faixa TR4 (6 pontos) pelo início da faixa TR5 (7 pontos).

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erra tanto na pontuação (5 pontos) quanto na classificação (TR5). A pontuação correta é 6, não 5, e a categoria correta é TR4, não TR5. A alternativa parece combinar uma soma incorreta com uma categoria que não corresponde a essa soma.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Acerta a pontuação (6 pontos), mas erra a classificação ao atribuir TR3. A categoria TR3 corresponde a exatamente 3 pontos, não a 6. A banca inverte a relação entre pontuação e categoria, associando uma pontuação alta a uma categoria de baixo risco.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre a pontuação total e a categoria final. O candidato pode somar os pontos corretamente (6) mas associar a categoria errada (TR5 ou TR3). Lembre-se: TR4 abrange de 4 a 6 pontos; TR5 exige 7 ou mais; TR3 é exatamente 3 pontos. Com treino, você fixa os intervalos e evita essa troca.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de TI-RADS, monte uma tabela mental com as cinco categorias e seus intervalos de pontos: TR1 (0), TR2 (2), TR3 (3), TR4 (4-6), TR5 (≥7). Ao ler o enunciado, anote a pontuação de cada característica e some antes de olhar as alternativas. Isso evita erros de associação.

Gabarito: letra A

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