Pular para o conteúdo principal

Questão de Medicina — Urologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaUrologia
Código
qg727725
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Urologia
Homem de 67 anos, com HPB e duas internações prévias por infecção de trato urinário (ITU), apresenta febre, calafrios, disúria intensa e dor perineal. Ao exame: toque retal doloroso. Exames demonstram: urina tipo I: nitrito +, leucócitos ++. RPM: 420 mL. Após iniciar antibiótico empírico oral, ele retorna em 24h sem melhora e com piora da febre.Considerando prostatite aguda, qual é a conduta mais adequada?
  1. AManter antibiótico oral e aguardar 72 horas, pois a prostatite evolui lentamente.
  2. BSolicitar PSA e repetir em 48h para avaliar risco de neoplasia.
  3. CRealizar TC apenas após 7 dias de antibiótico, independentemente da resposta clínica.
  4. DEvitar sondagem sob qualquer circunstância pela chance de bacteremia.
  5. EInternar, iniciar antibiótico IV de amplo espectro e considerar drenagem caso haja suspeita de abscesso.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Internar, iniciar antibiótico IV de amplo espectro e considerar drenagem caso haja suspeita de abscesso.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Prostatite aguda: conduta na falha terapêutica

Gabarito: letra E. Em prostatite aguda com sinais de gravidade (febre persistente, calafrios, dor perineal intensa) e falha da antibioticoterapia oral empírica em 24 horas, a conduta é internar, iniciar antibiótico intravenoso de amplo espectro e considerar drenagem se houver suspeita de abscesso prostático — conduta alinhada aos princípios de manejo de infecções complicadas e sepse de origem urinária.

A prostatite aguda é uma infecção bacteriana da próstata, geralmente causada por enterobactérias (Escherichia coli é o agente mais comum), que se manifesta com início súbito de febre, calafrios, dor perineal, disúria e, por vezes, retenção urinária. O diagnóstico é essencialmente clínico, com toque retal doloroso, e o tratamento inicial pode ser ambulatorial com antibiótico oral em casos leves. Porém, a falha terapêutica em 24–48 horas, a presença de sinais sistêmicos (febre alta, calafrios) e a suspeita de complicações (abscesso, sepse) impõem a mudança de estratégia: internação hospitalar, antibioticoterapia parenteral de amplo espectro e avaliação de drenagem cirúrgica ou percutânea quando há abscesso. A retenção urinária (RPM de 420 mL) também precisa ser manejada, geralmente com sondagem vesical de alívio ou demora, apesar do risco teórico de bacteremia — o benefício de desobstruir supera o risco quando há retenção significativa.

A banca explora aqui a diferença entre o manejo da prostatite aguda não complicada (que pode ser ambulatorial) e o da prostatite aguda complicada ou com falha terapêutica (que exige internação e via intravenosa). O paciente do enunciado tem fatores de risco (HPB, ITUs prévias), apresenta quadro sistêmico e não respondeu ao antibiótico oral em 24 horas — cenário que demanda escalonamento imediato do cuidado. A alternativa E é a única que contempla integralmente essa conduta: internar, usar antibiótico IV de amplo espectro e considerar drenagem se houver suspeita de abscesso.

O ponto central é reconhecer os sinais de alarme que indicam a necessidade de internação e terapia parenteral: febre persistente ou piora clínica apesar do antibiótico oral, sinais de sepse, retenção urinária aguda, imunossupressão ou comorbidades descompensadas. A suspeita de abscesso prostático (próstata flutuante ao toque, piora progressiva) é indicação de drenagem, seja transretal, transperineal ou cirúrgica, além da antibioticoterapia prolongada (14–28 dias).

Guarde este critério: falha do antibiótico oral em 24–48 horas + sinais sistêmicos = internação + antibiótico IV + considerar drenagem. É exatamente essa combinação que separa a alternativa correta das demais.

  1. 1Casos leves: antibiótico oral ambulatorial
  2. 2Falha em 24–48h ou sinais sistêmicos
  3. 3Internar + antibiótico IV amplo espectro
  4. 4Suspeita de abscesso: considerar drenagem
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

Manter antibiótico oral e aguardar 72 horas é conduta inadequada diante da piora clínica em 24 horas. A prostatite aguda pode evoluir rapidamente para abscesso ou sepse, e a falha terapêutica precoce é sinal de alarme que exige escalonamento, não observação prolongada. Aguardar 72 horas com piora da febre aumenta o risco de complicações graves.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Solicitar PSA e repetir em 48h para avaliar risco de neoplasia é um erro de priorização. O PSA pode estar elevado na prostatite aguda (inflamação), mas não é o foco da conduta imediata — o paciente tem infecção aguda com sinais de gravidade, e a investigação de neoplasia deve ser adiada para após a resolução do quadro inflamatório. A conduta imediata é tratar a infecção, não rastrear câncer.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Realizar TC apenas após 7 dias de antibiótico, independentemente da resposta clínica, contraria a necessidade de avaliação precoce por imagem quando há falha terapêutica ou suspeita de complicação. A diretriz é considerar imagem (TC ou US) se não houver melhora em 24–48 horas ou se a febre persistir por mais de 3–5 dias — não esperar 7 dias de forma fixa, principalmente com piora clínica.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Evitar sondagem sob qualquer circunstância pela chance de bacteremia é uma generalização perigosa. Na retenção urinária aguda (RPM de 420 mL), a desobstrução vesical é necessária e a sondagem é indicada, apesar do risco teórico de bacteremia — que pode ser mitigado com antibiótico em curso. A alternativa erra ao transformar uma precaução em contraindicação absoluta.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Internar, iniciar antibiótico IV de amplo espectro e considerar drenagem caso haja suspeita de abscesso é a conduta correta. A falha do antibiótico oral em 24 horas, com piora da febre e sinais sistêmicos, indica necessidade de terapia parenteral e monitoramento hospitalar. A suspeita de abscesso prostático (próstata flutuante, piora progressiva) impõe avaliação de drenagem, além da antibioticoterapia prolongada.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta fazer o candidato confundir o manejo da prostatite aguda não complicada (que pode ser ambulatorial com antibiótico oral) com o da prostatite complicada ou com falha terapêutica (que exige internação e via intravenosa). O enunciado entrega a pista: piora em 24h, febre persistente, RPM elevado — tudo indica gravidade. Não caia na armadilha de "aguardar" ou "evitar sondagem" quando há retenção e sinais sistêmicos.

PEGA ESSA DICA!

Na prova, identifique os sinais de alarme que mandam internar: falha do antibiótico oral em 24–48h, febre persistente, sinais de sepse, retenção urinária aguda, imunossupressão. Se a alternativa mencionar "aguardar", "repetir exame" ou "evitar procedimento" diante desses sinais, descarte-a. A conduta certa sempre envolve escalonar o cuidado: IV, internação e considerar drenagem.

Gabarito: letra E

Link permanente: /questoes/qg727725