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Questão de Medicina — Gastroenterologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaGastroenterologia
Código
qg728047
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área Gastroenterologia
Um gastroenterologista recebe o seguinte encaminhamento por escrito: “Paciente do sexo masculino, 60 anos, realiza colonoscopias anuais, último exame há 1 ano e gostaria de novo exame. Refere pólipos benignos no exame prévio”. Com base nas informações gastroenterologista poderia fornecidas, fazer o algumas sugestões para que o encaminhamento ficasse mais completo. Sobre essas sugestões, assinale a alternativa INCORRETA.
  1. ADeve-se descrever as condições de preparo, pois são importantes na determinação do novo exame.
  2. BDeve-se descrever se o exame foi completo (até íleo ou ceco) para determinação do novo exame.
  3. CDeve-se descrever o tamanho e a histologia dos pólipos, para determinação do novo exame.
  4. DO paciente deve ser orientado que a colonoscopia não é um exame isento de riscos, por isso apresenta indicações estabelecidas de periodicidade de rastreio.
  5. EA indicação de colonoscopia anual estará correta se o paciente apresentar história mórbida familiar de neoplasia colorretal.
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GabaritoE — A indicação de colonoscopia anual estará correta se o paciente apresentar história mórbida familiar de neoplasia colorretal.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Colonoscopia de rastreamento: periodicidade e critérios de encaminhamento

Gabarito: letra E. A alternativa incorreta é a que afirma que a indicação de colonoscopia anual estará correta se o paciente apresentar história mórbida familiar de neoplasia colorretal — pois a periodicidade anual não é a regra para rastreamento, mesmo em pacientes com história familiar; a conduta correta é individualizar o intervalo conforme o risco e os achados do exame anterior, seguindo diretrizes de rastreamento (como as da American Cancer Society e do US Preventive Services Task Force). As demais alternativas (A, B, C e D) trazem informações corretas e pertinentes para a avaliação do encaminhamento.

A questão aborda um tema central da gastroenterologia: a periodicidade da colonoscopia de rastreamento e as informações essenciais que devem constar em um encaminhamento para que o gastroenterologista possa decidir adequadamente sobre a necessidade e o intervalo do novo exame. O encaminhamento descrito é incompleto, pois não traz dados cruciais como a qualidade do preparo, a completude do exame, o tamanho e a histologia dos pólipos encontrados, e o histórico familiar do paciente. Essas informações são fundamentais para estratificar o risco e definir a conduta.

A periodicidade da colonoscopia não é fixa; ela depende de uma série de fatores, principalmente dos achados do exame anterior. Por exemplo, se o exame prévio não encontrou pólipos, o intervalo recomendado é de 10 anos. Se encontrou pólipos, o intervalo varia conforme o tipo, tamanho e número, podendo ser de 3 a 5 anos, ou até 1 ano em casos de adenomas avançados. A história familiar de neoplasia colorretal também influencia, mas não determina, por si só, uma periodicidade anual — a conduta é individualizada, considerando o risco genético e os achados endoscópicos.

A qualidade do preparo é um dos principais fatores que influenciam a eficácia da colonoscopia. Um preparo inadequado pode levar à falha na detecção de pólipos, comprometendo o rastreamento. Por isso, é essencial que o encaminhamento descreva as condições do preparo, para que o gastroenterologista possa avaliar se o exame anterior foi confiável e se há necessidade de repeti-lo em intervalo menor.

A completude do exame (até íleo ou ceco) também é crucial. Uma colonoscopia incompleta pode deixar lesões não detectadas, especialmente no cólon proximal. Se o exame não foi completo, o intervalo para o próximo deve ser menor, ou o exame deve ser repetido. A descrição da completude no encaminhamento permite ao gastroenterologista decidir sobre a necessidade de novo exame e o intervalo adequado.

O tamanho e a histologia dos pólipos são determinantes para a estratificação de risco e a definição do intervalo de seguimento. Pólipos adenomatosos com displasia de alto grau ou componente viloso, ou pólipos serrilhados com displasia, exigem acompanhamento mais próximo. A descrição dessas características no encaminhamento é fundamental para que o gastroenterologista possa planejar o seguimento adequado.

A história mórbida familiar de neoplasia colorretal é um fator de risco importante, mas não justifica, por si só, uma colonoscopia anual. A periodicidade é definida por diretrizes baseadas em evidências, que consideram o risco individual. Em pacientes com história familiar de câncer colorretal em parente de primeiro grau, o rastreamento geralmente começa aos 40 anos ou 10 anos antes da idade do diagnóstico no familiar, e o intervalo é de 5 anos, não anual. A colonoscopia anual é reservada para situações específicas, como após a ressecção de adenoma avançado, ou em síndromes hereditárias de alto risco, como a polipose adenomatosa familiar ou a síndrome de Lynch.

