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Questão de Medicina — Pneumologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaPneumologia
Código
qg727817
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área Cirurgia Oncológica
Um homem de 60 anos, portador de carcinoma pulmonar de não pequenas células (CPNPC) metastático, apresenta alta expressão tumoral de PD-L1 (TPS 80%). Foi iniciado tratamento com pembrolizumabe, um anticorpo monoclonal amplamente empregado na imunoterapia do CPNPC avançado. Assinale a alternativa que descreve corretamente o efeito imunológico esperado dessa terapêutica.
  1. AInibe a transdução de sinal da tirosina-quinase EGFR, bloqueando a proliferação celular.
  2. BReduz a ligação do CTLA-4, potencializando a ativação de linfócitos T na fase inicial da resposta imune.
  3. CInterrompe a via do VEGF, diminuindo a formação de novos vasos tumorais.
  4. DImpede a interação entre PD-1 e PD-L1, permitindo a reativação citotóxica das células T contra o tumor.
  5. EEstimula diretamente a lise tumoral por mecanismo de anticorpo-dependente.
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GabaritoD — Impede a interação entre PD-1 e PD-L1, permitindo a reativação citotóxica das células T contra o tumor.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Imunoterapia no CPNPC: mecanismo de ação do pembrolizumabe

Gabarito: letra D. O pembrolizumabe é um anticorpo monoclonal anti-PD-1 que impede a interação entre PD-1 (presente em linfócitos T) e PD-L1 (expresso nas células tumorais), bloqueando o sinal inibitório e permitindo a reativação da resposta citotóxica das células T contra o tumor. Essa é exatamente a descrição da alternativa D, que espelha o mecanismo de ação dos inibidores de checkpoint imunológico (IPCIs).

O sistema imune possui mecanismos de autorregulação para evitar respostas exacerbadas e autoimunes. Um desses mecanismos é a via PD-1/PD-L1: quando o receptor PD-1, presente na superfície dos linfócitos T, se liga ao seu ligante PD-L1 (expresso em células tumorais e em células imunes do microambiente), ocorre um sinal inibitório que "desliga" a célula T, impedindo que ela ataque o tumor. As células cancerosas exploram esse mecanismo ao superexpressar PD-L1, criando um escudo que as protege da destruição imunológica.

O pembrolizumabe é um anticorpo monoclonal IgG que se liga ao PD-1, bloqueando fisicamente a interação com PD-L1. Com esse bloqueio, o sinal inibitório é interrompido, e as células T são "reativadas", podendo exercer sua função citotóxica contra as células tumorais. No CPNPC metastático com alta expressão de PD-L1 (TPS ≥ 50%), o pembrolizumabe em monoterapia demonstrou superioridade em sobrevida global quando comparado à quimioterapia, conforme ensaios clínicos de fase 3. No caso apresentado, o paciente tem TPS de 80%, sendo candidato ideal a essa terapia.

É importante distinguir os diferentes alvos terapêuticos no câncer de pulmão. Enquanto os inibidores de checkpoint atuam na modulação da resposta imune, outras terapias-alvo atuam em vias de sinalização específicas das células tumorais, como a via EGFR (tirosina-quinase) e a via VEGF (angiogênese). A compreensão dessas diferenças é essencial para a prática clínica e para responder questões sobre mecanismos de ação.

A pegadinha desta questão está em associar o pembrolizumabe a outros mecanismos de ação, como inibição de EGFR, CTLA-4 ou VEGF, que pertencem a classes terapêuticas distintas. O candidato deve reconhecer que o pembrolizumabe é um anti-PD-1, e não um inibidor de tirosina-quinase, anti-CTLA-4 ou anti-VEGF. Guarde essa distinção: é exatamente nela que as alternativas se dividem.

1Mecanismo de ação
Bloqueia PD-1 (linfócito T)
Impede ligação PD-1/PD-L1
Reativa resposta citotóxica T
2Alvo no tumor
PD-L1 superexpresso
TPS ≥ 50% (candidato ideal)
3Distinção de outras terapias
Inibidor de EGFR (tirosina-quinase)
Anti-CTLA-4 (ipilimumabe)
Anti-VEGF (bevacizumabe)
Pembrolizumabe (anti-PD-1)
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Pembrolizumabe (anti-PD-1): Mecanismo de ação (Bloqueia PD-1 (linfócito T), Impede ligação PD-1/PD-L1, Reativa resposta citotóxica T); Alvo no tumor (PD-L1 superexpresso, TPS ≥ 50% (candidato ideal)); Distinção de outras terapias (Inibidor de EGFR (tirosina-quinase), Anti-CTLA-4 (ipilimumabe), Anti-VEGF (bevacizumabe))

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa descreve o mecanismo de ação dos inibidores de tirosina-quinase EGFR, como erlotinibe, gefitinibe e afatinibe, que bloqueiam a proliferação celular ao inibir a transdução de sinal dessa via. O pembrolizumabe não atua nessa via; ele é um anticorpo monoclonal que bloqueia o PD-1, um checkpoint imunológico. A confusão aqui é entre terapia-alvo molecular (EGFR) e imunoterapia (PD-1/PD-L1).

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa descreve o mecanismo de ação do ipilimumabe, um anticorpo monoclonal anti-CTLA-4 que potencializa a ativação de linfócitos T na fase inicial da resposta imune (priming). O pembrolizumabe, por sua vez, atua na fase efetora, bloqueando a interação PD-1/PD-L1. A banca troca o alvo do fármaco: CTLA-4 é alvo do ipilimumabe, não do pembrolizumabe.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa descreve o mecanismo de ação dos inibidores de VEGF, como o bevacizumabe, que atuam na angiogênese, diminuindo a formação de novos vasos tumorais. O pembrolizumabe não tem relação com a via do VEGF; seu alvo é o checkpoint imunológico PD-1. A confusão aqui é entre imunoterapia e terapia antiangiogênica.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa descreve corretamente o mecanismo de ação do pembrolizumabe: ele impede a interação entre PD-1 (receptor em linfócitos T) e PD-L1 (ligante expresso em células tumorais), bloqueando o sinal inibitório e permitindo a reativação citotóxica das células T contra o tumor. Esse é o mecanismo dos inibidores de checkpoint imunológico, e é exatamente o que ocorre no paciente do caso, com TPS de 80%.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa descreve o mecanismo de citotoxicidade dependente de anticorpo (ADCC), que é um mecanismo de ação de alguns anticorpos monoclonais, como o rituximabe (anti-CD20). O pembrolizumabe não atua por ADCC; seu mecanismo é o bloqueio do checkpoint PD-1, que reativa as células T, mas não promove diretamente a lise tumoral por ADCC.

Gabarito: letra D — o pembrolizumabe impede a interação PD-1/PD-L1, reativando a resposta citotóxica das células T contra o tumor.

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