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Questão de Medicina — Cirurgia Geral — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaCirurgia Geral
Código
qg727753
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área Cirurgia Geral
Paciente do sexo feminino, 67 anos, feodérmica, vinha sendo tratada de úlcera péptica com inibidor de bomba de prótons após tratamento adequado do H. pylori, que foi negativado. Mesmo assim, ela evoluiu com estenose pilórica, incluindo o bulbo duodenal, conseguindo alimentar-se apenas com dieta líquida sem resíduos. Assinale a alternativa que apresenta o tratamento adequado para essa paciente.
  1. ADilatação endoscópica piloro duodenal com o uso de balão e velas.
  2. BPiloroplastia à Heineke-Mikulicz por laparoscopia.
  3. CHemigastrectomia e restabelecimento do trânsito com o duodeno.
  4. DGastrojejunostomia laterolateral com a curvatura gástrica maior.
  5. EAntropilorectomia e anastomose gastroduodenal terminoterminal.
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GabaritoE — Antropilorectomia e anastomose gastroduodenal terminoterminal.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Estenose pilórica benigna: tratamento cirúrgico

Gabarito: letra E. Para estenose pilórica benigna, refratária ao tratamento clínico e com acometimento do bulbo duodenal, a cirurgia de escolha é a antropilorectomia com anastomose gastroduodenal terminoterminal (gastrectomia distal com reconstrução à Billroth I). As demais opções são inadequadas por não ressecarem a área estenosada ou por serem procedimentos de exceção/derivação, não indicados como tratamento definitivo nesse cenário.

A estenose pilórica é uma complicação tardia da úlcera péptica, caracterizada por fibrose e cicatrização que estreitam o canal pilórico e o bulbo duodenal, impedindo o esvaziamento gástrico. No caso descrito, a paciente já foi tratada para H. pylori (negativado) e usa IBP, mas evoluiu com obstrução fixa — ou seja, a estenose é orgânica e irreversível, não funcional. Nessa situação, o tratamento endoscópico (dilatação) tem altas taxas de recorrência e a cirurgia é o tratamento definitivo.

O princípio do tratamento cirúrgico é ressecar a zona estenosada (antro + piloro + porção proximal do duodeno) e restabelecer o trânsito gastrintestinal. A gastrectomia distal (antropilorectomia) com anastomose gastroduodenal terminoterminal (Billroth I) cumpre exatamente esse papel: remove o piloro fibrótico e reconecta o coto gástrico diretamente ao duodeno, preservando o trajeto fisiológico do alimento. É a operação clássica para estenose pilórica benigna em pacientes com boas condições clínicas.

As alternativas incorretas representam procedimentos que ou não tratam a causa (dilatação, derivação), ou são tecnicamente inadequados para o caso (piloroplastia sem ressecção, hemigastrectomia com reconstrução ao duodeno que não remove o buldo duodenal estenosado). A escolha da reconstrução (Billroth I vs. Billroth II) depende da extensão da estenose duodenal: se o bulbo estiver muito comprometido, pode ser necessário Billroth II (gastrojejunostomia), mas a descrição do caso (estenose incluindo o bulbo, mas sem detalhar extensão) favorece a ressecção com anastomose terminoterminal, que é a opção que melhor se alinha ao princípio de ressecar a área doente.

Guarde o critério decisivo: estenose orgânica benigna → ressecção da área estenosada + reconstrução do trânsito. É exatamente esse critério que separa a alternativa correta das demais.

1Estenose curta e isolada
Dilatação endoscópica
Piloroplastia
2Estenose extensa (inclui bulbo)
Antropilorectomia + Billroth I
3Alto risco cirúrgico
Derivação (gastrojejunostomia)
Estenose pilórica benigna
LEVELsoulevel.com.br
Estenose pilórica benigna: Estenose curta e isolada (Dilatação endoscópica, Piloroplastia); Estenose extensa (inclui bulbo) (Antropilorectomia + Billroth I); Alto risco cirúrgico (Derivação (gastrojejunostomia))

Alternativa A — ❌ Incorreta

A dilatação endoscópica com balão é uma opção para estenoses curtas e não complicadas, mas tem alta taxa de recorrência em estenoses fibróticas extensas, como a descrita (que inclui o bulbo duodenal). Além disso, a paciente já falhou no tratamento clínico e apresenta obstrução fixa — a dilatação não é o tratamento definitivo de escolha nesse cenário.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A piloroplastia à Heineke-Mikulicz é um procedimento que amplia o piloro sem ressecar a área estenosada. É indicada para estenoses curtas e isoladas do piloro, não para estenoses que se estendem ao bulbo duodenal. Nesse caso, a fibrose extensa não seria tratada adequadamente, com alto risco de recorrência da obstrução.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A hemigastrectomia com restabelecimento do trânsito com o duodeno (Billroth I) é uma opção, mas a descrição "hemigastrectomia" é menos precisa que "antropilorectomia" — e, mais importante, a alternativa não especifica a anastomose terminoterminal, que é o detalhe técnico que garante a ressecção completa da área estenosada. Além disso, a hemigastrectomia é um termo mais amplo que pode incluir ressecções maiores que o necessário. A alternativa E é mais precisa e específica para o caso.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A gastrojejunostomia laterolateral (Billroth II) é uma derivação: cria um desvio do estômago para o jejuno, sem ressecar a área estenosada. É uma opção paliativa para pacientes de alto risco cirúrgico ou com estenose maligna irressecável. No caso de estenose benigna em paciente com boas condições, a ressecção é preferível, pois a derivação deixa a área doente em continuidade com o trato digestivo, com risco de sangramento, ulceração e até malignização.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A antropilorectomia (gastrectomia distal) com anastomose gastroduodenal terminoterminal (Billroth I) é o tratamento cirúrgico clássico para estenose pilórica benigna. Ela remove o antro, o piloro e a porção proximal do duodeno (a área estenosada) e reconecta o estômago ao duodeno, restaurando o trânsito fisiológico. É a opção que melhor se alinha ao princípio de ressecar a zona doente e reconstruir o trânsito, sendo a escolha adequada para a paciente descrita.

PEGA ESSA DICA!

Para estenose pilórica benigna, memorize o algoritmo: estenose curta e isolada → dilatação ou piloroplastia; estenose extensa (incluindo bulbo) → ressecção (antropilorectomia + Billroth I); paciente de alto risco → derivação (gastrojejunostomia). A banca explora exatamente essa gradação de complexidade.

Gabarito: letra E

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