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Questão de Medicina — Médico da Família — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaMédico da Família
Código
qg727791
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área Cirurgia Oncológica
Mulher de 54 anos comparece à Unidade Básica de Saúde trazendo mamografia de rastreamento classificada como BI-RADS 4C. Ao exame clínico, identifica-se nódulo endurecido de aproximadamente 2,5 cm em quadrante superior externo da mama direita, sem linfonodos axilares palpáveis. Considerando a organização da Rede de Atenção à Saúde, a Linha de Cuidado do Câncer de Mama e a Política Nacional de Atenção Oncológica, a conduta imediata de regulação mais adequada é
  1. Asolicitar ultrassonografia mamária complementar e aguardar o laudo antes de avaliar a necessidade de encaminhamento.
  2. Bregistrar o caso no sistema de regulação e encaminhar para avaliação em serviço especializado (UNACON ou CACON) para biópsia e estadiamento.
  3. Cproceder à punção aspirativa por agulha fina na UBS e encaminhar se o resultado citológico sugerir malignidade.
  4. Dsolicitar biópsia guiada por ultrassom e exames de estadiamento, orientar a paciente a retornar à UBS com os resultados e, após isso, avaliar o encaminhamento à atenção especializada.
  5. Emanter seguimento clínico periódico na atenção primária, observando evolução antes de acionar a regulação.
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GabaritoB — registrar o caso no sistema de regulação e encaminhar para avaliação em serviço especializado (UNACON ou CACON) para biópsia e estadiamento.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Câncer de mama: fluxo de regulação na Atenção Primária

Gabarito: letra B. Diante de mamografia BI-RADS 4C (alta suspeita de malignidade) com nódulo palpável, a conduta imediata é registrar o caso no sistema de regulação e encaminhar para avaliação em serviço especializado (UNACON ou CACON) para biópsia e estadiamento — não se deve aguardar exames complementares na APS nem realizar procedimentos invasivos na UBS. Essa conduta está alinhada à Política Nacional de Atenção Oncológica e à Linha de Cuidado do Câncer de Mama, que priorizam o acesso rápido ao diagnóstico definitivo em serviços habilitados.

O BI-RADS 4C representa alta suspeita de malignidade (probabilidade entre 50% e 95%). Nesse cenário, a investigação diagnóstica definitiva — biópsia por fragmento (core biopsy) e estadiamento — deve ocorrer em serviço especializado, pois exige recursos como biópsia guiada por imagem, avaliação por mastologista e equipe multidisciplinar. A Atenção Primária à Saúde (APS) tem papel fundamental na detecção precoce, no acolhimento e na coordenação do cuidado, mas não dispõe de estrutura para procedimentos diagnósticos complexos. A regulação é o mecanismo que organiza o fluxo entre os pontos de atenção, garantindo prioridade para casos suspeitos de câncer.

A Linha de Cuidado do Câncer de Mama estabelece que, após suspeita clínica ou mamográfica, a paciente deve ser encaminhada para confirmação diagnóstica em até 30 dias (meta do Ministério da Saúde). O Sistema de Regulação (SISREG ou equivalente) é a ferramenta que viabiliza esse encaminhamento, priorizando casos com alta suspeita. A UNACON (Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia) e o CACON (Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia) são os serviços habilitados para diagnóstico e tratamento do câncer.

A Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) na UBS é inadequada para lesões sólidas suspeitas, pois fornece material para citologia, que não permite avaliação da arquitetura tecidual (invasão, grau histológico, receptores hormonais). O padrão-ouro é a biópsia por fragmento (core biopsy), que fornece material para anatomopatológico e imuno-histoquímica — essenciais para o planejamento terapêutico. Além disso, a PAAF na UBS não é procedimento de rotina da APS e pode atrasar o diagnóstico definitivo.

A ultrassonografia complementar (alternativa A) pode ser útil para caracterizar a lesão, mas não deve retardar o encaminhamento em caso de BI-RADS 4C. A biópsia guiada por ultrassom (alternativa D) é procedimento especializado, não realizado na UBS. O seguimento clínico (alternativa E) é absolutamente contraindicado diante de alta suspeita de malignidade.

A pegadinha desta questão está em confundir o papel da APS: ela não deve realizar procedimentos diagnósticos invasivos nem aguardar exames complementares para só então encaminhar. O fluxo correto é suspeita → regulação → serviço especializado → biópsia e estadiamento. A alternativa B é a única que reflete esse fluxo de forma imediata e adequada.

  1. 1Suspeita (BI-RADS 4C)
  2. 2Regulação (SISREG)
  3. 3UNACON/CACON
  4. 4Biópsia e estadiamento
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Solicitar ultrassonografia complementar e aguardar o laudo antes de avaliar o encaminhamento retarda o acesso ao diagnóstico definitivo. Em BI-RADS 4C, a suspeita já é alta e a US não muda a necessidade de biópsia em serviço especializado. A US pode ser útil como complemento, mas não deve condicionar o encaminhamento.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Registrar no sistema de regulação e encaminhar para UNACON/CACON para biópsia e estadiamento é a conduta imediata correta. O BI-RADS 4C exige confirmação histológica em serviço habilitado, com prioridade na regulação. A alternativa espelha exatamente o fluxo da Linha de Cuidado: suspeita → regulação → serviço especializado.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A PAAF na UBS é inadequada para lesões sólidas suspeitas: fornece citologia, não histologia, e não permite avaliação de invasão ou receptores. Além disso, a PAAF não é procedimento de rotina da APS e pode gerar resultado falso-negativo. O correto é biópsia por fragmento em serviço especializado.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Solicitar biópsia guiada por ultrassom e exames de estadiamento na UBS é inviável: esses procedimentos exigem infraestrutura e equipe especializada (mastologista, radiologista, patologista). A alternativa inverte o fluxo: a APS não realiza biópsia, apenas encaminha para quem realiza.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Manter seguimento clínico periódico diante de BI-RADS 4C é contraindicado — há alta suspeita de malignidade e o atraso pode comprometer o prognóstico. A conduta é encaminhamento imediato, não observação.

Gabarito: letra B

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