Questão de Medicina — Cirurgia Geral — INSTITUTO AOCP 2026
Medicina›Cirurgia Geral
Código
qg727859
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área Cirurgia Plástica
Qual ramo do trigêmeo é o principal responsável pela sensibilidade da pálpebra inferior e da região infraorbital, sendo fundamental em cirurgias estéticas?
ANervo infraorbital.
BNervo auriculotemporal.
CNervo supratroclear.
DNervo mentoniano.
ENervo zigomaticofacial.
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GabaritoA — Nervo infraorbital.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Anatomia do nervo trigêmeo: ramos e territórios de inervação
Gabarito: letra A. O nervo infraorbital é o ramo terminal do nervo maxilar (V2), que por sua vez é a segunda divisão do nervo trigêmeo (V par craniano). Ele emerge pelo forame infraorbital e é o principal responsável pela sensibilidade da pálpebra inferior, da região infraorbital, da asa do nariz e do lábio superior — território que o torna fundamental em cirurgias estéticas da região média da face, como as de rejuvenescimento periorbital e preenchimentos. A questão exige o conhecimento da distribuição periférica dos ramos do trigêmeo, e a alternativa correta é a que nomeia exatamente o ramo que inerva a região descrita.
O nervo trigêmeo (V par craniano) é um nervo misto, com uma raiz sensitiva e uma raiz motora. A raiz sensitiva é responsável pela sensibilidade geral da face e divide-se em três grandes ramos: o nervo oftálmico (V1), o nervo maxilar (V2) e o nervo mandibular (V3). Cada um desses ramos emerge do crânio por um forame diferente e inerva um território cutâneo e mucoso distinto, sem sobreposição significativa. O ramo oftálmico (V1) sai pela fissura orbital superior e inerva a fronte, o couro cabeludo anterior, a pálpebra superior, o dorso do nariz e a córnea. O ramo maxilar (V2) sai pelo forame redondo e inerva a região média da face: pálpebra inferior, região infraorbital, asa do nariz, lábio superior, bochecha e a arcada dentária superior. O ramo mandibular (V3) sai pelo forame oval e inerva a região da mandíbula, o lábio inferior, o mento, a arcada dentária inferior e a orelha externa, além de carregar a raiz motora que inerva os músculos da mastigação.
O nervo infraorbital é o ramo terminal do nervo maxilar (V2). Ele percorre o assoalho da órbita, passa pelo sulco e pelo canal infraorbital e emerge na face pelo forame infraorbital, localizado cerca de 1 cm abaixo da margem orbital inferior. A partir daí, divide-se em vários ramos terminais que inervam a pálpebra inferior, a região infraorbital, a asa do nariz, o lábio superior e a mucosa do vestíbulo oral superior. Por essa distribuição, é o nervo que precisa ser anestesiado em procedimentos na região média da face, como exodontias de pré-molares e molares superiores, cirurgias do seio maxilar, correções de fraturas orbitárias e, especialmente, em cirurgias estéticas que envolvem a região periorbital e a bolsa de gordura infraorbital. O conhecimento do trajeto e do território do nervo infraorbital é essencial para evitar lesões durante a dissecção cirúrgica, que podem resultar em hipoestesia ou parestesia permanente da região.
A questão explora a distinção entre os ramos terminais do trigêmeo e seus territórios de inervação. A pegadinha está em associar a pálpebra inferior a um ramo do nervo oftálmico (V1), quando na verdade ela é inervada pelo ramo maxilar (V2), através do nervo infraorbital. O nervo oftálmico inerva a pálpebra superior, não a inferior. Essa inversão é um erro clássico, pois ambos os ramos inervam regiões próximas do olho, mas em andares diferentes. O candidato que não domina a distribuição exata de cada ramo tende a confundir a pálpebra inferior com o território do V1, caindo na alternativa C (nervo supratroclear), que é um ramo do oftálmico e inerva a fronte e a pálpebra superior medial.
