Questão de Medicina — Neurologia — INSTITUTO AOCP 2026
- Código
- qg727686
- Banca
- INSTITUTO AOCP
- Órgão
- SES-SC
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico - Ultrassonografia
- Acorpo caloso.
- Bcavum do septo pelúcido.
- Cvermis.
- Dfossa posterior.
- Efissura de Sylvius.
GabaritoE — fissura de Sylvius.
Gabarito: letra E. No plano sagital mediano da neurossonografia fetal, as estruturas da linha média — corpo caloso, cavum do septo pelúcido, vermis cerebelar e fossa posterior — são identificadas de forma rotineira. A fissura de Sylvius, por sua vez, é uma estrutura lateral (visível em cortes coronais e axiais), não sendo avaliada no plano sagital mediano. A questão pede a estrutura que não se identifica nesse plano, sendo a letra E a resposta correta.
A neurossonografia fetal é um método de imagem utilizado para avaliar a anatomia do sistema nervoso central do feto, sendo o plano sagital mediano um dos cortes fundamentais. Nesse plano, o feixe de ultrassom atravessa a linha média do crânio, permitindo a visualização de estruturas que se situam exatamente nesse eixo. É um corte essencial para a avaliação de malformações como a agenesia do corpo caloso, a holoprosencefalia e a displasia septo-óptica, conforme descrito na literatura de referência.
As estruturas que se identificam no plano sagital mediano incluem o corpo caloso (a grande comissura inter-hemisférica), o cavum do septo pelúcido (uma cavidade virtual localizada anteriormente, entre os cornos frontais dos ventrículos laterais), o vermis (a porção mediana do cerebelo, localizada na fossa posterior) e a fossa posterior (o compartimento intracraniano que abriga o cerebelo e o tronco encefálico). Essas estruturas são avaliadas quanto à sua presença, morfologia e medidas, sendo fundamentais para o rastreio de anomalias.
A fissura de Sylvius (ou fissura lateral) é um sulco profundo que separa o lobo temporal dos lobos frontal e parietal. Ela é uma estrutura bilateral e lateral, não pertencendo ao plano sagital mediano. Sua avaliação é feita em cortes coronais ou axiais, onde se observa a sua morfologia e a sua relação com as demais estruturas. A confusão entre os planos de corte é uma armadilha clássica: o candidato pode associar a fissura de Sylvius a uma estrutura da linha média por ser uma estrutura cerebral proeminente, mas ela não é visível no plano sagital mediano.
Na prática, o examinador deve conhecer a anatomia ultrassonográfica fetal e os planos de corte padronizados. O plano sagital mediano é obtido com a insonação na fontanela anterior, e é nele que se mede o corpo caloso, se avalia o cavum do septo pelúcido e se observa a fossa posterior. A fissura de Sylvius, por ser lateral, não faz parte desse corte. Essa distinção é o critério decisivo para a resolução da questão: identificar qual estrutura é lateral e, portanto, não pertence ao plano sagital mediano.
O corpo caloso é uma estrutura da linha média, localizada superiormente ao terceiro ventrículo. No plano sagital mediano, ele é visualizado em toda a sua extensão (joelho, corpo e esplênio), sendo uma das estruturas mais importantes a serem avaliadas. Sua agenesia ou hipoplasia é uma malformação comum, e sua avaliação é feita justamente nesse corte. Portanto, a alternativa está correta ao afirmar que o corpo caloso é identificado no plano sagital mediano.
O cavum do septo pelúcido é uma estrutura da linha média, localizada anteriormente, entre os cornos frontais dos ventrículos laterais. No plano sagital mediano, ele é visualizado como uma estrutura anecoica (escura) em forma de crescente, anterior ao corpo caloso. Sua presença é um marcador de normalidade do desenvolvimento cerebral fetal, e sua ausência pode estar associada a malformações como a holoprosencefalia. Portanto, a alternativa está correta.
O vermis é a porção mediana do cerebelo, localizada na fossa posterior. No plano sagital mediano, ele é visualizado como uma estrutura ecogênica (brilhante) em forma de leque, posterior ao tronco encefálico. Sua avaliação é fundamental para o diagnóstico de malformações como a síndrome de Dandy-Walker, que se caracteriza pela agenesia ou hipoplasia do vermis. Portanto, a alternativa está correta.
A fossa posterior é o compartimento intracraniano que abriga o cerebelo, o tronco encefálico e o quarto ventrículo. No plano sagital mediano, ela é visualizada como a região posterior e inferior do crânio, onde se observa o vermis, o tronco e a cisterna magna. Sua avaliação é essencial para o diagnóstico de malformações da fossa posterior. Portanto, a alternativa está correta.
A fissura de Sylvius é uma estrutura lateral, que separa o lobo temporal dos lobos frontal e parietal. Ela não é uma estrutura da linha média e, portanto, não é identificada no plano sagital mediano. Sua avaliação é feita em cortes coronais ou axiais, onde se observa a sua morfologia e a sua relação com as demais estruturas. A alternativa está incorreta ao afirmar que a fissura de Sylvius é identificada no plano sagital mediano, sendo esta a resposta pedida pela banca (EXCETO).
A banca explora a confusão entre estruturas da linha média e estruturas laterais. O candidato pode associar a fissura de Sylvius a uma estrutura central por ser uma estrutura cerebral proeminente, mas ela é lateral e não pertence ao plano sagital mediano. Lembre-se: no plano sagital mediano, avaliam-se as estruturas da linha média (corpo caloso, cavum do septo pelúcido, vermis, fossa posterior); as estruturas laterais (fissura de Sylvius, ínsula, lobo temporal) são avaliadas em outros planos.
Gabarito: letra E — a fissura de Sylvius é a estrutura que não se identifica no plano sagital mediano da neurossonografia fetal.
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