Questão de Medicina — Pneumologia — INSTITUTO AOCP 2026
Medicina›Pneumologia
Código
qg727894
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área Cirurgia Torácica
Quanto às características desejáveis em uma prótese para reconstrução da parede torácica, é correto afirmar que deve
Aser maleável, radiotransparente, leve e durável.
Bapresentar bom custo-benefício, manutenção do contorno, rigidez e biocompatibilidade.
Cser radiopaca, espessa, facilmente manipulável e leve.
Dapresentar rigidez e bom custo-benefício, ser bioabsorvível e espessa.
Eser resistente, diamagnética, rígida e leve.
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GabaritoB — apresentar bom custo-benefício, manutenção do contorno, rigidez e biocompatibilidade.
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Próteses para reconstrução da parede torácica: características ideais
Gabarito: letra B. A prótese ideal para reconstrução da parede torácica deve apresentar bom custo-benefício, manutenção do contorno, rigidez e biocompatibilidade — a alternativa B reúne exatamente essas qualidades. As demais opções trazem características inadequadas ou até prejudiciais, como radiopacidade, espessura excessiva, bioabsorção ou diamagnetismo, que não são desejáveis nesse contexto cirúrgico.
A reconstrução da parede torácica é um procedimento complexo, geralmente indicado após ressecções amplas por neoplasias, traumas ou infecções. O objetivo é restaurar a estabilidade fisiológica da caixa torácica, protegendo os órgãos internos e mantendo a mecânica respiratória. Para isso, a prótese precisa oferecer um equilíbrio entre propriedades mecânicas e biológicas.
A rigidez é essencial para evitar o movimento paradoxal do tórax, que comprometeria a ventilação. A manutenção do contorno garante a estética e a simetria da parede. A biocompatibilidade é fundamental para evitar rejeição, infecção e reações inflamatórias. O bom custo-benefício reflete a necessidade de um material acessível e eficaz, considerando a realidade dos serviços de saúde.
Na prática, materiais como telas de polipropileno, politetrafluoretileno expandido (PTFEe) e placas de titânio são utilizados, cada um com suas vantagens e limitações. A escolha depende do tamanho do defeito, da localização e das condições do paciente. O cirurgião deve ponderar a necessidade de rigidez versus a flexibilidade, a radiotransparência (para permitir acompanhamento radiológico) e a facilidade de manipulação.
A pegadinha desta questão está em confundir as propriedades desejáveis com características de outros tipos de prótese ou materiais. Por exemplo, a radiopacidade pode ser útil em alguns contextos, mas na parede torácica a radiotransparência é preferível para não obscurecer imagens de acompanhamento. A bioabsorção é indesejada, pois a prótese precisa manter sua integridade estrutural por tempo prolongado. O diamagnetismo é irrelevante e a espessura excessiva pode causar desconforto e complicações.
Guarde o critério decisivo: a prótese ideal deve ser rígida o suficiente para manter a estabilidade, biocompatível para ser aceita pelo organismo, capaz de preservar o contorno torácico e ter bom custo-benefício. É exatamente essa combinação que separa a alternativa correta das demais.
Prótese ideal (parede torácica)
1Rigidez
evita movimento paradoxal
2Manutenção do contorno
estética e simetria
3Biocompatibilidade
evita rejeição/infecção
4Bom custo-benefício
viabilidade do procedimento
5Características inadequadas
radiopacidade (dificulta acompanhamento)
bioabsorvível (perde suporte)
espessura excessiva (desconforto)
diamagnética (irrelevante)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que a prótese deve ser maleável, mas a rigidez é uma propriedade essencial para a reconstrução da parede torácica, pois evita o movimento paradoxal e mantém a estabilidade respiratória. A maleabilidade excessiva comprometeria a função de suporte estrutural. Embora a radiotransparência, a leveza e a durabilidade sejam características desejáveis, a maleabilidade é um erro conceitual.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta alternativa reúne as quatro características fundamentais: bom custo-benefício, manutenção do contorno, rigidez e biocompatibilidade. A rigidez garante a estabilidade da caixa torácica; a manutenção do contorno preserva a anatomia e a estética; a biocompatibilidade evita rejeição e complicações; e o bom custo-benefício torna o procedimento viável. É a combinação mais completa e correta.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa menciona radiopacidade, que é indesejável, pois dificulta o acompanhamento radiológico pós-operatório. A radiotransparência é preferível. Além disso, a espessura excessiva pode causar desconforto, aumentar o risco de infecção e dificultar a integração com os tecidos. A facilidade de manipulação e a leveza são positivas, mas os outros termos tornam a opção incorreta.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa inclui bioabsorvível, o que é inadequado, pois a prótese precisa manter sua integridade estrutural por tempo prolongado para garantir a estabilidade da parede torácica. A absorção levaria à perda de suporte e ao colapso da reconstrução. A espessura também é um ponto negativo, pelos mesmos motivos da alternativa C. Rigidez e bom custo-benefício são corretos, mas os demais termos invalidam a opção.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa menciona diamagnética, uma propriedade física irrelevante para próteses de parede torácica. Não há necessidade de o material ser diamagnético, e essa característica não contribui para a função ou segurança do implante. A resistência, a rigidez e a leveza são desejáveis, mas o diamagnetismo é um termo que não se aplica ao contexto, tornando a opção incorreta.
Gabarito: letra B — a única alternativa que apresenta o conjunto correto de características: bom custo-benefício, manutenção do contorno, rigidez e biocompatibilidade.