Questão de Medicina — Oncologia — INSTITUTO AOCP 2026
MedicinaOncologia
- Código
- qg727698
- Banca
- INSTITUTO AOCP
- Órgão
- SES-SC
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico - Urologia
Homem de 63 anos, tabagista prévio, com cistoscopia e biópsia que confirmaram carcinoma urotelial invasivo de bexiga (MIBC).Estadiamento inicial:• TC de abdome/pelve: lesão vesical lateral direita, sem linfonodos aumentados.• TC de tórax: sem metástases.• Estadiamento clínico: cT3a N0 M0.Elegível à cisplatina, recebeu 4 ciclos de quimioterapia neoadjuvante com gemcitabina + cisplatina e, em seguida, foi submetido à cistectomia radical com linfadenectomia pélvica.Histopatológico:• Bexiga: carcinoma urotelial de alto grau, ypT3a.• Linfonodos: 2/18 positivos (ypN1).• Margens cirúrgicas negativas.• PD-L1 tumoral: 15%.Função renal pós-operatória: TFGe 55 mL/min, bom estado geral.Entre as seguintes opções, qual é a conduta adjuvante mais adequada de acordo com as evidências atuais?
- AObservação em seguimento imagem-laboratorial, pois já recebeu quimioterapia neoadjuvante e não há benefício comprovado de terapia adjuvante adicional nesse cenário.
- BRadioterapia pélvica isolada, sem terapia sistêmica, pois melhora sobrevida global em todos pacientes ypT3–4 ou N+.
- CRepetir quimioterapia com esquema à base de cisplatina (mais 4 ciclos), pois o benefício de platina em dose maior é superior à imunoterapia adjuvante.
- DIniciar nivolumabe adjuvante por 1 ano, pois tratase de tumor de alto risco (ypT2–4 e/ou N+) após tratamento cirúrgico, mesmo com quimioterapia neoadjuvante prévia.
- EIniciar pembrolizumabe adjuvante por 2 anos, pois esse é o único imunoterápico com benefício comprovado em MIBC após quimioterapia neoadjuvante.