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Questão de Medicina — Gastroenterologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaGastroenterologia
Código
qg728010
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área Gastroenterologia
Paciente do sexo masculino, 40 anos, sem comorbidades, foi ao pronto atendimento por dor em fossa ilíaca esquerda, associada à perda de apetite, negava febre. Na TC de abdome, observa se espessamento de sigmoide, sugestivo de diverticulite. O paciente não apresentava alterações hemodinâmicas; nos exames laboratoriais, discreta leucocitose e PCR 2 vezes acima do limite da normalidade. Sobre esse quadro, é correto afirmar que
  1. Ahá indicação de colonoscopia imediatamente.
  2. Bna recorrência, há indicação de mesalazina.
  3. Cna recorrência, há indicação de rifaximina.
  4. Dhá indicação de internação do paciente.
  5. Eo uso de antibioticoterapia não é obrigatório.
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GabaritoE — o uso de antibioticoterapia não é obrigatório.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Diverticulite aguda não complicada: manejo ambulatorial

Gabarito: letra E. Em diverticulite aguda não complicada (sem abscesso, perfuração, fístula ou estenose), em paciente hemodinamicamente estável, sem comorbidades e com sinais inflamatórios discretos, o uso de antibioticoterapia não é obrigatório — o tratamento pode ser apenas sintomático, com analgesia, dieta e hidratação, conforme diretrizes atuais. As demais alternativas trazem condutas incorretas: colonoscopia imediata é contraindicada na fase aguda, mesalazina e rifaximina não são indicações para recorrência de diverticulite, e a internação não é necessária neste caso.

A diverticulite aguda é a inflamação de um ou mais divertículos, mais frequentemente no cólon sigmoide. A apresentação clássica é dor em fossa ilíaca esquerda, podendo haver febre, alteração do hábito intestinal e sintomas urinários. O diagnóstico é confirmado por exame de imagem — a tomografia computadorizada de abdome e pelve com contraste é o exame de escolha, com alta sensibilidade e especificidade, permitindo estratificar a doença em complicada (abscesso, perfuração, fístula, estenose) ou não complicada.

O manejo depende da gravidade. Pacientes com diverticulite não complicada, sem critérios de gravidade (estabilidade hemodinâmica, sem comorbidades, sem imunossupressão, sem sinais de peritonite), podem ser tratados ambulatorialmente com dieta, analgesia e hidratação. A controvérsia sobre o uso de antibióticos nesses casos foi resolvida por estudos que demonstraram não haver benefício significativo — a maioria dos pacientes melhora sem antibioticoterapia, que fica reservada para casos selecionados (imunossuprimidos, comorbidades, sinais de sepse) ou para diverticulite complicada.

A colonoscopia está contraindicada na fase aguda da diverticulite, pelo risco de perfuração. Deve ser realizada eletivamente, após resolução do quadro inflamatório (geralmente 6 a 8 semanas), para excluir neoplasia — especialmente em pacientes com mais de 40-50 anos ou com fatores de risco. A mesalazina e a rifaximina são utilizadas em outras condições (doença inflamatória intestinal e supercrescimento bacteriano, respectivamente), não na prevenção de recorrência de diverticulite.

A internação é indicada para pacientes com diverticulite complicada, sinais de sepse, dor intensa, impossibilidade de ingesta oral, ou quando há dúvida diagnóstica. No caso descrito, o paciente está estável, sem febre, com leucocitose discreta e PCR apenas 2 vezes acima do normal — quadro compatível com diverticulite não complicada, passível de manejo ambulatorial.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a mudança de paradigma no tratamento da diverticulite não complicada. O candidato que memorizou o tratamento "clássico" (antibiótico para todos) marca a alternativa A ou D, mas as diretrizes atuais — baseadas em estudos randomizados — mostram que antibióticos não são obrigatórios nesses casos. Fique atento: a palavra-chave é "não complicada" + "estável" = tratamento sintomático.

1Não complicada
Estável, sem comorbidades
Tratamento ambulatorial
Antibiótico não obrigatório
Colonoscopia na fase aguda
2Complicada
Abscesso, perfuração, fístula, estenose
Internação
Antibioticoterapia
3Após resolução (6-8 semanas)
Colonoscopia eletiva
Excluir neoplasia
Diverticulite aguda
LEVELsoulevel.com.br
Diverticulite aguda: Não complicada (Estável, sem comorbidades, Tratamento ambulatorial, Antibiótico não obrigatório, Colonoscopia na fase aguda); Complicada (Abscesso, perfuração, fístula, estenose, Internação, Antibioticoterapia); Após resolução (6-8 semanas) (Colonoscopia eletiva, Excluir neoplasia)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A colonoscopia está contraindicada na fase aguda da diverticulite, pelo risco de perfuração. Deve ser realizada eletivamente, após a resolução do processo inflamatório (6-8 semanas), para excluir neoplasia colorretal.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A mesalazina é um anti-inflamatório intestinal utilizado no tratamento da doença inflamatória intestinal (retocolite ulcerativa, doença de Crohn), não na prevenção de recorrência de diverticulite. Não há evidência de benefício nesse contexto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A rifaximina é um antibiótico não absorvível usado no tratamento do supercrescimento bacteriano do intestino delgado e na encefalopatia hepática. Não é indicada para recorrência de diverticulite.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A internação é reservada para casos de diverticulite complicada (abscesso, perfuração, fístula, estenose), sinais de sepse, dor intensa, impossibilidade de ingesta oral ou dúvida diagnóstica. O paciente descrito está estável, sem febre, com alterações laboratoriais discretas — pode ser tratado ambulatorialmente.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Em diverticulite aguda não complicada, em paciente estável e sem comorbidades, o uso de antibióticos não é obrigatório. Estudos randomizados (como o AVOD e o DIABOLO) demonstraram que o tratamento sintomático (analgesia, dieta, hidratação) tem resultados semelhantes ao uso de antibióticos, sem aumento de complicações. A antibioticoterapia fica reservada para casos selecionados: imunossuprimidos, comorbidades significativas, sinais de sepse ou diverticulite complicada.

Gabarito: letra E

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