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Questão de Medicina — Angiologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaAngiologia
Código
qg727914
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área Cirurgia Vascular
Um paciente de 72 anos, portador de diabetes tipo 2 e insuficiência renal crônica em estágio moderado, comparece à unidade básica de saúde com uma úlcera crônica no segundo pododáctilo do pé esquerdo, que não cicatriza há dois meses. Ele relata dor constante na perna e no pé, mesmo em repouso noturno, que é aliviada apenas com o membro pendente. O exame físico revela palidez do membro, ausência de pulsos distais (pedioso e tibial posterior) e um índice tornozelo-braquial (ITB) de 0,25. Uma angiotomografia recente revelou uma oclusão arterial longa na artéria femoral e perviedade de apenas uma artéria infrapatelar (artéria tibial anterior), com leito distal favorável para revascularização. Com base nas diretrizes de encaminhamento do SUS para urgências vasculares e nas evidências sobre isquemia crítica do membro, qual é a conduta inicial e a subsequente estratégia de revascularização mais bem fundamentada para esse paciente?
  1. AO paciente apresenta isquemia crítica crônica, o que indica um encaminhamento de prioridade não urgente para cirurgia vascular ambulatorial, para programação de revascularização preferencialmente endovascular.
  2. BO quadro de dor em repouso com úlcera isquêmica caracteriza isquemia crítica, sendo responsabilidade do médico da atenção primária coordenar o cuidado e encaminhar o paciente para o serviço de urgência e emergência. Se for possível tecnicamente, um enxerto com veia autóloga apresenta maior perviedade a longo prazo para lesões longas.
  3. CO manejo da dor em repouso deve ser realizado com vasodilaradores arteriolares e hemodiluição isovolêmica, que são comprovadamente eficazes para isquemia crítica do membro, enquanto se aguarda uma consulta de rotina ambulatorial.
  4. DDevido à presença de úlcera isquêmica e infecção, a abordagem mais segura é a amputação primária, seguida de reabilitação, visto que cirurgia aberta não é recomendada em pacientes com doença renal crônica.
  5. EO paciente deve ser internado para controle glicêmico intensivo e antibioticoterapia. A intervenção cirúrgica deve ser evitada, pois a perviedade primária do tratamento endovascular e do aberto nessa oclusão em questão é notoriamente baixo.
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GabaritoB — O quadro de dor em repouso com úlcera isquêmica caracteriza isquemia crítica, sendo responsabilidade do médico da atenção primária coordenar o cuidado e encaminhar o paciente para o serviço de urgência e emergência. Se for possível tecnicamente, um enxerto com veia autóloga apresenta maior perviedade a longo prazo para lesões longas.

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