A colonoscopia não é isenta de riscos, e por isso tem indicações estabelecidas de periodicidade. Os riscos incluem perfuração, sangramento, reações adversas à sedação e complicações cardiopulmonares. A decisão de repetir o exame deve equilibrar os benefícios do rastreamento com os riscos do procedimento, seguindo as diretrizes de periodicidade baseadas em evidências.

Guarde a fronteira entre fatores que influenciam a periodicidade e fatores que determinam a periodicidade anual: a história familiar é um fator de risco que influencia, mas não determina, a colonoscopia anual — é exatamente nessa distinção que as alternativas se dividem.

1Fatores que influenciam a periodicidade
Qualidade do preparo
Completude do exame (íleo/ceco)
Tamanho e histologia dos pólipos
História familiar de CCR
2Intervalos recomendados
Sem pólipos: 10 anos
Pólipos: 3 a 5 anos
Adenoma avançado: 1 ano
História familiar (1º grau): 5 anos
3Não é isenta de riscos
Perfuração
Sangramento
Reações à sedação
Colonoscopia de rastreamento
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Colonoscopia de rastreamento: Fatores que influenciam a periodicidade (Qualidade do preparo, Completude do exame (íleo/ceco), Tamanho e histologia dos pólipos, História familiar de CCR); Intervalos recomendados (Sem pólipos: 10 anos, Pólipos: 3 a 5 anos, Adenoma avançado: 1 ano, História familiar (1º grau): 5 anos); Não é isenta de riscos (Perfuração, Sangramento, Reações à sedação)

Alternativa A — ✅ Correta

A descrição das condições de preparo é essencial, pois um preparo inadequado compromete a detecção de pólipos e pode exigir a repetição do exame em intervalo menor. O encaminhamento deve informar se o preparo foi adequado, para que o gastroenterologista possa avaliar a confiabilidade do exame anterior e decidir sobre o novo exame.

Alternativa B — ✅ Correta

A descrição da completude do exame (até íleo ou ceco) é fundamental, pois uma colonoscopia incompleta pode deixar lesões não detectadas, especialmente no cólon proximal. Se o exame não foi completo, o intervalo para o próximo deve ser menor, ou o exame deve ser repetido. A informação da completude permite ao gastroenterologista decidir sobre a necessidade e o intervalo do novo exame.

Alternativa C — ✅ Correta

O tamanho e a histologia dos pólipos são determinantes para a estratificação de risco e a definição do intervalo de seguimento. Pólipos adenomatosos com displasia de alto grau ou componente viloso, ou pólipos serrilhados com displasia, exigem acompanhamento mais próximo. A descrição dessas características no encaminhamento é fundamental para o planejamento do seguimento.

Alternativa D — ✅ Correta

A colonoscopia não é isenta de riscos, e por isso tem indicações estabelecidas de periodicidade. Os riscos incluem perfuração, sangramento, reações adversas à sedação e complicações cardiopulmonares. A decisão de repetir o exame deve equilibrar os benefícios do rastreamento com os riscos do procedimento, seguindo as diretrizes de periodicidade baseadas em evidências.

Alternativa E — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO

A afirmação de que a indicação de colonoscopia anual estará correta se o paciente apresentar história mórbida familiar de neoplasia colorretal é incorreta. A história familiar é um fator de risco importante, mas não determina, por si só, uma periodicidade anual. As diretrizes recomendam que, em pacientes com história familiar de câncer colorretal em parente de primeiro grau, o rastreamento comece aos 40 anos ou 10 anos antes da idade do diagnóstico no familiar, com intervalo de 5 anos. A colonoscopia anual é reservada para situações específicas, como após a ressecção de adenoma avançado, ou em síndromes hereditárias de alto risco. A periodicidade deve ser individualizada, considerando o risco genético e os achados endoscópicos.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre fator de risco e determinante de periodicidade. A história familiar é um fator de risco que influencia o rastreamento, mas não determina, por si só, uma colonoscopia anual. O candidato que associa história familiar a rastreamento mais frequente pode cair na armadilha de considerar a alternativa E correta. Lembre-se: a periodicidade é definida por diretrizes baseadas em evidências, que consideram o risco individual, e não por um único fator isolado.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de rastreamento, lembre-se de que a periodicidade é sempre individualizada, baseada no risco e nos achados do exame anterior. Não existe uma regra fixa de "anual" para todos os pacientes. Avalie cada fator (preparo, completude, histologia, história familiar) como um componente que influencia a decisão, mas não como um determinante isolado.

Gabarito: letra E — a única alternativa incorreta, pois a história familiar não determina, por si só, a colonoscopia anual.

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