Guarde a fronteira entre os territórios de V1 e V2 na região periorbital: a pálpebra superior é de V1 (nervo supratroclear, supraorbital, lacrimal e nasociliar), enquanto a pálpebra inferior é de V2 (nervo infraorbital). É exatamente nessa linha que as alternativas se dividem, e é o critério que você deve aplicar para resolver a questão com segurança.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O nervo infraorbital é o ramo terminal do nervo maxilar (V2), segunda divisão do trigêmeo. Ele emerge pelo forame infraorbital e inerva a pálpebra inferior, a região infraorbital, a asa do nariz e o lábio superior. Por isso, é o principal responsável pela sensibilidade da região descrita no enunciado e é fundamental em cirurgias estéticas da região média da face, como as de rejuvenescimento periorbital, blefaroplastia inferior e preenchimentos infraorbitais. A alternativa está correta porque nomeia exatamente o ramo que corresponde ao território citado.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O nervo auriculotemporal é um ramo do nervo mandibular (V3), terceira divisão do trigêmeo. Ele inerva a região temporal, a orelha externa, a articulação temporomandibular e a glândula parótida (fibras parassimpáticas). Não tem relação com a pálpebra inferior nem com a região infraorbital. A banca o inclui como distrator para testar se o candidato conhece os ramos do V3, que inervam a região lateral da face e o couro cabeludo temporal.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O nervo supratroclear é um ramo do nervo oftálmico (V1), primeira divisão do trigêmeo. Ele emerge pelo forame supraorbital (ou incisura) e inerva a fronte, o couro cabeludo anterior e a pálpebra superior medial. A pegadinha está em associar a pálpebra inferior ao território do V1, quando na verdade a pálpebra inferior é inervada pelo V2 (nervo infraorbital). O candidato que confunde os andares da pálpebra cai nesta alternativa.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O nervo mentoniano é um ramo terminal do nervo alveolar inferior, que por sua vez é ramo do nervo mandibular (V3). Ele emerge pelo forame mentual e inerva o mento, o lábio inferior e a mucosa gengival inferior. Não tem relação com a região infraorbital nem com a pálpebra inferior. É um distrator que testa o conhecimento dos ramos terminais do V3, que inervam a região inferior da face.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O nervo zigomaticofacial é um ramo do nervo zigomático, que é um ramo do nervo maxilar (V2). Ele emerge pelo forame zigomaticofacial e inerva a pele da região zigomática (maçã do rosto). Embora seja um ramo do V2, seu território é a região da bochecha superior, não a pálpebra inferior nem a região infraorbital. A alternativa confunde o território do nervo zigomático com o do nervo infraorbital, que são ramos diferentes do mesmo tronco (V2).
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre os territórios de V1 e V2 na região periorbital. A pálpebra superior é inervada pelo nervo oftálmico (V1), enquanto a pálpebra inferior é inervada pelo nervo maxilar (V2), através do nervo infraorbital. O candidato que associa automaticamente a região do olho ao V1 cai na alternativa C (nervo supratroclear). Para evitar o erro, memorize a linha divisória: acima da fissura palpebral é V1, abaixo é V2. Com treino, você enxerga essa troca de longe 💪.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar os territórios do trigêmeo, monte um mapa mental com os três ramos e seus principais ramos terminais: V1 (oftálmico) → supratroclear, supraorbital, lacrimal, nasociliar (fronte, pálpebra superior, dorso do nariz); V2 (maxilar) → infraorbital, zigomático, alveolar superior (pálpebra inferior, região infraorbital, lábio superior, bochecha); V3 (mandibular) → auriculotemporal, alveolar inferior, mentoniano, lingual (região temporal, lábio inferior, mento, língua). Nas questões de cirurgia estética, o nervo infraorbital é o mais cobrado, pois é o alvo de anestesia e o mais vulnerável a lesões em procedimentos da região média da face.